quarta-feira, 13 de maio de 2026

Dossiê Título 26.

Dossiê 1926: contando uma história. 

A partir de hoje, o blog começa uma série de textos contando como foi a conquista do título carioca do clube em 1926. Vamos conhecer histórias curiosas, jogadores e partidas marcantes. Será uma viagem ao passado para reviver essa trajetória maravilhosa.

Mas a produção não ficará apenas nos textos. A equipe de comunicação está preparando muito conteúdo especial para as redes sociais, no Instagram e no Facebook. Vocês vão se emocionar.

Vamos começar com o cabeça de tudo , o homem que armou, treinou e jogou nesse campeonato : Vinhães. 





Vinhaes tem uma importância histórica enorme para o São Cristóvão. Jogador do clube desde os primeiros anos, amigo pessoal de Cantuária, com quem conviveu até os últimos momentos, Vinhaes era o símbolo de um período de nascimento e consolidação.

De jogador (chegando a atuar em 1926), assumiu o cargo de técnico com uma ideia bem clara: utilizar o exemplo tático e técnico de Ramón Platero, comandante do Vasco e seu amigo.

O São Cristóvão de Vinhaes uniu a habilidade de seus jogadores ao modelo de treinamento do Vasco, com forte preparo físico. Isso se refletiu no campeonato, onde os times do bairro imperial disputariam ponto a ponto o título. E a primeira vítima dos cadetes foi um gigante do futebol carioca.

O time campeão de 1926 não nasceu naquele ano, diversos jogadores foram chegando ao longo dos anos e culminaria na formação daquele time vencedor. O zagueiro Póvoa chegou ao clube em 1923.Um ano depois o goleiro Paulino pilar do time de 1926. Em 1925, vieram Zé Luiz , Theóphilo, Oswaldo, Vicente e Bahianinho.

Vinhaes tem uma importância histórica enorme para o São Cristóvão. Jogador do clube desde os primeiros anos, amigo de Cantuária, com quem conviveu até os últimos momentos, Vinhaes era o símbolo de um período de nascimento e consolidação.

De jogador (chegando a atuar em 1926), assumiu o cargo de técnico com uma ideia bem clara: utilizar o exemplo tático e técnico de Ramón Platero, comandante do Vasco e seu amigo.

O São Cristóvão de Vinhaes uniu a habilidade de seus jogadores ao modelo de treinamento do Vasco, com forte preparo físico. Isso se refletiu no campeonato, onde os times do bairro imperial disputariam ponto a ponto o título. E a primeira vítima dos cadetes foi um gigante do futebol carioca.

Luis Vinhães. 


Mas a história de Vinhães não se resumia apenas ao papel de jogador e treinador do clube. Quando o clube alugou o terreno onde nasceria o estádio, em 1915 — a compra definitiva só aconteceria em 1922 —, a família Vinhães teve participação importante. Juntamente com associados anônimos, ajudou a pagar a terraplanagem do sinuoso local, realizada em 7 de setembro de 1915.

Luís Vinhães começou no segundo time e, depois, ascendeu ao elenco principal. Ele também teria participação decisiva na vida de um ídolo: João Cantuária. Nos últimos dias de vida de Cantuária, quem cuidou do jogador foi Luiz, seu melhor amigo. Nos momentos finais, Vinhães esteve ao lado do craque, e esses episódios foram retratados em depoimentos publicados anos depois, em diferentes edições do jornal O Globo.

Ambos contrariaram a doença da pandemia de 1918. Ambos tiveram doente da "gripe espanhola". Eles estavam com a delegação carioca se dirigindo para São Paulo, para um jogo contra o selecionado paulista . Um dirigente do São Cristóvão também morreu: Raul Machado. 


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segunda-feira, 4 de maio de 2026

CAMPEONATO CARIOCA DE 1937- O NOSSO TROFÉU

 BEM VINDO A NOVA CASA: O TROFÉU DE CAMPEÃO CARIOCA DE 1937. 


