terça-feira, 26 de maio de 2026

ESPORTES FEMININOS

 AS MULHERES NO COMANDO: NOSSO FUTEBOL FEMININO.

"Às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza, devendo, para este efeito, o Conselho Nacional de Desportos baixar as necessárias instruções às entidades desportivas do país."




As mulheres estão em nossa história desde o nosso começo. O clube sempre procurou incluir nossas amadas mães e filhas no esporte e em nossa trajetória, e isso começa no nosso pavilhão. Nossa bandeira tem três cores: preto, branco e rosa.

A cor rosa é uma homenagem a uma jovem chamada Marie Françoise-Thérèse Martin, irmã que, em 1897, comoveu o mundo. Ela ingressou, aos 15 anos, em um convento na Normandia, em 1888. Ali, reclusa e em oração, escreveu o livro História de uma Alma, lançado em 1898, mas sua devoção já era famosa um ano antes.

Depois de sua morte, foi santificada, tornando-se, assim, Santa Teresinha do Menino Jesus.

Essa imagem da jogadora no Maracanã foi no anos de 2000,quando o São Cristóvão reativou seu departamento feminino de futebol, participando do Torneio Inicio em 2000 e campeonato Brasileiro em 2001.

A equipe foi comandada pelo treinador Alexandre Mathias - que hoje mora nos EUA e vai participar do nosso podcast-, e ele montou uma boa equipe para participar do torneio , mas a equipe acabou perdendo no primeiro jogo para o Botafogp, mas a história estava escrita. 

No dia 21 de março de 2000 aconteceu o torneio inicio e juntou as seguintes equipes : 

  • VASCO
  • BOTAFOGO 
  • CAMPO GRANDE 
  • SÃO CRISTOVÃO/BEM FORTE 
  • FLUMINENSE 
  • MADUREIRA 
  • FLAMENGO/GAMA FILHO 
  • PORTUGUESA/ESPERANÇA 
São Cristóvão 0x1 Botafogo 
Portuguesa 0x0 Flamengo 
Campo Grande 0x0 Fluminense 
Madureira 0x1 Vasco 
Botafogo 0x0 Fluminense 
Flamengo 0x1 Vasco 
Botafogo 0x0 Vasco (campeão)





O esporte feminino durante muito tempo foi proibido no país. As mulheres, que antes eram apenas torcedoras, passaram a ser atletas desde o início dos esportes, como vôlei, basquete, futebol e corrida. Elas sempre estiveram presentes. Porém, o presidente Getúlio Vargas resolveu proibir esportes que, segundo ele, não condiziam com a “estrutura feminina”.

Através do Decreto-Lei nº 3.199, de 14 de abril de 1941, durante a ditadura do Estado Novo, a proibição foi imposta.

Muitas vezes, as mulheres praticavam os esportes proibidos longe dos holofotes, mas, com o tempo, as regras foram sendo afrouxadas até perderem o efeito, e a proibição caiu em 1979.

Com a extinção da lei, foi formada a Liga Nacional de Futebol (LINAF), que organizou os primeiros campeonatos e, nesse contexto, nasceu a primeira grande equipe feminina: o Radar RJ.

Entre 1983 e 1989, foi disputada a Taça Brasil de Futebol Feminino. Em 1990, ocorreram dois torneios nacionais: o Troféu Brasil de Futebol Feminino e o Torneio Quadrangular de Futebol Feminino.

De 1994 a 1996, voltou a Taça Brasil de Futebol Feminino e, finalmente, de 1997 a 2001, aconteceu o Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino. Foi em 2001 que o nosso “Trovão” participou.


O IV campeonato Feminino de Futebol foi disputado em UBÀ entre os dias 18 de agosto e 9 de setembro. 20 equipes foram divididos em cinco grupos de 4 times cada e o São Cristóvão esteve no grupo C com Grêmio, Matonense e Juventus e a campanha foi de três derrotas em três jogos: 

  • Grêmio 5x0 São Cristóvão 
  • São Cristóvão 1x5 Juventus 
  • São Cristovão 0x10 Matonense




A DIRIGENTE "MÃO DE FERRO"!

 


“MÃO DE FERRO NO COMANDO DO SÃO CRISTÓVÃO.”

