sábado, 5 de setembro de 2026
Campeonato Carioca 2026
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
JOGO 11- SÃO CRISTOVÃO 4X2 FLUMINENSE
O CONFRONTO DA VINGANÇA.
SÃO CRISTÓVÃO 4 X 2 FLUMINENSE
ESTÁDIO FIGUEIRA DE MELO
ÁRBITRO: Heitor de Oliveira – Vila Isabel
04/07/1930
ESCALAÇÕES:
SÃO CRISTÓVÃO: Paulino; Póvoa (Doca) e Zé Luiz; Julinho, Henrique e Alberto; Oswaldo, Jaburu, Vicente, Arthur e Theóphilo.
FLUMINENSE: Ramos; Paulo e Hebraico; Antonico, Nascimento e Fortes; Ripper, Lagarto, Alfredo, Preguinho e Mauro Costa.
GOLS: Vicente (3x) e Doca.
O jogo mais esperado da rodada. A imprensa estava empolgada com o encontro dos times. Para o São Cristóvão, era uma partida crucial e com um sentimento de vingança, já que, no primeiro turno, apesar de ter perdido por 6x2, o sentimento de injustiça era enorme, já que o time foi prejudicado pela arbitragem. E a situação era a seguinte: até o presente momento, ambas as equipes tinham oito vitórias e um empate e dividiam a liderança, com o Vasco logo atrás.
A vitória seria importante para o time do Bairro Imperial se isolar na liderança. O jogo foi dividido em um ótimo nível técnico no primeiro tempo e de domínio físico na segunda etapa, já que a técnica caiu. Durante o jogo, o São Cristóvão mostrou por que a equipe era melhor na parte física e se equilibrava na parte técnica, mais uma vez surpreendendo o Fluminense, até então favorito.
O jornal O Globo mostrou que o São Cristóvão era uma “máquina”, um time com vontade de cumprir a missão, que era a vitória e o título. Como sempre, o meio de campo do São Cristóvão, muito pela figura do Julinho, foi um dos melhores, mas os jornais destacavam o conjunto inteiro, que não tinha jogador mal ou irregular.
O ataque foi perfeito e acabou que Póvoa foi substituído por Doca.
O mesmo Doca que iria jogar a Copa do Mundo de 1930 e que foi campeão carioca de basquete, na verdade, bicampeão carioca (1929 e 1930).
Apesar de momentos de equilíbrio, em boa parte do jogo os Cadetes foram superiores. O único jogador que esteve um pouco abaixo do seu normal foi Alberto. Vale destacar que ambas as equipes se comportaram como perfeitos cavaleiros, sem jogo sujo ou violento.
Quando a partida foi encerrada, a torcida, em êxtase total, invadiu o campo para comemorar. A polícia teve que intervir, e os jogadores demoraram 15 minutos para sair do campo, tamanho era o tamanho da festa.
Ainda teria o jogo contra o Vasco e o Flamengo, mas certamente o São Cristóvão era o maior candidato ao título.
O próximo jogo seria contra o Vasco, e o time cruz-maltino colocaria água no nosso chope.
terça-feira, 1 de setembro de 2026
O BASQUETE CAMPEÃO
SÃO CRISTÓVÃO É BI CAMPEÃO DE BASQUETE DO RIO DE JANEIRO.
SÃO CRISTÓVÃO: CAMPEÃO DE TERRA, MAR e QUADRA.
Não pensas que o São Cristóvão é campeão de terra e mar! O time do bairro suburbano também construiu sua tradição nas quadras de vôlei e basquete. Nos primórdios desses esportes, o clube escreveu uma história de domínio, principalmente no vôlei, modalidade em que conquistou os cinco primeiros anos do Campeonato Carioca. Mas hoje iremos falar do basquete do clube.
A primeira conquista nas quadras daquele novo esporte aconteceu em 1927, quando a equipe conquistou a Segundona Carioca. A maior honraria, porém, viria em 1929 e 1930, com os dois títulos cariocas consecutivos. Em 1931, o São Cristóvão ainda seria vice-campeão.
A equipe contava, inclusive, com jogadores que também atuavam no time de futebol de campo. Além disso, tivemos atletas do clube convocados para o Campeonato Sul-Americano de Basquete, disputado pela primeira vez em 1930. Dois jogadores foram chamados para um período de treinamentos, mas acabaram dispensados antes da competição.