O São Cristóvão de Futebol e Regatas teve o título de 1937 reconhecido pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro. Vou contar o contexto dessa conquista, mas, desde que o título foi reconhecido, além de passarmos a ostentar uma segunda estrela, sentíamos falta de um troféu que simbolizasse aquele momento histórico.

O presidente Machado e a equipe de comunicação trabalharam duro e decidimos criar um troféu para homenagear aqueles que conquistaram esse título.

Apresento aos senhores e senhoras o troféu de campeão carioca de 1937.

Quem quiser visitar, entre em contato com as redes sociais do clube. Faremos a apresentação do troféu, um passeio pela sala de conquistas e um tour pelas dependências do clube com um historiador, contando um pouco da história do clube e sua ligação com o bairro.


O contexto :

O Campeonato Carioca de 1937, organizado pela Federação Metropolitana de Desportos (FMD), foi interrompido e não chegou ao fim devido ao processo de unificação das ligas de futebol no Rio de Janeiro.

O “campeão esquecido”: O São Cristóvão de Futebol e Regatas liderava o campeonato da FMD no momento da paralisação, com 7 vitórias em 7 jogos. Como a competição foi interrompida e não concluída, o clube acabou sendo historicamente “esquecido” como campeão.

Reconhecimento tardio: Após 86 anos, em 21 de dezembro de 2023, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro reconheceu oficialmente o São Cristóvão como o legítimo campeão carioca de 1937 da FMD.

Dois campeonatos em 1937: Naquele período, o futebol carioca era dividido. Enquanto o torneio da FMD foi paralisado, a Liga Carioca de Football realizou sua própria competição, vencida pelo Fluminense Football Club.

O contexto: A interrupção ocorreu porque a FMD estava em processo de dissolução para a criação da Liga de Futebol do Rio de Janeiro, entidade que posteriormente deu origem à atual FERJ.

São Cristóvão 2x0 Andaraí

Carioca 2x6 São Cristóvão

São Cristóvão 2x1 Madureira

Olaria 3x4 São Cristóvão

Bangu 1x3 São Cristóvão

São Cristóvão 3x1 Vasco 

São Cristóvão 3x0 Botafogo 


Reinauguração da Figueira de Melo

Figueira de Melo : a reabertura .

ANO 1946
Periódico O Globo Esportivo, ed. 410 – sexta-feira, 5 de julho, página 06
Almanaque do Vasco
Inauguração da Praça de Esportes Figueira de Melo
Biblioteca Nacional
Historiador e acadêmico de jornalismo: Paulo Jorge


A casa do São Cristóvão foi inaugurada em 23 de abril de 1916, mas, em 1946, passou por uma grande reforma, que melhorou bastante as instalações. E o adversário não poderia ser outro: o companheiro do subúrbio, Vasco da Gama. Aqui estamos vendo fotos maravilhosas do dia.

Em 1943, por determinação legal, após incidentes de superlotação na partida envolvendo o time da casa e o Flamengo, o São Cristóvão teve que demolir as arquibancadas com estrutura de madeira.
O estádio ficou dois anos em reformas, e o esforço foi muito grande por parte dos dirigentes para captar recursos. A obra não está 100% completa, pois ainda falta muito a se fazer, mas boa parte do que desejavam foi realizada.

Quando recebeu o convite, o Vasco se prontificou a ajudar e foi, sim, para o jogo; fez questão de estar presente na festa. O São Cristóvão confeccionou faixas de “Campeão Municipal”, torneio esse que o Vasco havia vencido dias antes.

Formação das equipes:
São Cristóvão: Louro; Mudinho e Florindo; Índio, Santamaria e Souza; Cidinho, Neca, Corrêa, Nestor e Magalhães.

