sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

AMISTOSO INTERESTADUAL

 SÃO CRISTÓVÃO X ATLÉTICO MG

1960 DIÁRIO DE NOTÍCIAS - SCFR X ATLÉTICO 




O tempo é cruel com todos — e no futebol, ele cobra com ainda mais rigor. Alguns clubes nascem pequenos e se tornam gigantes; outros, mesmo grandes, desaparecem ou são condenados a vagar pelo limbo do esporte. Os caminhos de Atlético Mineiro e São Cristóvão são muito distintos, mas, em determinados momentos da história, eles se cruzaram.

O Atlético Mineiro já teve embates com o time dos Cadetes, embora encontrar informações sobre esses confrontos seja tarefa quase impossível. Registros completos, com detalhes relevantes, praticamente não existem. A única partida da qual se tem dados mais concretos ocorreu em 1960, em um amistoso realizado em São Januário, como jogo preliminar do duelo entre Vasco e Palmeiras.

O São Cristóvão venceu o Atlético Mineiro em apenas um desses encontros, e essa vitória veio com a geração brilhante dos anos 1930. Um time que contava com nomes como Affonsinho, Walter, Villegas, Picabéia e Carreiro. Foi essa equipe que derrotou o Atlético no dia 24 de agosto de 1938 e que, meses antes, também venceu o Fluminense — justamente o mesmo Fluminense que conquistou o Campeonato Carioca de 1937 com apenas uma derrota em toda a competição: a derrota para o São Cristóvão.

Era um time especial. Campeão de um campeonato interrompido em 1937, vencedor do Torneio Início desse mesmo ano , e formado por jogadores acima da média, muitos deles com passagem pela Seleção Brasileira. Walter, goleiro daquela equipe, permaneceu no clube até 1938, quando se transferiu para o Flamengo e ali foi convocado  para a Copa do Mundo. Affonsinho e Roberto também estiveram no Mundial, sendo que  vestindo a camisa do São Cristóvão. Houve ainda um terceiro convocado, Caxambu, que acabou não sendo selecionado.

Essa geração marcou a história do clube e prova que, mesmo em caminhos tão distintos, o futebol reserva encontros em que o tempo parece, por um instante, ser mais justo.

HISTÓRICO DO CONFRONTO 

4 VITÓRIAS DO ATLÉTICO MG

1 VITÓRIA DO SÃO CRISTÓVÃO 

4 EMPATES 


  1. 21 de Junho de 1926 - Atlético 3x1 SCFR
  2. 20 de setembro de 1930- Atlético 3x1 SCFR
  3. 24 de Agosto de 1938- Atlético 1x2 SCFR ( Jogo na Figueira de Melo)
  4. 07 de Abril de 1940- Atlético 1x1 SCFR
  5. 17 de Março- Altético 1x1 SCFR 
  6. 21 de Março -Atlético 2x1 SCFR
  7. 11 de Julho de 1951- Atlético 2x1 SCFR 
  8. 26 de junho de 1960- Atlético 0x0 SCFR

Como comentei anteriormente, o único jogo entre Atlético Mineiro e São Cristóvão do qual foi possível encontrar informações mais consistentes foi justamente o último, realizado nos anos 1960. A partida aconteceu em São Januário, como jogo preliminar do confronto entre Vasco da Gama e Palmeiras, e terminou empatada.

O jogo teve início às 15h30 e teve como árbitro Nuno Álvares Ribeiro. Segundo os relatos da época, foi uma partida sofrível, tecnicamente muito fraca, marcada pelo excesso de marcação e por sistemas defensivos bem postados, o que resultou em um jogo truncado e de poucas emoções.

As raras chances criadas surgiram, em sua maioria, do lado do São Cristóvão. O time dos Cadetes foi ligeiramente superior ao Atlético Mineiro, levando algum perigo ao gol adversário, embora sem conseguir balançar as redes. O Atlético, que vinha de derrota para o Bangu, conseguiu ao menos segurar bem o empate.

A renda da partida foi de CR$ 36.070,00 (trinta e seis mil e setenta cruzeiros).

O São Cristóvão atuou com os seguintes titulares:

PICHAU;
JAIME, RENATO e MOACYR;
AZEITONA (ÂNGELO) e MEDEIROS;
WILSON, CELSO (GERALDO), GENIVALDO, RUSSO e OLIVAR.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

AMISTOSO INTERESTADUAL

 UM JOGO ESQUECIDO : SÃO CHRISTOVAM X ATHLETIC DE SÃO JOÃO DEL REY 

1940 SPORT ILUSTRADO 

Nos dias atuais, o Athletic ressurgiu com força e protagonismo. Além de boas campanhas no Campeonato Mineiro, o clube alcançou a Série B do Campeonato Brasileiro, reafirmando sua importância no cenário nacional.

Mas essa vocação para grandes momentos vem de longe. Imagine uma cidade ainda jovem, com pouco população, buscando afirmar sua identidade por meio do futebol. Para isso, seu time convida diversas equipes para a realização de amistosos. Muitas aceitam, mas poucas levam a sério o desafio. Apenas uma delas, porém, decide agir de forma diferente: respeita o adversário e entra em campo com seus principais jogadores.

Esse episódio marcante aconteceu em 1940, quando o time dos Cadetes aceitou o convite e, demonstrando grandeza e espírito esportivo, levou o que tinha de melhor em seu plantel. A atitude não passou despercebida. Em retribuição, a equipe visitante foi recebida com festa, respeito e admiração, em um ambiente que celebrava não apenas o futebol, mas também o encontro entre tradição, honra e competitividade.