No final deste texto, vamos conhecer a campanha do Brasil no Sul-Americano, que terminou com o terceiro lugar, além dos jogadores convocados.
O basquete era disputado no Rio de Janeiro desde 1924, e o São Cristóvão, desde o começo, mantinha essa e outras modalidades em seus quadros, mostrando que o clube já possuía uma forte característica poliesportiva. Os campeonatos de 1929 e 1930 foram organizados pela AMEA.
O PRIMEIRO TÍTULO: UMA VERDADEIRA ZEBRA
O título de 1929 foi uma verdadeira "zebra". Ao contrário de 1930, naquele ano o São Cristóvão tinha uma boa equipe, mas estava longe de ser apontado como um dos favoritos ao título.
O grande bicho-papão era o Fluminense, que até então já havia conquistado quatro títulos cariocas e um título do SC Brasil. Depois do Fluminense, Vasco e Flamengo também eram considerados fortes candidatos ao campeonato. Os demais clubes apareciam como participantes com menores chances de conquistar a competição.
Mas, logo no primeiro jogo, os Cadetes mostraram a que vieram: venceram o Flamengo e deram o primeiro aviso de que poderiam surpreender.
O primeiro turno foi perfeito. Em sete jogos, foram sete vitórias, incluindo um triunfo sobre o Vasco e uma vitória avassaladora diante do favorito Fluminense.
No segundo turno, porém, vieram três derrotas, contra Flamengo, América e Vasco. Mas, diante do grande favorito, o Fluminense, o São Cristóvão voltou a vencer.
Os Cadetes simplesmente não tomaram conhecimento do Fluminense e, com uma campanha surpreendente, conquistaram o Campeonato Carioca de Basquete de 1929.
1930: O BICAMPEONATO DOS CADETES
Já em 1930, o cenário foi bem diferente. Mantendo praticamente a mesma equipe, o São Cristóvão entrou no campeonato como favorito, segundo a imprensa da época. A equipe era impressionante, e seus jogadores já eram cotados para integrar a Seleção Brasileira de basquete.
E havia ainda uma curiosidade que mostra como aqueles atletas transitavam por diferentes modalidades esportivas. Um dos jogadores do basquete do São Cristóvão, Doca, foi convocado para integrar o período de treinamentos da Seleção Brasileira que disputaria a Copa do Mundo de 1930, no Uruguai. O jogador chegou a viajar com a delegação brasileira para a competição.
Nas quadras, enquanto isso, os jornais celebravam as vitórias dos Cadetes. Muito entrosada, a equipe fez uma campanha ainda melhor do que a do ano anterior. A disputa pelo título novamente ficou concentrada entre São Cristóvão e Flamengo.
E, mais uma vez, o São Cristóvão mostrou sua força diante dos gigantes. Os Cadetes tiveram apenas uma derrota durante a campanha, justamente para o Flamengo, no segundo turno. O tropeço, porém, não foi suficiente para tirar a equipe da briga pelo campeonato.
O título foi disputado ponto a ponto e chegou à rodada decisiva. No jogo final, o São Cristóvão precisava vencer o América para confirmar a conquista. E foi exatamente o que aconteceu.
Os Cadetes venceram o América e levantaram novamente a taça.
São Cristóvão bicampeão carioca de basquete em 1930.
Depois de conquistar o primeiro título em 1929, o clube repetia a façanha e consolidava seu domínio nas primeiras temporadas do basquete carioca. Dois campeonatos, duas conquistas e uma equipe que já começava a escrever seu nome entre as grandes forças esportivas do Rio de Janeiro.
PLACARES:
1º TURNO
24X18 FLAMENGO
20X16 FLUMINENSE
18X10 VASCO
40X21 BOTAFOGO
30X17 BRASIL
37X18 VILA ISABEL
25X20 AMÉRICA
2º TURNO
9X13 FLAMENGO
28X13 FLUMINENSE
19X16 VASCO
27X16 BOTAFOGO
14X11 BRASIL
22X13 VILA ISABEL
24X16 AMÉRICA
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| Gilberto de Almeida Rego |
| Jurandu Cícero |
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
Primeira RODADA Série B1
Em menos de duas semanas, a Série B1 irá começar, e o São Cristóvão continua a preparação para não apenas conseguir a vaga para a Série A2 (Segundona), mas também em busca do título. Os comandados de Diego querem escrever seus nomes na história do clube e, para isso, precisarão encarar uma Terceirona com camisas pesadas.