Vasco: Barcheta (Barbosa); Alfredo II e Sampaio (Carlinhos); Berascochea, Danilo (Djalma) e Argemiro; Friaça, Lelê, João Pinto (Ipojucan), Elgen e Mário.


A relação entre São Cristóvão e Vasco vai muito além do futebol. É uma ligação de proximidade e parceria — verdadeiros “irmãos de bairro”. Ao longo da história, os dois clubes sempre mantiveram uma relação de respeito e colaboração.

O Vasco, inclusive, esteve presente em momentos importantes do São Cristóvão. Participou de uma das reinaugurações do estádio e também de uma terceira, já no ano 2000. Naquela ocasião, o São Cristóvão foi convidado para disputar a Copa João Havelange e realizou reformas na Figueira de Melo, ampliando sua capacidade para cerca de 9 mil pessoas. E quem teve a honra de estrear o “novo” estádio? O Vasco.

Outro capítulo marcante dessa história é o recorde de público da Figueira de Melo: no dia 14 de julho de 1926, cerca de 19 mil pagantes acompanharam o confronto entre São Cristóvão e Vasco, com vitória vascaína por 3 a 2.

Há ainda um dado curioso e histórico: a primeira vitória do Vasco em sua história aconteceu justamente na Figueira de Melo. Em 29 de outubro de 1926, o clube venceu o River-RJ por 2 a 1, escrevendo ali uma das primeiras páginas de sua trajetória vitoriosa.


RONALDO É NOSSO.

 DESCULPA CRUZEIRO, O RONALDO É NOSSO !


Ronaldo nasceu para o futebol no Cruzeiro. Com todo o respeito que temos pela Raposa, essa afirmação é falsa — e aqui está o texto definitivo sobre o assunto. Entendemos que é um tema delicado, já que estamos falando de um dos 10 maiores jogadores de todos os tempos.

Este texto é uma prova clara: o verdadeiro “pai” do Ronaldo é o São Cristóvão. Inclusive, sua primeira convocação para a Seleção Brasileira de base aconteceu com a camisa dos Cadetes.

Segundo o boletim da FERJ nº 3072, de 27 de julho de 1990, a inscrição de um pequeno garoto foi aceita — e ali começava sua aventura pelos campos da Figueira de Melo e pelo Rio de Janeiro. Ronaldo Luiz Nazário se federava naquele exato momento.

O primeiro jogo do jovem Ronaldo aconteceu no dia 12/08/1990, em uma vitória por 5 a 2 contra a equipe do Tomazinho. Desde então, em pouco mais de dois anos, foram 73 jogos e 44 gols (números que podem até ser maiores), mas a falta de registros totalmente confiáveis pode dificultar a contagem final.

Números do jogador pelo clube:
1990: Mirim- 12 jogos e 8 gols 
1991: Infantil : 28jogos e 12 gols 
1992: Juvenil : 17 jogos e 10 gols 
1992: Junior: 17 jogos e 10 gols 

O último jogo de Ronaldo pelo clube aconteceu no dia 12/11/1992, em uma vitória por 2 a 0 sobre o Barra Mansa. O jovem já se mostrava acima da média, subindo rapidamente de categoria e se destacando. Isso acabou se refletindo em uma convocação quase inesperada.

O técnico Humberto Redes convocou muitos garotos que já atuavam como profissionais, em sua maioria de equipes tradicionais e gigantes do futebol brasileiro. No entanto, relembrando os tempos do início do futebol, especialmente nas décadas passadas, quando o São Cristóvão cedia jogadores à Seleção, surpreendentemente Ronaldo foi convocado para o Sul-Americano Sub-17.

A Seleção não teve sucesso na competição: foi bem na primeira fase, mas terminou em último lugar no quadrangular final. Ainda assim, Ronaldo deixou sua marca — foram 8 gols em 7 jogos, mostrando que não era apenas um jogador comum.