Em 2015, o clube vivia uma série de problemas financeiros e tinha acabado de retornar da terceira divisão. Disposto a mudar, melhorar e pelo menos se manter na Segundona, resolveu inovar.

E que tal contratar uma mulher para dirigente de futebol? Foi nessa aposta que o presidente Emanuel França acreditou.

O presidente resolveu trazer uma dirigente com 11 anos de experiência para comandar 43 homens e tentar tirar o São Cristóvão da lama da Segundona da época. Moradora de Santa Cruz quando começou, ela resolveu abandonar o ateliê para fazer um curso de gestão e, assim, seguir quebrando barreiras no futebol.

Apelidada de “Margaret Thatcher”, dormia na Figueira de Melo durante a semana, pois morava em Cabo Frio. Começou a carreira como dirigente no Santa Cruz e passou por Mangaratibense e São Pedro da Aldeia antes de chegar ao São Cristóvão.

Em uma época de quebra de paradigmas, Silvani Maria fez história ao assumir o comando técnico do clube. Lembra dela no comando do time? Uma das primeiras mulheres a assumir esse cargo — se não foi a primeira.


ANO: 2015
FOTOS: JORNAL EXTRA E JORNAL O GLOBO
GOOGLE+ ACERVO DO O GLOBO







1939 -VOLEI FEMININO DO SCFR 


sexta-feira, 22 de maio de 2026

DOSSIE JOÃO CANTUÁRIA

 O TEXTO DEFINITIVO SOBRE O MAIOR DE TODOS!
JOÃO CANTUÁRIA.

1918- Vida Esportiva 

O atacante recebeu muitas homenagens, mas a morte de outro atleta sensibilizou ainda mais o meio esportivo carioca: a de João Cantuária, jogador-símbolo do São Cristóvão de Futebol e Regatas. Mineiro de São João del-Rei, nascido em 28 de setembro de 1894 em uma família de longa tradição militar pelo lado paterno, ele também veio ainda jovem para a então capital federal, onde começou a jogar futebol pelos segundos times do Riachuelo e do Mangueira.

Em julho de 1909, participou da fundação do São Christóvão Athletico Club (na grafia da época), que, dois anos depois, se filiaria à Liga Metropolitana de Sports Athleticos (LMSA), entidade que organizava o Campeonato Carioca naquele período. Jogador de boa estatura, grande agilidade, técnica refinada e espírito de liderança, Cantuária marcou época vestindo a camisa alva nos primeiros anos do clube no futebol do Rio, destacando-se como um notável “sportsman”.

Após estrear na primeira divisão do campeonato da LMSA em 1912, aos poucos o São Cristóvão foi melhorando suas campanhas até alcançar um bom quarto lugar em 1917, quando bateu duas vezes o Botafogo de Futebol e Regatas — uma delas por sonoros 6 a 1 em seu campo da Figueira de Melo, inaugurado no ano anterior — e venceu o futuro campeão Fluminense Football Club por 3 a 1, também em casa. O clube cadete terminou apenas cinco pontos atrás dos tricolores.

Alguns anos antes, em 16 de setembro de 1913, João Cantuária participara de uma das partidas embrionárias da Seleção Brasileira de Futebol, quando um combinado carioca enfrentou e venceu o chileno por 2 a 1, em jogo disputado no campo do America Football Club, na Rua Campos Sales. Tempos depois, ele voltaria a ser convocado para seleções cariocas, nas quais, coincidentemente, chegou a ter o então banguense Archibald French como um dos companheiros da linha ofensiva.

A temporada de 1918 tivera um início muito promissor para Cantuária. No dia 13 de janeiro, ele havia sido um dos destaques na vitória do São Cristóvão por 4 a 3 sobre o Società Sportiva Palestra Italia, em um “match interestadual” na Figueira de Melo, ao fazer duas assistências para gols do meia-esquerda Leão. Em março, novamente atuando pela seleção carioca, levantara a Taça Delfim Moreira ao vencer o “scratch” mineiro em Belo Horizonte.