O amistoso ficou marcado na memória local como um símbolo de respeito mútuo e da força do esporte na construção da história de uma cidade e de seu clube. Episódios como esse ajudam a explicar por que o Athletic, ontem como hoje, ocupa um lugar especial no coração de seus torcedores e na história do futebol brasileiro.


1940 SPORT ILUSTRADO 

O time de São João del-Rei acompanhou atentamente toda a trajetória dos Cadetes e preparou uma grande festa na estação de trem da cidade para recepcioná-los. Outros times cariocas já haviam visitado a cidade anteriormente e deixado um rastro de frustração. América, Botafogo e o time da Polícia Civil disputaram amistosos contra o Athletic, mas todos utilizaram plantéis mistos ou equipes reservas. Diferentemente deles, o São Cristóvão levou sua força máxima, demonstrando respeito ao adversário e ao público local.

A delegação dos Cadetes embarcou na Central do Brasil no dia 20 de agosto, seguindo em direção a São João del-Rei. A chegada ocorreu por volta das 19 horas, quando os jogadores foram recebidos por uma grande festa, com a presença de parte significativa da população, além do prefeito e outras autoridades locais, ansiosos para ver de perto atletas como Affonsinho, Roberto e Magdalena.

No dia do jogo, foi oferecido um café da manhã especial aos visitantes, seguido de diversos passeios pela cidade, todos organizados e conduzidos pelo presidente do Athletic, Ottoni Sobrinho. Entre os locais visitados, destacou-se a Companhia Industrial Sanjoanense, da qual Ottoni Sobrinho era diretor e um dos proprietários.

O time dos Cadetes ficou hospedado no Grande Hotel Brasil, onde recebeu presentes e diversos “mimos”, em mais uma demonstração do carinho, da hospitalidade e do respeito do povo sanjoanense aos seus ilustres visitantes.


1940 SPORT ILUSTRADO 

A partida aconteceu em um estádio em Governador Valadares, com a presença de políticos, dirigentes esportivos e a população em massa, que compareceu para prestigiar o grande evento. Em campo, o Athletic saiu vitorioso pelo placar de 2 a 1, coroando uma jornada que já era especial muito além do resultado.

Apesar da derrota, aqueles jogadores certamente jamais esqueceram a receptividade e o carinho que receberam em São João del-Rei, marcando para sempre a memória da delegação dos Cadetes.

Pelo lado do São Cristóvão, os destaques da partida foram Magdalena, o goleiro, além de Roberto, Oscarino, Mundinho e o ídolo conhecido como “Problema” Affonsinho, que foi amplamente tietado pelo público, não apenas por seu talento, mas também por ser um jogador de Copa do Mundo, o que despertou enorme admiração entre os torcedores e moradores da cidade.

O amistoso entrou para a história como um raro exemplo de respeito, grandeza esportiva e celebração do futebol, valores que ajudaram a moldar a tradição do Athletic e a memória esportiva da região.



HISTORIADOR PAULO JORGE 

DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO E HISTÓRIA DO SÃO CRISTÓVÃO F.R.

sábado, 24 de janeiro de 2026

HOMENAGEM A NOSSOS ÍDOLOS

 AFFONSINHO- CRAQUE E PROBLEMÁTICO. 


Um verdadeiro craque de sua época, com passagens por equipes gigantes e pela Seleção Brasileira. Um jogador do passado que, certamente, está entre os grandes nomes da história do São Cristóvão. Chegou a ser suspenso pelo clube por problemas relacionados a convocações, mas, enquanto esteve em campo, honrou a camisa branca e foi titular em uma Copa do Mundo.

Affonso Guimarães da Silva, mais conhecido como Affonsinho ou “Affonsinho Delegado”, nasceu em 8 de março de 1914, no então Distrito Federal. Iniciou sua vida futebolística no América-RJ, onde atuou pela primeira vez em 1931 e permaneceu até 1932. Logo em seu primeiro ano no clube, conquistou um título importante: o Campeonato Carioca de 1931, participando de três jogos daquela campanha. Nunca foi titular absoluto, atuando mais como reserva nesse período.

Do América, transferiu-se para o Flamengo, onde jogou no início de 1933 e em 1934. Foi titular, disputou 50 partidas e marcou três gols. Seus números pelo clube foram 18 vitórias, nove empates e 23 derrotas. Foi um período nebuloso do Flamengo, sem títulos, marcado por disputas em torno do profissionalismo e pela falta de um time competitivo.

Affonsinho fazia parte do elenco que terminou na última colocação do Campeonato Carioca de 1933. Apesar de já ser reconhecido como um grande talento, acabou inserido em uma geração ruim do Rubro-Negro, o que prejudicou seu desempenho coletivo e a trajetória do clube naquele momento.

Em 1935, foi negociado com o São Cristóvão, e foi aí que sua vida mudou drasticamente.



Botafogo 3x0 São Cristóvão
Local: General Severiano
Juiz: Virgilio Fredrighi
Gols: Carvalho Leite (2) e Álvaro (pênalti)
Botafogo: Alberto, Albino e Nariz; Afonso, Martim e Canali; Álvaro, Artur, Carvalho Leite, Nilo e Patesko.
São Cristóvão: Francisco, Mário e Zé Luiz; Agrícola, Dodô e Afonsinho; Quintanilha, Joãozinho, Hugo, Ceci e Carreiro.( primeiro jogo do Affonsinho com a camisa do clube. )


                                                                                                                                                                                                                                                       
                                                                                                                                                                                                                                                                    
Affonsinho no Flamengo 

O primeiro ano de Affonsinho no São Cristóvão mostrou que aquele time montado faria história e daria muito trabalho aos chamados gigantes. Em 1935, não houve a disputa do Torneio Início, partindo-se diretamente para o Campeonato Carioca. (Affonsinho não esteve em campo no amistoso contra o Boca Juniors.) Ainda assim, a campanha foi histórica. O São Cristóvão investiu 20 contos de réis para contar com o jogador.

