A partir de hoje, o blog começa uma série de textos contando como foi a conquista do título carioca do clube em 1926. Vamos conhecer histórias curiosas, jogadores e partidas marcantes. Será uma viagem ao passado para reviver essa trajetória maravilhosa.
Mas a produção não ficará apenas nos textos. A equipe de comunicação está preparando muito conteúdo especial para as redes sociais, no Instagram e no Facebook. Vocês vão se emocionar.
Vamos começar com o cabeça de tudo , o homem que armou, treinou e jogou nesse campeonato : Vinhães.
O time
campeão de 1926 não nasceu naquele ano, diversos jogadores foram chegando ao
longo dos anos e culminaria na formação daquele time vencedor. O zagueiro Póvoa
chegou ao clube em 1923.Um ano depois o goleiro Paulino pilar do time de 1926.
Em 1925, vieram Zé Luiz , Theóphilo, Oswaldo, Vicente e Bahianinho.
Vinhaes tem
uma importância histórica enorme para o São Cristóvão. Jogador do clube desde
os primeiros anos, amigo de Cantuária, com quem conviveu até os últimos
momentos, Vinhaes era o símbolo de um período de nascimento e consolidação.
De jogador
(chegando a atuar em 1926), assumiu o cargo de técnico com uma ideia bem clara:
utilizar o exemplo tático e técnico de Ramón Platero, comandante do Vasco e seu
amigo.
O São
Cristóvão de Vinhaes uniu a habilidade de seus jogadores ao modelo de
treinamento do Vasco, com forte preparo físico. Isso se refletiu no campeonato,
onde os times do bairro imperial disputariam ponto a ponto o título. E a
primeira vítima dos cadetes foi um gigante do futebol carioca.
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| Luis Vinhães. |
Mas a história de Vinhães não se resumia apenas ao papel de jogador e treinador do clube. Quando o clube alugou o terreno onde nasceria o estádio, em 1915 — a compra definitiva só aconteceria em 1922 —, a família Vinhães teve participação importante. Juntamente com associados anônimos, ajudou a pagar a terraplanagem do sinuoso local, realizada em 7 de setembro de 1915.
Luís Vinhães começou no segundo time e, depois, ascendeu ao elenco principal. Ele também teria participação decisiva na vida de um ídolo: João Cantuária. Nos últimos dias de vida de Cantuária, quem cuidou do jogador foi Luiz, seu melhor amigo. Nos momentos finais, Vinhães esteve ao lado do craque, e esses episódios foram retratados em depoimentos publicados anos depois, em diferentes edições do jornal O Globo.
Ambos contrariaram a doença da pandemia de 1918. Ambos tiveram doente da "gripe espanhola". Eles estavam com a delegação carioca se dirigindo para São Paulo, para um jogo contra o selecionado paulista . Um dirigente do São Cristóvão também morreu: Raul Machado.
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