No dia 21 daquele mesmo mês, Cantuária ajudaria o São Cristóvão a conquistar o Torneio Início do Campeonato Carioca, primeiro título da equipe principal em sua história. Após superar o Villa Isabel e o Andarahy nas primeiras fases, o time levantou a taça ao bater o Fluminense por 2 a 0 na competição disputada no campo do Botafogo, na Rua General Severiano. Em seguida, o clube voltou a aparecer forte na briga pelo título do campeonato propriamente dito.

Quando o mês de outubro começou, os cadetes somavam dez vitórias e um empate em suas 14 partidas, ainda tendo chances de tirar a conquista das mãos do Fluminense. No último jogo antes da pausa, porém, um empate com o Bangu Atlético Clube em 1 a 1, na Rua Ferrer, tornou as possibilidades mais remotas. Cantuária, que já havia marcado oito gols na competição, jogou nessa partida. Diz-se que já estava febril, mas, mesmo assim, entrou em campo.

O ídolo sãocristovense resistiria por pouco mais de duas semanas, vindo a falecer em 25 de outubro, aos 24 anos de idade. Em seu leito de morte, Cantuária pediu aos companheiros apenas que não perdessem para o Botafogo, que, de acordo com a tabela original, seria o próximo adversário. A partida acabaria adiada para 5 de janeiro de 1919, já com o título definido. Ainda assim, os jogadores cumpriram seu último desejo, vencendo por 3 a 1.

Entre as muitas homenagens que recebeu estava um poema escrito sob pseudônimo por uma torcedora do Clube de Regatas do Flamengo e publicado no jornal “O Imparcial”. Nos anos 1930, o jornal oficial do clube seria batizado de “O Cantuária”. Mais tarde, quando Lamartine Babo criou canções que serviriam de hinos para os clubes cariocas, o falecido atleta ficaria eternizado nos versos: “Estimulam sua fibra extraordinária / Os grandes feitos do saudoso Cantuária”.

Quase todos os clubes da cidade perderam associados e dirigentes infectados pelo vírus, como o primeiro-secretário do Flamengo, Thiers da Silva. Entre os atletas contaminados que conseguiram se curar estava outro rubro-negro, o famoso zagueiro Píndaro, o “Gigante de Pedra” da Seleção, que, após se recuperar, passou a exercer sua profissão de médico sanitarista durante a paralisação, ajudando a cuidar de pacientes da gripe em outras regiões da cidade.

AMIGO ANTES DA MORTE : 

Cantuária vivia e respirava o clube. Sua residência era na Rua Figueira de Melo, número 238, literalmente a poucos metros do clube, onde fazia de tudo um pouco e passava boa parte do seu dia.

O Rio de Janeiro passava por uma pandemia de gripe espanhola que assolava toda a cidade. Estimativas de pesquisadores mostram que morreram entre 14 e 15 mil pessoas em decorrência da doença. E essa maldita epidemia infelizmente deixou dois de nossos jogadores doentes: Cantuária e Vinhaes.

Um dado interessante que encontramos é a amizade que existia entre os dois. Considerados melhores amigos, Cantuária e Vinhaes eram vistos sempre juntos; até dentro de campo se procuravam. Quis o destino que os amigos fossem contaminados e que um cuidasse do outro até a morte.

Ambos os jogadores foram convocados para representar os cariocas em um amistoso contra a equipe paulista. Viagem marcada, delegação reunida, tudo pronto para viajar, mas ambos os jogadores estavam doentes e, com isso, foram cortados da viagem. Esse corte aconteceu no dia 12 de outubro. Cantuária se despediria deste mundo no dia 25.

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Amistosos

SÃO CRISTÓVÃO E O HISTÓRICO JOGO CONTRA O COLO COLO. 



UM MOMENTO HISTÓRICO: COLO-COLO 6X3 SÃO CRISTÓVÃO

O time do bairro Imperial tem diversas viagens pelo mundo, onde pôde desfilar seu melhor — e também seu pior — futebol. Tudo isso está ligado à história do clube. Antigamente, era comum os times fazerem excursões por diversos países. Para os grandes, a Europa normalmente era o destino; mas os menores, porém tradicionais, escolhiam mercados periféricos ou a América do Sul como saída para conquistar uma “prata” por fora.

O São Cristóvão realizava sua segunda excursão. O time passaria por Argentina e Chile, e foi no país da Cordilheira dos Andes que o clube marcou a história de um gigante chileno.