Em 1934, o São Cristóvão já havia alcançado uma colocação sensacional, ficando com o vice-campeonato. Em 1935, a equipe terminou na terceira colocação, mas, comparando as campanhas, apresentou um futebol superior ao do ano anterior.

Comparativo de campanhas:

  • 1934: 12 jogos, 5 vitórias, 4 empates, 3 derrotas, 15 gols pró e 15 gols contra.

  • 1935: 21 jogos, 6 vitórias, 10 empates, 5 derrotas, 42 gols pró e 37 gols contra.

Nesse campeonato, Affonsinho já demonstrava o craque que era, comandando a equipe e assumindo a braçadeira de capitão ao lado de Augusto. Ambos eram os líderes do time, algo refletido nas crônicas da época, que frequentemente o descreviam como um jogador nervoso e de temperamento forte.

Em 1936, a equipe fez uma campanha muito irregular, mas, ainda assim, o jogador continuou sendo o grande destaque do São Cristóvão. Já em 1937, clube e atleta explodiram definitivamente para o cenário nacional.


O ano de 1937 marcou a pacificação do futebol carioca e teve o Fluminense como campeão oficial. No entanto, a história deveria registrar dois campeões, pois o São Cristóvão também conquistou um título naquele período. Vejamos o porquê.

Em 1935, a AMEA aderiu ao profissionalismo e mudou sua razão social, passando a se chamar FMD (Federação Metropolitana de Desportos). Nesse mesmo ano, o Vasco entrou em conflito com a outra liga existente, a Liga Carioca de Futebol, e passou a fortalecer a nova entidade, agora mais estruturada. O Bangu e o São Cristóvão seguiram o mesmo caminho.

Dessa forma, entre os anos de 1933 e 1937, o futebol carioca contou com dois campeões simultâneos, embora a história oficial registre apenas os campeonatos disputados entre 1933 e 1936.

A FMD realizou seu torneio inicial no dia 4 de abril, no Estádio do Vasco, tendo o São Cristóvão como vencedor. Em capítulo à parte, estão narrados os quatro títulos conquistados pelo clube nesse torneio. O campeonato propriamente dito teve início em maio, com a participação de oito equipes, e o São Cristóvão obteve os seguintes resultados:

09/05 – São Cristóvão 3 x 1 Vasco da Gama
16/05 – São Cristóvão 7 x 2 Andaraí
23/05 – São Cristóvão 6 x 2 Carioca
13/06 – São Cristóvão 2 x 1 Madureira
20/06 – São Cristóvão 4 x 3 Olaria
27/06 – São Cristóvão 3 x 1 Bangu
30/06 – São Cristóvão 3 x 0 Botafogo

Com uma campanha impecável, o clube conquistou sete vitórias em sete jogos, de forma incontestável. O Jornal dos Sports, em sua edição de 1º de julho, estampava em suas páginas já amareladas pelo tempo:

“O São Cristóvão, campeão invicto do 1º Torneio da FMD.”

Na realidade, o clube havia adiantado uma de suas partidas, pois em 1º de julho embarcaria com destino ao Peru para iniciar sua primeira excursão internacional. É verdade que ainda restavam quatro ou cinco jogos para o encerramento total do torneio, mas esses resultados não alterariam em nada a classificação final, que já consagrava o São Cristóvão como campeão.

 Esse time comandado pelo Affonsinho sem duvida nenhuma é um dos melhores times dos cadetes de todos os tempos e o jogador mantinha uma regularidade assustadora que mostrava que era um dos maiores jogadores brasileiros e essa regularidade continuou pós unificação, quando ele ajudou a equipe a alcançar a quinta colocação no novo Campeonato Unfiicado .  Affonsinho esteve também na primeira excursão ao exterior que aconteceu em 1937 e também na segunda em 1938.

O brilho dentro do campo , levou a maior premiação que ele poderia ter : a convocação a Copa do Mundo de 1938. O Affonsinho não apenas foi convocado , ele foi foi tituloar em quatro dos cinco jogos da equipe da Copa do Mundo . 

  • BRASIL 6X5 POLÔNIA 
  • BRASIL 1X1 TCHECOSLOVÁQUIA 
  • BRASIL 1X2 ITÁLIA 
  • BRASIL 4X2 SUÉCIA 
Sempre com muito destaque , comandando o meio campo Brasileiro em uma Copa do Mundo . Um canhoto habilidoso que mostrou todo seu temperamento também na Copa . O jogador participou de três competições pela seleção: 

  • SULAMERICANO DE 1936
  • COPA DO MUNDO 1938 
  • COPA ROCA 1939 
CAMPANHA COM A SELEÇÃO: 18 Jogos, 9 Vitórias, 3 Empates e 6 Derrotas- Marcando 1 gol. 

O Affonsinho jogou no São Cristóvão até 1940  e a diretoria fez um verdadeiro leilão para vender o jogador, diversas equipes brigaram pelo seu passe , sendo comprado pelo Fluminense por 40 conto de réis , onde jogou até sua aposentadoria. 