Vamos enfrentar a pedra no sapato do ano passado, o Serrano, que bateu e voltou. Campeão no ano passado, não aguentou a competitividade da Segundona e acabou caindo. Teremos o clássico contra o Campo Grande e, entre outras equipes, iremos enfrentar os perigosos Duque de Caxias e Audax.
Mas o nosso jogo de abertura, em casa, será contra a equipe de Petrópolis. E hoje iremos contar os confrontos entre as equipes.
Por incrível que pareça, essa será apenas a segunda partida da história entre os dois clubes. A primeira aconteceu exatamente no ano passado, em jogo válido por este mesmo campeonato. A partida aconteceu no dia 18 de outubro, no Estádio Los Larios, pela sétima rodada. Os Cadetes acabaram vencendo por 1 a 0, com gol de Ruan Lopes aos 83 minutos de partida.
O São Cristóvão entrou em campo naquele dia com: André; George, Reydson, Ruam e Paulo; Matheus, Rafael, Berg e Fábio; PK e Ricardinho.
Entraram: PH, Israel, João Sávio, Allan David e Rodrigo.
No ano passado, o Petrópolis não se classificou por pouco, terminando a classificação geral na quinta colocação.
FOTOS DE NOSSA PREPARAÇÃO
FOTOS DE MATHEUS- DIRETOR DE COMUNICAÇÃO
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
1988 E 1989 - DOIS ANOS BONS : PARTE 1
MOMENTOS BONS DO SÃO CRICRI- SEGUNDONA DE 1988.
A retomada do São Cristóvão no final dos anos 1980
O final dos anos 1980 parecia indicar que o São Cristóvão retomaria a grandeza de seu passado. A diretoria tinha um projeto pronto para transformar a pequena Figueira de Melo em um estádio com capacidade para 40 mil pessoas. O lado financeiro também parecia bastante equilibrado. Tanto em 1988 quanto em 1989, além da briga pelo acesso com bons times, o departamento de futebol recebeu diversos investimentos.
Um dos primeiros responsáveis por esse projeto foi o treinador Américo Farias, um homem experiente e conhecedor do futebol, que resolveu ser ousado e montou um time com média de idade de apenas 21 anos. Era uma equipe muito jovem, mas com disposição e potencial para, no futuro, render financeiramente ao clube com a venda de seus jogadores.
Américo Farias, que pouco tempo depois trabalharia na CBF durante um longo período, tinha planos ambiciosos para o São Cristóvão ao lado de Irã Terra, diretor de futebol do clube. Um dado interessante é que, apesar dos bons investimentos, ambos também buscavam reduzir os custos.
O clube treinava na Refinaria de Manguinhos, próxima à sede de futebol e de fácil acesso para os jogadores. Américo Farias não queria repetir os fracassos anteriores, principalmente o sistema de cooperativa criado em 1984 e que persistia até 1988. Alguns pensam que esse projeto acabou naquele mesmo ano, mas ele existia, pelo menos no papel, até 1988, quando Américo acabou definitivamente com o sistema.
Acompanhando aquela fase, nascia também a TOSC — Torcida Organizada do São Cristóvão, fundada em abril de 1988 por Flávio Monteiro dos Santos, grande torcedor e apaixonado pelo clube.
O clube investiu 50 milhões de cruzeiros para contratar "apenas" seis jogadores experientes e com mais de 21 anos, que se juntariam aos jovens formados pelo próprio São Cristóvão. A decisão se mostraria acertada. Os contratados, negociados diretamente com a participação de Américo Farias, foram Jesus, Evandro, Paulo Cesar, Chico, Pituca e José Carlos.
Um dos grandes destaques daquela equipe foi o goleiro Carlos, que, no Campeonato de 1988, ficou mil minutos sem sofrer um único gol.
O time de 1988 era uma máquina. Jogava um futebol bonito, eficiente e rápido. Entretanto, as crônicas da época apontavam dois motivos principais para o fracasso na tentativa de acesso: a inexperiência dos jogadores e a arbitragem, que teria prejudicado imensamente o São Cristóvão.
Aquele campeonato também revelaria três jogadores que posteriormente seriam negociados pelo clube para ajudar a reforçar o caixa: o goleiro Carlos, Dênis e Válber.
A folha salarial era baixa, mas ainda assim uma das maiores daquela Segunda Divisão: CZ$ 500 mil. Para se ter uma ideia, esse era o salário de um jogador de Flamengo ou Vasco na época.