Cinquenta mil pessoas estiveram presentes na inauguração do Estádio Nacional de Santiago. Frente a frente, Colo-Colo e São Cristóvão, este como convidado. A delegação brasileira foi recebida com festa por mais de 300 dirigentes chilenos. Mas a cordialidade acabou quando o juiz apitou.
Sem dó nem piedade, o time chileno marcou 6 gols contra 3 do São Cristóvão. Os gols do time brasileiro foram marcados por Caxambú e Nestor (FALTA ACHAR O AUTOR DO TERCEIRO GOL) . O time chileno teve como artilheiros Rata Rojas (3), Tigre Sorrel, Raul Toro e Hernandez.

O melhor jogador do São Cristóvão foi o goleiro Madalena, que evitou uma tragédia ainda maior. O time entrou em campo com: Madalena; Hernanez, Oswaldo e Picabeia; Dodô, Afonso, Roberto, Vilegaz e Caxambú; Nestor e Carreiro.


No dia 4 de dezembro de 1938, foi realizada a primeira partida da história do Estádio Nacional de Santiago, no Chile. O amistoso colocou frente a frente o Colo-Colo e o São Cristóvão, do Rio de Janeiro, diante de cerca de 50 mil torcedores

A partir daquele momento, o Estádio Nacional passou a ser a principal casa da Seleção Chilena e palco de partidas de clubes tradicionais, como Universidad de Chile e Universidad Católica. Rapidamente, tornou-se um símbolo do futebol chileno, recebendo grandes confrontos da Copa Libertadores e sendo o estádio principal da Copa do Mundo de 1962.

Além de sua importância esportiva, o estádio também carrega um capítulo sombrio da história do Chile, por ter sido utilizado como campo de concentração durante o período da ditadura militar.





Elenco que viajou para a excursão para o Chile e Argentina : Magdalena; Hernandez,Owvaldo, Picabéia, Dodô, Archimeses, Roberto, Villegas, Caxambu, Carreiro, Nestor, Nelson e Afonsinho 

CAMPANHA: 

  • Colo Colo 6x3 SCFR
  • Audax Italiano 3x3 SCFR
  • Magalhães2x7 SCFR


OS CRAQUES QUASE NÃO VIAJARAM !

Imagina os craques do time não poderem viajar por pendências com os militares, a ponto de o craque da equipe precisar da intervenção de um cônsul para conseguir embarcar?

Essa história é maravilhosa. A viagem estava marcada: o São Cristóvão viajaria para o Chile e a Argentina. Mas o time tinha três jogadores com pendências junto aos militares.

Caxambu não possuía o documento de liberação do serviço militar e só conseguiu obtê-lo na véspera da viagem, no dia 23/11, já que o São Cristóvão embarcaria no dia 24.

Outro que teve de “rebolar” para resolver o mesmo problema foi Oswaldo, que pegou os documentos poucas horas antes da viagem.

Mas o caso mais sério era o do craque do time: Afonsinho. O jogador estava em idade de alistamento e poderia ser convocado para servir a qualquer momento. O Ministério da Guerra não queria liberar a viagem do atleta, mas um homem interveio para que o craque pudesse embarcar: o Sr. Nieto del Rio, cônsul chileno, que entrou em contato diretamente com Eurico Gaspar Dutra, solicitando a liberação do jogador — o que, ao que tudo indica, acabou acontecendo.













quarta-feira, 13 de maio de 2026

Dossiê Título 26.

Dossiê 1926: contando uma história. 

A partir de hoje, o blog começa uma série de textos contando como foi a conquista do título carioca do clube em 1926. Vamos conhecer histórias curiosas, jogadores e partidas marcantes. Será uma viagem ao passado para reviver essa trajetória maravilhosa.

Mas a produção não ficará apenas nos textos. A equipe de comunicação está preparando muito conteúdo especial para as redes sociais, no Instagram e no Facebook. Vocês vão se emocionar.

Vamos começar com o cabeça de tudo , o homem que armou, treinou e jogou nesse campeonato : Vinhães. 