  1. AMÉRICA RJ: 1931 A 1933
  2. FLAMENGO : 1933 E 1934 
  3. SÃO CRISTÓVÃO: 1935 A 1940
  4. FLUMINENSE 1941 A 1946
Jogou 6 anos pelo clube e sem duvidas nenhuma é um dos grandes ídolos. Pelo São Cristóvão foi Campeão Carioca de 1937 e Campeão do Torneio Início em 1937.
AFFONSINHO PELO SÃO CRISTÓVÃO : 121 JOGOS 2 GOLS 

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

IVO SODRÉ- O MAIOR 10 DO CLUBE

 IVO SODRÉ- O MAIOR 10 DO CLUBE 



O que é ser um camisa 10 no futebol antigo? A 10 que já foi de Pelé, eternizada por ele; essa mesma 10 de Alex, Rivelino, Tostão, entre outras feras que escreveram a história do nosso esporte. Mas essa camisa 10 tem sua importância no São Cristóvão?

Sabemos que a camisa lendária do clube é a 9, não apenas porque Ronaldo Fenômeno transformou o número em um símbolo mundial de artilharia e vitórias, mas também porque, nos cadetes, a 9 pertenceu a Luís Sena, craque do passado que jogou na Europa e virou ídolo no Vitória-BA.

Hoje, porém, falaremos de um jogador que quase disputou uma Olimpíada, é ídolo no México, teve problemas contratuais e, por vezes, faltava a jogos do São Cristóvão — não por indisciplina, mas porque estava de serviço na Polícia Militar. Esse jogador é Ivo Sodré.

Uma unanimidade. Todos os ex-jogadores com quem tive a oportunidade de conversar sobre Ivo dizem a mesma coisa: craque de bola, jogador diferenciado, acima da média.


FOTO MELHORADA POR I.A. 

Ivo Sodré nasceu em Niterói, no dia 3 de junho de 1943. Começou sua vida futebolística no Bonsucesso, mas, sem muitas chances, passou por um período de treinamento no Botafogo, onde se aprimorou. Retornou ao Bonsucesso e ali se tornou um craque. Foi convocado para integrar a comissão dos selecionados para as Olimpíadas de 1964 e sagrou-se campeão pela Seleção Brasileira. Jogou no América do México e no Comercial-MS, onde aprontou para cima de Pelé. Também passou pelo América do Rio e pelo Bangu, mas foi no São Cristóvão que se tornou uma lenda.

Ivo Sodré surgiu como um jovem promissor, de grande habilidade, no Bonsucesso, no início dos anos 1960. Já se destacava bastante pela técnica, apesar de ser muito magro, o que o atrapalhou no início da carreira. De 1961 a 1962, ficou treinando entre os profissionais e os juvenis, sempre se destacando, mas não entendia por que nunca era aproveitado no time principal. Segundo pesquisas, mesmo adolescente, já era um dos melhores jogadores do clube.

Apesar da pouca idade, já era considerado um jogador de personalidade. Tentou, então, uma transferência para o América do Rio, iniciativa que ele próprio tentou intermediar, pois estava insatisfeito com sua situação. Ao que tudo indica, porém, foi persuadido a desistir.

Em 1964, uma passagem pelo Botafogo mudaria significativamente sua vida. Viveu um período de experiência no time da Zona Sul e ali aprimorou suas habilidades, evoluindo de tal forma que, ao retornar ao Bonsucesso, tornou-se titular absoluto. Seu destaque foi tão grande que acabou convocado para um período de treinamentos da Seleção Brasileira que participaria das Olimpíadas de 1964. Passou vários dias treinando e se destacando, porém foi cortado na lista final de convocados, acabando por ficar de fora.

Chegou a entrar no decorrer de um jogo-treino contra o Serra Negra E.C.

A título de curiosidade, o Brasil foi eliminado ainda na primeira fase da competição. Estava no grupo com Coreia do Sul, Tchecoslováquia e República Árabe Unida. Nesse mesmo ano, Ivo Sodré passou por uma cirurgia nas amígdalas, na Santa Casa de Jundiaí, cidade onde a seleção treinava, e provavelmente esse foi o motivo do corte.

Ainda em 1964, Ivo Sodré conquistaria um título por uma espécie de “Seleção Brasileira B”.

A seleção brasileira, composta por jogadores de clubes menores da Guanabara (Olaria, Madureira, São Cristóvão e Portuguesa) e do Rio de Janeiro (Canto do Rio), conquistou, em 1964, em Buenos Aires, o 2º Campeonato Sul-Americano da Divisão de Acesso, de maneira invicta.

Médico: Hilton Gosling.
Jogadores: Ari Seixas, Renato, Valtinho, Ari, Elton, Nésio, Fefeu, Franz, Casimiro, Uriel, Zé Carlos, Batata, Ivo Sodré, Zezinho, Luís Carlos, Jair e Enir.
Treinador: Denôni.
Massagista: Nocaute Jack.

Vale lembrar que, em 1962, em Lima, capital do Peru, também de forma invicta, o Brasil havia conquistado o título, daquela vez com jogadores de clubes do interior paulista.

IVO SODRÉ- AMÉRICA -MEX 


De 1968 a 1970, teve uma passagem pelo América do México. Foi vendido pelo Bonsucesso por 20 mil dólares, valor considerado significativo à época. Retornou ao Brasil para jogar pelo América-RJ, porém não chegou a atuar devido a problemas burocráticos. Após resolver essas pendências, transferiu-se para o clube onde se eternizou como o maior camisa 10 da história dos Cadetes.