Em 1992, o clube vivia uma grave crise financeira. Diversas dívidas assolavam a instituição, que precisava fazer caixa com urgência. Alguns dos principais jogadores da base foram negociados com o objetivo de ajudar a salvar o clube — e um desses jogadores foi Ronaldo.

O jovem já despertava o interesse de várias equipes. O Vasco, por exemplo, chegou a oferecer um número “x” de chuteiras e uniformes. Isso mesmo: foi oferecido material esportivo como forma de negociação pelo jogador. No entanto, o clube precisava de dinheiro, e o Cruzeiro apareceu disposto a investir em espécie.

Segundo ata de reunião administrativa, o jogador foi vendido por 30 milhões de cruzeiros — cerca de 7 mil dólares na época — ajudando o clube a amenizar sua crise em diversas áreas.


página Grandes Esquadrões. 
Brasil Sub-17 – 1993

Em pé: Fábio Noronha, Paulo César, Leonardo Inácio, Fausto, Fabrício e Aritana.
Agachados: Ronaldo, Rodrigo Mendes, Sérgio Vinícius, Reinaldo e Murilo.




Convocados de 1992


Lista de convocados do sulamericano de 1992


São Cristóvão x Vasco - Ronaldo assinando a súmula

O Cruzeiro contratou o Ronaldo do São Cristóvão. A seleção brasileira conheceu o Ronaldo pelo São Cristóvão. O Futebol conheceu o Ronaldo pelo São Cristóvão, então quem revelou o Ronaldo foi o São Cristóvão e esse título, ninguém jamais vai nos tirar. 

quinta-feira, 30 de abril de 2026

ORLANDO GATO PRETO

 UM GOLEIRO LENDÁRIO : ORLANDO "GATO PRETO"


O que significa a base para um clube de futebol? Hoje, desde muito cedo, os meninos são treinados já com uma lógica bem definida: tornar-se ativos valiosos, verdadeiros “produtos” para exportação. Nesse cenário, não é necessário, necessariamente, ser um craque fora de série; basta apresentar bom desempenho, destacar-se o suficiente para despertar interesse de mercado. O objetivo é claro: gerar retorno financeiro. Os clubes investem na formação esperando que, no futuro, esses jovens possam ser negociados, sustentando todo o sistema e, muitas vezes, garantindo lucros por meio de cláusulas contratuais do clube formador.

Entretanto, nem sempre foi assim. Há algumas décadas, fazer parte da base de um clube representava, antes de tudo, uma oportunidade de mudança de vida. Para muitos jovens, era a chance de sair de uma realidade difícil e conquistar um futuro melhor através do futebol. Já para os clubes, a base era uma esperança de revelar talentos que pudessem fortalecer a equipe principal, manter o clube competitivo na divisão em que atuava e, eventualmente, garantir recursos por meio de excursões e partidas.

É nesse contexto que se insere a história de um dos grandes nomes formados nas categorias de base do São Cristóvão de Futebol e Regatas. Revelado no tradicional campo da Figueira de Melo, surge um personagem que representa bem essa época: Orlando, conhecido como “Gato Preto”.

Morador do subúrbio carioca, Orlando construiu sua trajetória com esforço, talento e determinação. Ele não apenas se destacou no São Cristóvão, como também venceu na vida ao consolidar seu nome como um dos grandes goleiros da Associação Portuguesa de Desportos. Sua história carrega o espírito de um tempo em que o futebol era, acima de tudo, uma ponte para sonhos maiores — tanto para os jogadores quanto para os clubes que apostavam neles.


Formação do São Cristóvão em 1961. Em pé: Miro, Orlando, Renato, Medeiros, Valdir e Décio. Agachados: Arinos, Ivo, Paulinho, Russo e Olivar. Crédito: revista do Esporte número 147.