Vinhaes tem uma importância histórica enorme para o São Cristóvão. Jogador do clube desde os primeiros anos, amigo pessoal de Cantuária, com quem conviveu até os últimos momentos, Vinhaes era o símbolo de um período de nascimento e consolidação.

De jogador (chegando a atuar em 1926), assumiu o cargo de técnico com uma ideia bem clara: utilizar o exemplo tático e técnico de Ramón Platero, comandante do Vasco e seu amigo.

O São Cristóvão de Vinhaes uniu a habilidade de seus jogadores ao modelo de treinamento do Vasco, com forte preparo físico. Isso se refletiu no campeonato, onde os times do bairro imperial disputariam ponto a ponto o título. E a primeira vítima dos cadetes foi um gigante do futebol carioca.

O time campeão de 1926 não nasceu naquele ano, diversos jogadores foram chegando ao longo dos anos e culminaria na formação daquele time vencedor. O zagueiro Póvoa chegou ao clube em 1923.Um ano depois o goleiro Paulino pilar do time de 1926. Em 1925, vieram Zé Luiz , Theóphilo, Oswaldo, Vicente e Bahianinho.

Vinhaes tem uma importância histórica enorme para o São Cristóvão. Jogador do clube desde os primeiros anos, amigo de Cantuária, com quem conviveu até os últimos momentos, Vinhaes era o símbolo de um período de nascimento e consolidação.

De jogador (chegando a atuar em 1926), assumiu o cargo de técnico com uma ideia bem clara: utilizar o exemplo tático e técnico de Ramón Platero, comandante do Vasco e seu amigo.

O São Cristóvão de Vinhaes uniu a habilidade de seus jogadores ao modelo de treinamento do Vasco, com forte preparo físico. Isso se refletiu no campeonato, onde os times do bairro imperial disputariam ponto a ponto o título. E a primeira vítima dos cadetes foi um gigante do futebol carioca.

Luis Vinhães. 


Mas a história de Vinhães não se resumia apenas ao papel de jogador e treinador do clube. Quando o clube alugou o terreno onde nasceria o estádio, em 1915 — a compra definitiva só aconteceria em 1922 —, a família Vinhães teve participação importante. Juntamente com associados anônimos, ajudou a pagar a terraplanagem do sinuoso local, realizada em 7 de setembro de 1915.

Luís Vinhães começou no segundo time e, depois, ascendeu ao elenco principal. Ele também teria participação decisiva na vida de um ídolo: João Cantuária. Nos últimos dias de vida de Cantuária, quem cuidou do jogador foi Luiz, seu melhor amigo. Nos momentos finais, Vinhães esteve ao lado do craque, e esses episódios foram retratados em depoimentos publicados anos depois, em diferentes edições do jornal O Globo.

Ambos contrariaram a doença da pandemia de 1918. Ambos tiveram doente da "gripe espanhola". Eles estavam com a delegação carioca se dirigindo para São Paulo, para um jogo contra o selecionado paulista . Um dirigente do São Cristóvão também morreu: Raul Machado. 


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segunda-feira, 4 de maio de 2026

CAMPEONATO CARIOCA DE 1937- O NOSSO TROFÉU

 BEM VINDO A NOVA CASA: O TROFÉU DE CAMPEÃO CARIOCA DE 1937. 


O São Cristóvão de Futebol e Regatas teve o título de 1937 reconhecido pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro. Vou contar o contexto dessa conquista, mas, desde que o título foi reconhecido, além de passarmos a ostentar uma segunda estrela, sentíamos falta de um troféu que simbolizasse aquele momento histórico.

O presidente Machado e a equipe de comunicação trabalharam duro e decidimos criar um troféu para homenagear aqueles que conquistaram esse título.

Apresento aos senhores e senhoras o troféu de campeão carioca de 1937.

Quem quiser visitar, entre em contato com as redes sociais do clube. Faremos a apresentação do troféu, um passeio pela sala de conquistas e um tour pelas dependências do clube com um historiador, contando um pouco da história do clube e sua ligação com o bairro.


O contexto :

O Campeonato Carioca de 1937, organizado pela Federação Metropolitana de Desportos (FMD), foi interrompido e não chegou ao fim devido ao processo de unificação das ligas de futebol no Rio de Janeiro.