Entre a saída do México e a chegada ao São Cristóvão, ficou cerca de dois anos parado em razão de entraves burocráticos relacionados à sua transferência internacional. Nesse período, chegou a negociar com o Vasco da Gama, mas, por conta dessas dificuldades, as negociações não avançaram.



América-Mex. Temporada 1968/1969 - Ivo Sdré segundo em Pé 

Em 1973, chegou ao São Cristóvão. Teve uma rápida passagem pelo Comercial-MT, onde viveu uma situação inusitada, e depois retornou aos Cadetes, clube no qual escreveu definitivamente a sua história e encerrou a carreira em 1980.

Abrindo um parêntese, durante sua passagem pelo Comercial, quando a equipe disputava a Primeira Divisão do Campeonato Nacional — sendo, inclusive, o primeiro clube do Mato Grosso a alcançar essa divisão —, ocorreu um episódio marcante. A estreia foi contra o Santos de Pelé. O Esporte Clube Comercial venceu o Santos por 1 a 0, com gol de Gil. No entanto, o lance que ficou para a história foi o chapéu aplicado por Ivo Sodré justamente na lenda Pelé, diante de um público de cerca de 45 mil pessoas, que presenciou aquela vitória lendária.


Ivo Sodré- penúltimo agachado. Fonte: Craques do Rádio 

Quando Ivo Sodré chegou ao São Cristóvão, precisou se dividir com outro emprego: era policial militar. Segundo relatos de jogadores da época — com os quais tive a oportunidade de conversar em encontros realizados no final de 2015 —, era comum o São Cristóvão chegar ao Maracanã para jogar e encontrar o próprio Ivo Sodré responsável pela segurança das ruas ao redor do estádio.

Ivo era o clássico camisa 10: pensador, articulador e distribuidor de jogo. Esteve em campo em partidas memoráveis e jogou o fino da bola quando, em um Maracanã lotado de flamenguistas, com Zico em campo, Ivo Sodré, Sena e Fio Maravilha desafiaram a lógica e, de virada, conduziram a vitória do São Cristóvão sobre o Flamengo.

Ivo Sodré comandou a equipe na segunda maior conquista da história do clube, o Torneio Abelard França. Infelizmente, ele não consta na foto oficial da equipe nem aparece segurando o troféu.

Segundo seu amigo e lateral Peixinho, Sodré estava chateado com a diretoria da época, que não demonstrava interesse em renovar seu contrato. Como forma de protesto, ambos não apareceram na foto oficial, embora Ivo tenha sido o melhor jogador do torneio.

Ivo Sodré chegou ao São Cristóvão em 1972, depois que o clube resolveu — ou, na verdade, ajudou a resolver — os problemas burocráticos pendentes no México. Ele chegou acompanhado de um pacote de reforços:

  1. Dias, zagueiro do América-RJ;

  2. Almir, lateral esquerdo do Campo Grande;

  3. Alexandre, armador, de clube não identificado;

  4. Norival, goleiro da Ponte Preta.

Após 1976, ainda atuou por Bangu e Bonsucesso, retornando posteriormente ao São Cristóvão, onde encerrou a carreira em 1980.


PRIMEIRO JOGO OFICIAL DE IVO SODRÉ 

Olaria 2 x 1 São Cristóvão
Local: Rua Bariri
Árbitro: Antônio Viug
Renda: Cr$ 3.820,00

Gols:

  • Ézio, aos 20 minutos do 1º tempo

  • Fernando, aos 5 minutos do 2º tempo

  • Jorge, aos 27 minutos do 2º tempo

Olaria:
Beto; Aluísio, Mário Tito, Altivo e Mineiro; Gessé e Roberto Pinto; Robertinho, Ézio, Agnaldo e Fernando.

São Cristóvão:
Otávio; Triel, Joel, Dias e Madeira; Arlindo (Santos) e Mafra; Gilbert, Jorge, Ivo Sodré e Humberto (Alex).


APÓS ENCERRAR A CARREIRA CONTINUOU SUA VIDA DE POLICIAL INCLUSIVE SE ENVOLVEU EM UM TIROREIO NA TIJUCA , ONDE ELE PERCEBEU QUE POPULARES ESTAVAM SENDO ASSALTADOS E ACABOU TROCANDO TIRO COM O MELIANTE, ELE ACABOU LEVANTO UM TIRO NA PERNA , PORÉM SEM GRAVIDADE. 


Essa é a nossa homenagem ao grande camisa 10, Ivo Sodré!

domingo, 7 de dezembro de 2025

HOMENAGEM A NOSSOS ÍDOLOS.

ONTEM, HOJE E AMANHÃ- UM ÍDOLO ATUAL. 


Um clube de futebol é feito de ídolos do passado, do presente e daqueles que ainda irão surgir. Não importa a divisão, se tem dois anos ou é centenário, se possui um ou milhões de torcedores — um time de futebol tem ídolos que, com suas vidas, suor e sangue, constroem a história desses clubes.

Mas antes de falar sobre um ídolo recente do clube, que fez e faz parte da reconstrução da instituição, vamos entender o que significa a palavra ídolo:

A palavra “ídolo” significa uma pessoa admirada, respeitada ou amada de forma especial, geralmente por suas qualidades, conquistas ou exemplo. Pode ser alguém famoso (como um jogador de futebol, cantor ou ator) ou até alguém próximo (como um pai, professor ou líder).

Certamente, o nosso Victor não é ator nem cantor, mas foi um jogador de futebol que construiu uma carreira de forma digna e que, assim como um pedreiro que levanta uma casa tijolo por tijolo, ajudou a reconstruir um dos mais importantes clubes do país: o São Cristóvão de Futebol e Regatas.