Orlando Alves Ferreira, o Orlando “Gato Preto”, foi nascido e criado em Bento Ribeiro, subúrbio do Rio de Janeiro. Desde pequeno, aprendeu, a duras penas, que a vida não era fácil. Abandonado pelo pai, era o irmão mais velho de nove, com sete homens e duas mulheres. Assumiu a responsabilidade desde cedo e começou a trabalhar para ajudar em casa, pois sua mãe não tinha condições, já que era cega. Orlando entendeu que, a partir do abandono do pai, ele seria o “homem da família”.

Trabalhando para trazer o pão para casa, conseguia sempre um tempo para fazer o que mais amava: jogar futebol. Desde pequeno, se destacava não pela sua habilidade com a bola nos pés, mas com a bola nas mãos. Um goleiro excepcional, enxergava em Barbosa, goleiro do Vasco, o arqueiro que desejava ser.

Desde pequeno, jogava nos campos de Bento Ribeiro e região, sempre se destacando pela sua elasticidade, que parecia acima do normal, e suas atuações na várzea o levaram até o São Cristóvão, onde chegou em 1958, no juvenil.

Enxergando o potencial do garoto, a comissão técnica da época o preparou para assumir a titularidade em 1961. Foram três anos de preparo e observação, e ele não teria uma tarefa fácil: substituir uma lenda do gol, um arqueiro lendário no São Cristóvão e no Flamengo, Franz.

Mal o Gato Preto sabia que, em menos de dois anos, sua vida mudaria completamente graças às suas atuações. Seu primeiro jogo oficial foi na estreia do São Cristóvão no Carioca de 1961, em um empate de 0 a 0 contra o Bangu, e ali a crônica esportiva já percebia que ele era diferente.

No campeonato de 1961, a boa campanha do time colocou ainda mais em evidência suas atuações, principalmente nos jogos contra os grandes, onde ele se destacava ainda mais, e a crônica esportiva ressaltava isso. Um grande exemplo foram as vitórias sobre o Flamengo e os empates contra Vasco e Fluminense, nos quais o goleiro foi o maior responsável pelos resultados. Nesse ano, foi escolhido entre os melhores goleiros da temporada e já chamava a atenção dos grandes clubes, passando a sofrer assédios.

Em 1962, de contrato renovado, Orlando teria um ano parcialmente bom, já que começou como titular, mas foi subitamente colocado na reserva na parte final do campeonato. A diretoria entrou em litígio com o jogador, pois o goleiro começou a jogar muito mal e, ao mesmo tempo, entrou com um pedido no sindicato dos jogadores alegando que não estava recebendo salários. O dirigente da época, o senhor Nelson de Almeida, vice-presidente do São Cristóvão, alegou que o goleiro não queria receber os três meses de salários atrasados, pois estaria tentando forçar sua saída. O goleiro acabou recebendo logo depois, mas o problema não era esse.

Gato Preto tinha propostas do Vasco e quase fechou com o Taubaté, e o São Cristóvão havia resistido à primeira investida da Portuguesa de São Paulo. Gato Preto recebia 20 mil cruzeiros nos cadetes. A proposta da Lusa era de 40 mil cruzeiros, mais 10% de luvas, o que mudaria o padrão de vida de Orlando, e ele sentiu, sim, não o peso do salário, mas o peso de cuidar da mãe. Orlando fez a excursão com o time em 1962 e acabou sendo titular em todos os jogos.

Sua mãe era cega, doente e dependente dele. Ele sabia que a proposta da Lusa mudaria sua vida. Com isso, ficou com a mente abalada e acabou não voltando à titularidade no Carioca, pois estava passando por um momento difícil. Seu último jogo pelo time foi o empate de 1 a 1 contra o Vasco, no qual entrou no meio da partida e foi destaque.

No dia 29 de dezembro de 1962, Gato Preto fechou contrato com a Lusa. O São Cristóvão recebeu 5 milhões de cruzeiros pelo seu passe. Seu salário seria de 55 mil cruzeiros, mais 10% de luvas e gratificações. Com isso, Orlando Gato Preto partiu para São Paulo, onde se tornaria ídolo máximo da Lusa paulista.