Outro responsável pela montagem do elenco foi o empresário Elias Zacarias, que tinha planos de levar o clube novamente para excursões, inclusive ao exterior — algo que não acontecia desde 1967.
O presidente Armando Moraes deixava claro que não existia mordomia no clube, mas o básico era bem feito: material de treinamento, refeições em pensões próximas e concentrações em bons hotéis.
Todo esse planejamento começaria a dar resultado dentro de campo. Aquele grande time conquistaria o primeiro turno do Campeonato Carioca da Segunda Divisão de 1988, reacendendo no torcedor a esperança de ver o São Cristóvão novamente entre os grandes do futebol carioca.
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| Troféu de campeão primeiro turno de 1988- o mesmo da foto do jornal acima |
O empate que valeu o título
Não foi exatamente uma final, já que o campeonato era disputado por pontos corridos. Porém, Mesquita e São Cristóvão chegavam àquela partida com reais condições de conquistar o título. O jogo terminou empatado, mas foi marcado por muita confusão, brigas e um público recorde para o torneio.
Era a última rodada do primeiro turno, e a equipe do Mesquita precisava vencer para conquistar o título. O Estádio Nielsen Louzada estava lotado para uma partida daquele tamanho. Mais de 4 mil pessoas gritavam o nome do Mesquita e transformavam o local em um verdadeiro caldeirão. Há registros de tentativas de invasão de campo e de intimidação aos jogadores do São Cristóvão.
O jogo foi um verdadeiro inferno para os Cadetes, que suportaram uma pressão enorme. Apesar de contar com uma equipe muito jovem, o São Cristóvão conseguiu segurar o Mesquita, uma equipe mais experiente e considerada por muitos como superior.
O árbitro daquela partida era o lendário Jorge Emiliano, o famoso "Margarida".
A segundona de 1988 teve os seguintes participantes :
- SÃO CRISTÓVÃO
- BONSUCESSO
- CAMPO GRANDE
- CENTRAL SPORT
- MADUREIRA
- MESQUITA
- MIGUEL COUTO
- NOVA CIDADE
- OLARIA
- RUBRO
- SERRANO
- TOMAZINHO
- SCFR 1X0 PADUANO
- SERRANO 4X2 SCFR
- SCFR 0X0 OLARIA
- PORTUGUESA 0X0 SCFR
- SCFR 1X0 CENTRAL
- SCFR 0X0 RUBRO
- MADUREIRA 0X0 SCFR
- SCFR 1X0 MIGUEL COUTO
- TOMAZINO 0X1 SCFR
- SCFR 1X0 CAMPO GRANDE
- SCFR 2X0 NOVA CIDADE
- MESQUITA 0X0 SCFR
- PADUANO 0X0 SCFR
- SERRANO 2X2 SCFR
- OLARIA 2X1 SCFR
- SCFR 2X1 PORTUGUESA
- CENTRAL 2X0 SCFR
- RUBRO 2X2 SCFR
- SCFR 2X0 MADUREIRA
- MIGUEL 2X1 SCFR
- SCFR 2X1 BONSUCESSO
- CAMPO GRANDE 1X0 SCFR
- NOVA CIDADE 3X1 SCFR
- SCFR 0X1 MESQUITA
No quadrangular final, o time deu os sinais que já havia apresentado no segundo turno: uma queda de rendimento.
A equipe que havia sido a sensação do campeonato acabou pagando pela inexperiência de seus jogadores e, infelizmente, não conseguiu a classificação. E foi por muito pouco: o São Cristóvão empatou duas partidas e perdeu uma, resultado que acabou sendo suficiente para a eliminação.
No quadrangular final, classificaram-se Olaria, Nova Cidade e Campo Grande.
4º colocado no quadrangular final : 3 Jogos, 2 empates e 1 derrota.
- CAMPO GRANDE 1X1 SCFR
- NOVA CIDADE 2X1 SCFR
- OLARIA 0X0 SCFR
* Nova Cidade (campeão) e Olaria (vice) foram promovidos para a Primeira Divisão. * Tomazinho e Miguel Couto seriam originalmente rebaixados para a Terceira Divisão, mas participaram normalmente da Segunda Divisão de 1989 devido as desistências de Central e Serrano.
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
SÉRIE B1 2026
quinta-feira, 30 de julho de 2026
Adeus ao nosso cria .
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