Um cara vitorioso, que jogou por diversos clubes, foi campeão e hoje é fisioterapeuta do “Cricri”. Vamos conhecer um pouco mais sobre sua maravilhosa história.




foto site: " O Gol"


Foto do time de 2024- instagran do clube


O São Cristóvão tem ídolos lendários que ajudaram por anos a escrever a nossa história: Cantuária, Augusto, Picabéia, Sena, Peixinho, Nélio e tantos outros que marcaram gols, deram passes e estiveram presentes nos piores e melhores momentos do clube.
Hoje, vamos conhecer um cara que foi além: alguém que está presente na reconstrução do São Cristóvão. Mas como assim?

É de conhecimento geral que o São Cristóvão teve seu futebol interrompido em 2020, quase fechando as portas. O clube manteve apenas as categorias de base funcionando e ficou três anos sem equipe profissional. Foi então que o presidente Machado, com muito esforço e dedicação — contra tudo e contra todos — decidiu montar uma nova equipe para recolocar o clube no cenário do futebol carioca.

Os Cadetes voltaram pela Série C (quinta divisão) e, logo de cara, foram vice-campeões, garantindo o acesso imediato para a quarta divisão.

A dedicação dos jogadores seria recompensada em seguida: conquistaram a Série B2 (quarta divisão) e subiram para a terceira. Um feito monstruoso para uma equipe que quase fechou as portas. Entre esses guerreiros estava o nosso homenageado: Victor Hugo da Rosa de Oliveira — o Vitinho.

Victor Hugo Rosa de Oliveira, carioca, nasceu no dia 21 de outubro. Começou sua vida profissional no futebol pelo Bonsucesso F.C., onde jogou de 2011 a 2014, destacando-se como um bom jogador. Pelo Leão do Subúrbio, disputou a Copa Rio, o Campeonato Carioca da Primeira e da Segunda Divisões.

Em 2015, transferiu-se para a Portuguesa da Ilha, onde viveu ótimos momentos, disputando campeonatos importantes. Também atuou nos mesmos torneios pela Lusa, tendo seus melhores anos em 2015 e 2016, período em que foi titular com destaque e peça fundamental da equipe. Conquistou a Copa Rio de 2016.

Chegou a jogar pelo Boa Esporte e pelo América-RJ, embora sem muito destaque. Em 2019, foi para o grande rival do Bonsucesso, o Olaria, para a disputa do Carioca da Segunda Divisão, onde foi titular absoluto, atuando na maior parte das partidas.




fonte: Instagran do clube. 

Depois do Olaria, houve um hiato em sua carreira, período em que, segundo os registros disponíveis, ele não atuou profissionalmente, ficando 2020 e 2021 fora dos gramados. Mas 2022 marcou a volta do jogador — e uma volta gloriosa: um período de títulos. Foi contratado por uma equipe nova, recém-criada e ainda pouco conhecida: o Belford Roxo.

O time da Baixada, chamado Sociedade Esportiva Belford Roxo, foi fundado em 2020 e, em pouco tempo, começou a chamar atenção ao lado de equipes como Maricá, Zinzane e Sampaio Corrêa. O Belford Roxo disputou a quinta divisão e a quarta divisão no ano de 2022 e, de forma meteórica, foi vice-campeão da quinta e conquistou a quarta divisão — com Vitinho sempre presente nessa campanha.

Em 2023, começa sua história com o São Cristóvão.

Como sitado lá em cima, o São Cristóvão estava voltando . Era um projeto arriscado para todos que aceitariam o desafio . Vitinho está em um time na terceiria divisão, já tina disputado primeira e segunda, campeão de Copa Rio , porque aceitaria esse desafio ? Mas ele aceitou e isso faria dele um idolo. 

Uma reconstrução nunca é fácil. Pegar um clube praticamente do zero é um grande desafio — e poderia manchar a carreira de qualquer jogador. Mas Vitinho sabia que, se desse certo, estaria eternizado em uma equipe campeã carioca. Para uma volta, foi além do esperado, e ninguém imaginava que naquele dia 06/08/2023, na final da quinta divisão, aqueles jogadores ficariam eternizados — não pela perda do título, mas pelo resgate do São Cristóvão. E a camisa 19 tinha dono: esse dono era Vitinho.

Perdemos a final, sim. Mas os deuses do futebol deixaram claro que o lugar do São Cristóvão não era ali. Pouco depois, ele estaria novamente em campo, com a mesma camisa 19, contra seu ex-clube, para conquistar um troféu que é um dos mais importantes da história recente do clube. Não pelo fato de ser campeão, nem por ser “apenas” a quarta divisão, mas porque aquele troféu significou a volta de um gigante. E Vitinho estava lá.


Em 2024, o jogador — que em uma eleição foi escolhido entre os melhores zagueiros da história do São Cristóvão — participou da terceira divisão e encerrou sua carreira como atleta. E ali começou uma nova fase: a de fisioterapeuta. E ele iniciou justamente no clube que o abraçou e ao qual dedicou uma passagem curta, mas vitoriosa.
Vitinho hoje é fisioterapeuta do clube, um profissional dedicado que cuida não apenas do time principal, mas também da base, que vive um grande momento.

Sem dúvida nenhuma, Vitinho é uma lenda do clube, e esta homenagem é pelos serviços prestados, pela entrega e pela história que escreveu vestindo e representando o São Cristóvão.


sábado, 29 de novembro de 2025

UMA LENDA CHAMADA BELLOT

 UMA LENDA CHAMADA BELLOT


“A torcida sempre me pedia para voltar. Chegaram mesmo a promover uma campanha chamada “Machuca, Max”, para que eu pudesse ser titular”(futebol pelo Mundo). 