O “campeão esquecido”: O São Cristóvão de Futebol e Regatas liderava o campeonato da FMD no momento da paralisação, com 7 vitórias em 7 jogos. Como a competição foi interrompida e não concluída, o clube acabou sendo historicamente “esquecido” como campeão.

Reconhecimento tardio: Após 86 anos, em 21 de dezembro de 2023, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro reconheceu oficialmente o São Cristóvão como o legítimo campeão carioca de 1937 da FMD.

Dois campeonatos em 1937: Naquele período, o futebol carioca era dividido. Enquanto o torneio da FMD foi paralisado, a Liga Carioca de Football realizou sua própria competição, vencida pelo Fluminense Football Club.

O contexto: A interrupção ocorreu porque a FMD estava em processo de dissolução para a criação da Liga de Futebol do Rio de Janeiro, entidade que posteriormente deu origem à atual FERJ.

São Cristóvão 2x0 Andaraí

Carioca 2x6 São Cristóvão

São Cristóvão 2x1 Madureira

Olaria 3x4 São Cristóvão

Bangu 1x3 São Cristóvão

São Cristóvão 3x1 Vasco 

São Cristóvão 3x0 Botafogo 


Reinauguração da Figueira de Melo

Figueira de Melo : a reabertura .

ANO 1946
Periódico O Globo Esportivo, ed. 410 – sexta-feira, 5 de julho, página 06
Almanaque do Vasco
Inauguração da Praça de Esportes Figueira de Melo
Biblioteca Nacional
Historiador e acadêmico de jornalismo: Paulo Jorge


A casa do São Cristóvão foi inaugurada em 23 de abril de 1916, mas, em 1946, passou por uma grande reforma, que melhorou bastante as instalações. E o adversário não poderia ser outro: o companheiro do subúrbio, Vasco da Gama. Aqui estamos vendo fotos maravilhosas do dia.

Em 1943, por determinação legal, após incidentes de superlotação na partida envolvendo o time da casa e o Flamengo, o São Cristóvão teve que demolir as arquibancadas com estrutura de madeira.
O estádio ficou dois anos em reformas, e o esforço foi muito grande por parte dos dirigentes para captar recursos. A obra não está 100% completa, pois ainda falta muito a se fazer, mas boa parte do que desejavam foi realizada.

Quando recebeu o convite, o Vasco se prontificou a ajudar e foi, sim, para o jogo; fez questão de estar presente na festa. O São Cristóvão confeccionou faixas de “Campeão Municipal”, torneio esse que o Vasco havia vencido dias antes.

Formação das equipes:
São Cristóvão: Louro; Mudinho e Florindo; Índio, Santamaria e Souza; Cidinho, Neca, Corrêa, Nestor e Magalhães.

Vasco: Barcheta (Barbosa); Alfredo II e Sampaio (Carlinhos); Berascochea, Danilo (Djalma) e Argemiro; Friaça, Lelê, João Pinto (Ipojucan), Elgen e Mário.


A relação entre São Cristóvão e Vasco vai muito além do futebol. É uma ligação de proximidade e parceria — verdadeiros “irmãos de bairro”. Ao longo da história, os dois clubes sempre mantiveram uma relação de respeito e colaboração.

O Vasco, inclusive, esteve presente em momentos importantes do São Cristóvão. Participou de uma das reinaugurações do estádio e também de uma terceira, já no ano 2000. Naquela ocasião, o São Cristóvão foi convidado para disputar a Copa João Havelange e realizou reformas na Figueira de Melo, ampliando sua capacidade para cerca de 9 mil pessoas. E quem teve a honra de estrear o “novo” estádio? O Vasco.

Outro capítulo marcante dessa história é o recorde de público da Figueira de Melo: no dia 14 de julho de 1926, cerca de 19 mil pagantes acompanharam o confronto entre São Cristóvão e Vasco, com vitória vascaína por 3 a 2.

Há ainda um dado curioso e histórico: a primeira vitória do Vasco em sua história aconteceu justamente na Figueira de Melo. Em 29 de outubro de 1926, o clube venceu o River-RJ por 2 a 1, escrevendo ali uma das primeiras páginas de sua trajetória vitoriosa.