NÚMEROS DO GOLEIRO PELO CLUBE: 57 JOGOS 

  • 17 VITÓRIAS
  • 15 EMPATES 
  • 25 DERROTAS 
CARREIRA 
  1. 1960 A 1962- SÃO CRISTÓVÃO 
  2. 1963 A 1974- PORTUGUESA DE DESPORTOS 
  3. 1975 A 1976- SAMPAIO CORREA, OPERÁRIO-MS, OPERÁRIO DE VÁRZEA GRANDE-MT 
  4. 1976- ENCERROU A CARREIRA.

sábado, 18 de abril de 2026

COPA RIO 2026

Imagem : Fora do Eixo.


COPA RIO 2026

 A FERJ realizou, na tarde desta sexta-feira (17), o sorteio que definiu os confrontos da Copa Rio 2026. A competição reunirá 24 equipes de diferentes divisões do futebol estadual.

Participam do torneio oito clubes da Série A do Campeonato Carioca, oito da Série A2, além de quatro times da Série B1 e quatro da Série B2, todos classificados com base no desempenho nos campeonatos estaduais de 2025.

A disputa será organizada em cinco etapas: Primeira Fase, Oitavas de Final, Quartas de Final, Semifinais e Final. Enquanto a competição começa já na fase inicial, as equipes da elite entram diretamente nas Oitavas de Final.

Todos os confrontos serão realizados em partidas de ida e volta. Caso haja empate no placar agregado, a decisão da vaga será definida nos pênaltis.

Confrontos da Primeira Fase (com adversários já definidos para a fase seguinte):

  • Cabofriense x Bonsucesso → Madureira
  • Americano x Macaé Esporte → Portuguesa
  • Araruama x São Cristóvão → Boavista
  • Pérolas Negras x Santa Cruz → Maricá
  • America x Goytacaz → Nova Iguaçu
  • Olaria x Duque de Caxias → Bangu
  • São Gonçalo x Serrano → Volta Redonda
  • Resende x Belford Roxo → Sampaio Corrêa 
O desafio do São Cristóvão em busca do título e uma vaga em um torneio Nacional começa dia 17/06 em nossa casa, contra a equipe do Araruama que jogará a Série A2. E esse confronto é inédito. Em jogos oficiais, as equipes nunca se enfrentaram .

CAMPANHA DE 1998.

 A equipe eliminou o Flamengo e perdeu a final para o Fluminense, o mesmo time que havia sido rebaixado para a terceira divisão e precisava de um título para não encerrar o ano de forma vexatória (se é que o título da Copa Rio diminuiria algo).

O São Cristóvão fez uma ótima campanha e chegou à última rodada para decidir a vaga contra o Flamengo, mas o time rubro-negro foi eliminado por escalação irregular. Vale lembrar que, diferentemente do Fluminense, que jogou com boa parte dos titulares, o Flamengo entrou em campo com uma equipe alternativa, e o atacante pivô da confusão foi Felipe Michel.

Segundo a FERJ, o jogador estava com a inscrição irregular. O Flamengo passou dias contestando a decisão, o que fez o campeonato ficar paralisado até o veredito final. A FERJ entrou com um ato administrativo para resolver a situação, que acabou comprovando a irregularidade e eliminando o Flamengo.

O Flamengo chegou a propor um triangular final com Fluminense e São Cristóvão, o que foi recusado de imediato pela FERJ. A final da Copa Rio estava marcada para Conselheiro Galvão, estádio do Madureira, mas, devido a esses atrasos, foi transferida para a Rua Bariri, onde o Fluminense venceu por 4x0, resultado que não apaga a ótima campanha da equipe dos Cadetes.

Escação dos Cadetes : Zé Carlos ; Wendel, Cesar, Alexandres e Danilson ;

William( Bebeto), Peterson, Wallace( Marco Aurelio e Fabiano; Gutemberg ( Cristiano ) e Arnaldo. 