Nome: Josenildo Francisco da Silva Bellot
Data de nascimento: 8/1/1964
Local de nascimento: Goiana – PE
Data de falecimento: 23/3/2012
Local de falecimento: Rio de Janeiro – RJ
Posição: Ex-goleiro

Josenildo Bellot, mais conhecido apenas como Bellot, teve uma trajetória marcada pela dedicação ao futebol e por uma carreira vasta, passando por diversos clubes pelo país. Ao longo dos anos, defendeu equipes como Vila Nova, Goiás, Goiânia, Goiatuba, Anápolis, Atlético-GO, Novorizontino (o antigo), Santo André, Portuguesa, XV de Jaú, Náutico, Porto-PE, Santa Cruz, Juventus-SP, River-PI e União Rondonópolis-MT. No futebol carioca, vestiu as camisas de America, Portuguesa e São Cristóvão, onde construiu grande parte de sua identidade profissional.

Reconhecido como um goleiro de reflexos rápidos e técnica consistente, Bellot, entretanto, não alcançou maior destaque nacional principalmente por conta de sua estatura considerada baixa para a posição—um fator que, à época, pesava bastante nas avaliações de jogadores. Ainda na categoria mirim, protagonizou um fato curioso: acabou se tornando o primeiro goleiro a levar um gol de Romário, em partida do Estadual entre America e Olaria, realizada em 12 de novembro de 1979. O episódio se tornaria uma das histórias mais mencionadas ao relembrar o início da carreira de ambos.

Depois de atuar por tantos clubes, Bellot encerrou sua trajetória como jogador no São Cristóvão, onde também passou a trabalhar como funcionário do clube, desempenhando inúmeras funções. Foi treinador, auxiliar técnico, supervisor, gerente de futebol e até preparador de goleiros, mostrando enorme versatilidade e comprometimento. Mesmo aposentado oficialmente dos gramados, continuou sendo inscrito pelo clube no Boletim Informativo de Registro de Atletas (Bira) da FFERJ, caso surgisse a necessidade emergencial de um goleiro. Por isso, era comum vê-lo treinando, e chegou inclusive a atuar por alguns minutos em partidas oficiais em 2011, acumulando ao mesmo tempo cargos administrativos e técnicos.

A partir do ano 2000, quando voltou definitivamente ao Rio de Janeiro, Bellot iniciou um projeto social que se tornaria uma de suas marcas mais importantes fora de campo. Motivado pelo desejo de contribuir com sua comunidade, passou a desenvolver um trabalho junto à Associação de Moradores de Oswaldo Cruz, dando origem à Escolinha de Futebol Bellot, inaugurada em 26 de fevereiro de 2000. Localizada na rua Nascimento Gurgel, nº 392, a escolinha rapidamente se tornou um ponto de referência no bairro. Em seu período mais próspero, contou com 166 crianças inscritas, todas obrigadas a manter pelo menos 90% de frequência escolar para permanecer no projeto. A principal meta de Bellot era usar o esporte como ferramenta educativa, ocupando o tempo livre das crianças com atividades saudáveis, disciplina e formação social. Aqueles que demonstravam maior talento tinham a chance de ser encaminhados a clubes profissionais.

Entre 2000 e 2012, Bellot atingiu outro feito expressivo: tornou-se o jogador com mais partidas na história do São Cristóvão, acumulando 432 jogos com a camisa cadete—um número que demonstra sua longevidade, sua importância e sua forte ligação com o clube.

O falecimento de Bellot aconteceu justamente no lugar que ele mais amava: o clube onde dedicou grande parte de sua vida. Ele trabalhava diariamente no estádio da Figueira de Melo e, como era de seu hábito, chegava sempre muito cedo — antes mesmo das sete da manhã, horário em que já costumava estar em plena atividade.

Naquele dia, um antigo dirigente do São Cristóvão, Henrique Gaspar, então supervisor de futebol, entrou nas dependências do clube e encontrou Bellot caído no chão, desacordado. Imediatamente acionou o atendimento médico, mas, infelizmente, nada pôde ser feito.

Bellot ainda foi levado às pressas para o Hospital Souza Aguiar, no centro do Rio de Janeiro, porém já chegou sem vida. Seu sepultamento ocorreu no cemitério de Ricardo de Albuquerque, encerrando de maneira triste a trajetória de um profissional que dedicou corpo e alma ao futebol e ao São Cristóvão.

A trajetória de Bellot combina superação, amor ao futebol e compromisso com a formação de jovens atletas. Seu legado permanece vivo tanto nos clubes por onde passou quanto na comunidade que se beneficiou de seu trabalho social e esportivo.






SÃO CRISTÓVÃO x VASCO — ANO 2000
Escalação do São Cristóvão

Josenildo (Thiago); Isaías (Peterson), Alessandro (Índio), Eduardo (Dedé) e Fabrício;
Rodrigo Souto (Benê), Moisés (Alexandre), Dinho (Lúcio) e Fabinho (Careca);
Rodrigão (Baiano) e Bruno (Naldo).
Técnico: Gilson Paulino.

Os comandados do presidente Paulo de Almeida marcaram época naquele ano. Era um time bem organizado e competitivo, que por muito pouco não conseguiu a classificação. O clube vivia um momento de ressurgimento e reconstrução dentro e fora de campo.

