AS MULHERES NO COMANDO: NOSSO FUTEBOL FEMININO.
"Às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza, devendo, para este efeito, o Conselho Nacional de Desportos baixar as necessárias instruções às entidades desportivas do país."
As mulheres estão em nossa história desde o nosso começo. O clube sempre procurou incluir nossas amadas mães e filhas no esporte e em nossa trajetória, e isso começa no nosso pavilhão. Nossa bandeira tem três cores: preto, branco e rosa.
A cor rosa é uma homenagem a uma jovem chamada Marie Françoise-Thérèse Martin, irmã que, em 1897, comoveu o mundo. Ela ingressou, aos 15 anos, em um convento na Normandia, em 1888. Ali, reclusa e em oração, escreveu o livro História de uma Alma, lançado em 1898, mas sua devoção já era famosa um ano antes.
Depois de sua morte, foi santificada, tornando-se, assim, Santa Teresinha do Menino Jesus.
Essa imagem da jogadora no Maracanã foi no anos de 2000,quando o São Cristóvão reativou seu departamento feminino de futebol, participando do Torneio Inicio em 2000 e campeonato Brasileiro em 2001.
A equipe foi comandada pelo treinador Alexandre Mathias - que hoje mora nos EUA e vai participar do nosso podcast-, e ele montou uma boa equipe para participar do torneio , mas a equipe acabou perdendo no primeiro jogo para o Botafogp, mas a história estava escrita.
No dia 21 de março de 2000 aconteceu o torneio inicio e juntou as seguintes equipes :
- VASCO
- BOTAFOGO
- CAMPO GRANDE
- SÃO CRISTOVÃO/BEM FORTE
- FLUMINENSE
- MADUREIRA
- FLAMENGO/GAMA FILHO
- PORTUGUESA/ESPERANÇA
O esporte feminino durante muito tempo foi proibido no país. As mulheres, que antes eram apenas torcedoras, passaram a ser atletas desde o início dos esportes, como vôlei, basquete, futebol e corrida. Elas sempre estiveram presentes. Porém, o presidente Getúlio Vargas resolveu proibir esportes que, segundo ele, não condiziam com a “estrutura feminina”.
Através do Decreto-Lei nº 3.199, de 14 de abril de 1941, durante a ditadura do Estado Novo, a proibição foi imposta.
Muitas vezes, as mulheres praticavam os esportes proibidos longe dos holofotes, mas, com o tempo, as regras foram sendo afrouxadas até perderem o efeito, e a proibição caiu em 1979.
Com a extinção da lei, foi formada a Liga Nacional de Futebol (LINAF), que organizou os primeiros campeonatos e, nesse contexto, nasceu a primeira grande equipe feminina: o Radar RJ.
Entre 1983 e 1989, foi disputada a Taça Brasil de Futebol Feminino. Em 1990, ocorreram dois torneios nacionais: o Troféu Brasil de Futebol Feminino e o Torneio Quadrangular de Futebol Feminino.
De 1994 a 1996, voltou a Taça Brasil de Futebol Feminino e, finalmente, de 1997 a 2001, aconteceu o Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino. Foi em 2001 que o nosso “Trovão” participou.
O IV campeonato Feminino de Futebol foi disputado em UBÀ entre os dias 18 de agosto e 9 de setembro. 20 equipes foram divididos em cinco grupos de 4 times cada e o São Cristóvão esteve no grupo C com Grêmio, Matonense e Juventus e a campanha foi de três derrotas em três jogos:
- Grêmio 5x0 São Cristóvão
- São Cristóvão 1x5 Juventus
- São Cristovão 0x10 Matonense
A DIRIGENTE "MÃO DE FERRO"!
“MÃO DE FERRO NO COMANDO DO SÃO CRISTÓVÃO.”
Em 2015, o clube vivia uma série de problemas financeiros e tinha acabado de retornar da terceira divisão. Disposto a mudar, melhorar e pelo menos se manter na Segundona, resolveu inovar.
E que tal contratar uma mulher para dirigente de futebol? Foi nessa aposta que o presidente Emanuel França acreditou.
O presidente resolveu trazer uma dirigente com 11 anos de experiência para comandar 43 homens e tentar tirar o São Cristóvão da lama da Segundona da época. Moradora de Santa Cruz quando começou, ela resolveu abandonar o ateliê para fazer um curso de gestão e, assim, seguir quebrando barreiras no futebol.
Apelidada de “Margaret Thatcher”, dormia na Figueira de Melo durante a semana, pois morava em Cabo Frio. Começou a carreira como dirigente no Santa Cruz e passou por Mangaratibense e São Pedro da Aldeia antes de chegar ao São Cristóvão.
Em uma época de quebra de paradigmas, Silvani Maria fez história ao assumir o comando técnico do clube. Lembra dela no comando do time? Uma das primeiras mulheres a assumir esse cargo — se não foi a primeira.
ANO: 2015
FOTOS: JORNAL EXTRA E JORNAL O GLOBO
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