Técnico : Duilio 

ESSA MATÉRIA COMPLETA NO LINK: https://resgatesaocricrifr.blogspot.com/2025/11/nossa-historia-na-copa-rio.html


PAULO JORGE GONÇALVES DA SILVA 



terça-feira, 14 de abril de 2026

Confrontos Históricos

São Cristóvão x Palestra Itália 

O atual presidente do clube me mandou essa magnífica foto da sala de troféus do Palmeiras, onde consta um troféu que o antigo Palestra Itália ganhou em um jogo contra o São Cristóvão.

Existiu um embrião do que viria a ser o torneio Rio x São Paulo. Os campeões estaduais se enfrentavam em um jogo. Lembrando que os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo eram o centro do futebol, e o confronto entre as duas equipes determinava o melhor time do país.

Nunca existiu um torneio oficialmente chamado “Taça dos Campeões Estaduais SP-RJ”, mas, ao longo das décadas, foram disputados diversos confrontos tira-teima entre os campeões estaduais de São Paulo e do Rio de Janeiro.

A maioria desses confrontos, porém, não teve caráter oficial, ou seja, não foi diretamente organizada por nenhuma federação estadual ou nacional. Houve, ainda, jogos que não possuíam caráter de tira-teima entre campeões ou que nem mesmo tiveram a participação dos campeões vigentes, mas, mesmo assim, são (erroneamente) citados como tais em diversas fontes.

Mas o Palmeiras dá o devido destaque a esse título "não oficial", pois é uma lembrança de quando  o time ainda se chamava Palestra Itália e que enfrentou uma equipe que ousaria enfrentar os mais ricos e poderosos. 

Esse confronto foi o quarto entre São Cristóvão contra o Palestra Itália. No total aconteceram 10 encontros com 8 vitórias para o Palestra/Palmeiras e 8 vitórias para o São Cristóvão. O time do São Cristóvão que entrou em campo no dia 26/12/1926 tinha um jogador convidado para jogar a partida. Nascimento ,vindo emprestado pelo Fluminense. A equipe entrou em campo com : PAULINO; NORIVAL E ZÉ LUIZ( PÓVOA NÃO JOGOU ) ; NASCIMENTO, HENRIQUE E ALBERTO (JULINHO NÃO JOGOU) ; OSWALDO,OCTÁVIO, VICENTE, BAHIANIHO R THEÓPHILO. 


HISTÓRICO DE CONFRONTOS
  1. 13/01/1918- SCFR 4X3 PALESTRA ITALIA- TAÇA JORNAL DO COMMÉRCIO  
  2. 20/01/1918-PALETRA ITALIA 4X1 SCFR -TAÇA JORNAL DO COMMÉRCIO 
  3. 03/07/1923-SCFR 1X3 PALESTRA ITALIA -AMISTOSOS
  4. 26/12/1926- PALESTRA ITALIA 3X0 SCFR- TORNEIO DOS CAMPEÕES RIO E SÃO PAULO 
  5. 20/03/1927-SCFR 0X2 PALESTRA ITALIA -AMISTOSO
  6. 14/07/1927-PALESTRA ITALIA2X3 SCFR -AMISTOSO
  7. 20/01/1925-PALESTRA ITALIA3X2 SCFR -AMISTOSO
  8. PALETRA ITALIA 4X1 SCFR -AMISTOSO 
  9. PALMEIRAS1X0 SCFR -AMISTOSO
  10. PALMEIRAS 4X2 SCFR -AMISTOSO

HISTORIADOR PAULO JORGE 
DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO E HISTÓRIA DO SÃO CRISTÓVÃO DE FUTEBOL E REGATAS. 



Rodada 02

NOVA CIDADE X SÃO CRISTÓVÃO.  Chegamos à segunda rodada da Série B1 Carioca e, jogando fora de casa, o São Cristóvão ficou apena...