RONALDO É NOSSO.

 DESCULPA CRUZEIRO, O RONALDO É NOSSO !


Ronaldo nasceu para o futebol no Cruzeiro. Com todo o respeito que temos pela Raposa, essa afirmação é falsa — e aqui está o texto definitivo sobre o assunto. Entendemos que é um tema delicado, já que estamos falando de um dos 10 maiores jogadores de todos os tempos.

Este texto é uma prova clara: o verdadeiro “pai” do Ronaldo é o São Cristóvão. Inclusive, sua primeira convocação para a Seleção Brasileira de base aconteceu com a camisa dos Cadetes.

Segundo o boletim da FERJ nº 3072, de 27 de julho de 1990, a inscrição de um pequeno garoto foi aceita — e ali começava sua aventura pelos campos da Figueira de Melo e pelo Rio de Janeiro. Ronaldo Luiz Nazário se federava naquele exato momento.

O primeiro jogo do jovem Ronaldo aconteceu no dia 12/08/1990, em uma vitória por 5 a 2 contra a equipe do Tomazinho. Desde então, em pouco mais de dois anos, foram 73 jogos e 44 gols (números que podem até ser maiores), mas a falta de registros totalmente confiáveis pode dificultar a contagem final.

Números do jogador pelo clube:
1990: Mirim- 12 jogos e 8 gols 
1991: Infantil : 28jogos e 12 gols 
1992: Juvenil : 17 jogos e 10 gols 
1992: Junior: 17 jogos e 10 gols 

O último jogo de Ronaldo pelo clube aconteceu no dia 12/11/1992, em uma vitória por 2 a 0 sobre o Barra Mansa. O jovem já se mostrava acima da média, subindo rapidamente de categoria e se destacando. Isso acabou se refletindo em uma convocação quase inesperada.

O técnico Humberto Redes convocou muitos garotos que já atuavam como profissionais, em sua maioria de equipes tradicionais e gigantes do futebol brasileiro. No entanto, relembrando os tempos do início do futebol, especialmente nas décadas passadas, quando o São Cristóvão cedia jogadores à Seleção, surpreendentemente Ronaldo foi convocado para o Sul-Americano Sub-17.

A Seleção não teve sucesso na competição: foi bem na primeira fase, mas terminou em último lugar no quadrangular final. Ainda assim, Ronaldo deixou sua marca — foram 8 gols em 7 jogos, mostrando que não era apenas um jogador comum.




Em 1992, o clube vivia uma grave crise financeira. Diversas dívidas assolavam a instituição, que precisava fazer caixa com urgência. Alguns dos principais jogadores da base foram negociados com o objetivo de ajudar a salvar o clube — e um desses jogadores foi Ronaldo.

O jovem já despertava o interesse de várias equipes. O Vasco, por exemplo, chegou a oferecer um número “x” de chuteiras e uniformes. Isso mesmo: foi oferecido material esportivo como forma de negociação pelo jogador. No entanto, o clube precisava de dinheiro, e o Cruzeiro apareceu disposto a investir em espécie.

Segundo ata de reunião administrativa, o jogador foi vendido por 30 milhões de cruzeiros — cerca de 7 mil dólares na época — ajudando o clube a amenizar sua crise em diversas áreas.


página Grandes Esquadrões. 
Brasil Sub-17 – 1993

Em pé: Fábio Noronha, Paulo César, Leonardo Inácio, Fausto, Fabrício e Aritana.
Agachados: Ronaldo, Rodrigo Mendes, Sérgio Vinícius, Reinaldo e Murilo.




Convocados de 1992


Lista de convocados do sulamericano de 1992


São Cristóvão x Vasco - Ronaldo assinando a súmula

O Cruzeiro contratou o Ronaldo do São Cristóvão. A seleção brasileira conheceu o Ronaldo pelo São Cristóvão. O Futebol conheceu o Ronaldo pelo São Cristóvão, então quem revelou o Ronaldo foi o São Cristóvão e esse título, ninguém jamais vai nos tirar. 

Rodada 02

NOVA CIDADE X SÃO CRISTÓVÃO.  Chegamos à segunda rodada da Série B1 Carioca e, jogando fora de casa, o São Cristóvão ficou apena...