A foto — cedida pelo lateral Fabrício — foi tirada na reinauguração da Figueira de Melo. Nela, aparece a antiga arquibancada, já demolida, que comportava cerca de 9 mil torcedores. O evento contou com um amistoso contra o forte Vasco do início dos anos 2000.

O primeiro tempo terminou em 0 a 0, com o São Cristóvão pressionando intensamente. O atacante Bruno teve duas grandes oportunidades de abrir o placar para os donos da casa.

Um detalhe curioso: quem entrou no lugar de Josenildo foi Thiago, hoje conhecido como Thiago Eller, atual preparador de goleiros do Flamengo. À época, ele era o reserva imediato da posição.

Além das boas campanhas no Brasileiro e no Carioca, aquele time protagonizou outra grande atuação no dia 23 de outubro, também na Figueira de Melo, vencendo a Seleção Brasileira Sub-20 por 4 a 0.

Escalação desse jogo:
Thiago Eller; Rafael (Eduardo), Alessandro (Índio), Marcelo (Carlos) e Fabrício;
Moisés, Rodrigo Souto, Leandro “Gaúcho” (Richard) e Alysson;
Dinho e Branco.

Homenagem da equipe de Comunicação e História a um dos grandes ídolos do clube.                                                                                                                                                                                                                                                     





sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Nossa História na Copa Rio


SÃO CRISTÓVÃO E A COPA RIO 


CAMPANHA DO VICE CAMPEONATO 1998. 


São Cristóvão 2x0 Portuguesa- 10/10/1998
São Cristóvão 1x1 CFZ - 17/10/1998
Flamengo 1x1 São Cristóvão -24/10/1998
São Cristóvão 1x1 Portuguesa - 31/10/1998
Cfz 2x2 São Cristóvão - 07/11/1998
São Cristóvão x Flamengo - Flamengo eliminado por escalação irregular de jogador 


Imagem criada por IA: escudos apenas ilustrativos, não são os reais. 



Semifinais 
São Cristóvão 1x0 Volta Redonda- 13/12/1998
Volta Redonda 2x0 São Cristóvão ( penalts 2x4)- 15/12/1998

Final : Fluminense 4x0 São Cristóvão 

Devido à campanha na terceira divisão do Rio de Janeiro (Série B1), o São Cristóvão volta a disputar a Copa Rio em 2026, uma competição tradicional do nosso estado que começou a ser disputada em 1991. Inicialmente, contou com a participação dos grandes clubes do Rio, mas, com o tempo, eles foram se retirando. O primeiro campeão foi o Flamengo. Outro gigante que conquistou o título foi o Vasco, campeão em 1992 e 1993. Apesar de o campeonato não ter sido realizado por alguns anos, ele se tornou parte do calendário para equipes menores.

Começamos a dar destaque, antes de mostrar as outras campanhas do São Criri, ao vice-campeonato de 1998. A equipe eliminou o Flamengo e perdeu a final para o Fluminense, o mesmo time que havia sido rebaixado para a terceira divisão e precisava de um título para não encerrar o ano de forma vexatória (se é que o título da Copa Rio diminuiria algo).

O São Cristóvão fez uma ótima campanha e chegou à última rodada para decidir a vaga contra o Flamengo, mas o time rubro-negro foi eliminado por escalação irregular. Vale lembrar que, diferentemente do Fluminense, que jogou com boa parte dos titulares, o Flamengo entrou em campo com uma equipe alternativa, e o atacante pivô da confusão foi Felipe Michel.

Segundo a FERJ, o jogador estava com a inscrição irregular. O Flamengo passou dias contestando a decisão, o que fez o campeonato ficar paralisado até o veredito final. A FERJ entrou com um ato administrativo para resolver a situação, que acabou comprovando a irregularidade e eliminando o Flamengo.

O Flamengo chegou a propor um triangular final com Fluminense e São Cristóvão, o que foi recusado de imediato pela FERJ. A final da Copa Rio estava marcada para Conselheiro Galvão, estádio do Madureira, mas, devido a esses atrasos, foi transferida para a Rua Bariri, onde o Fluminense venceu por 4x0, resultado que não apaga a ótima campanha da equipe dos Cadetes.

Escação dos Cadetes : Zé Carlos ; Wendel, Cesar, Alexandres e Danilson ;

William( Bebeto), Peterson, Wallace( Marco Aurelio e Fabiano; Gutemberg ( Cristiano ) e Arnaldo. 

Técnico : Duilio 


OUTRAS CAMPANHAS 

1991: 24 participantes- Grupo B -eliminado na quarta posição 

1992: 26 participantes- Grupo A- eliminado na terceira posição

1993 : 22 Participantes - Grupo 1- eliminado na terceira colocação 

1994: 24 participantes- Grupo 2- eliminado na quarta colocação 

1995: 33 participantes - Grupo 1, classificou-se na segunda colcação , Grupo B - quarto colocado e eliminado .

1996 e 1997- Ausente 

1998- Vice Campeão 

de 1999 e 2000- Ausente 

2001 a 2004 -Não teve campeonato 

2005: 15 participantes- Ausente 

2006- Não houve

2007: 25 participantes- Grupo A ( classificado em segundo) Segunda fase eliminou o time do Estácio de Sá. Terceira Fase, Grupo J - eliminado na terceira colocação.

de 2008 a 2023 - não participou 

2023: 24 participantes- Eliminado na primeira fase contra o Olaria 

São Cristóvão 1x1 Olaria ( gol de PHILIPE MATEUS TEIXIRA MACEDO) 

Olaria 1x0 São Cristóvão 

2025: Não participou.


CAMPANHA TOTAL : 63 JOGOS, 16 VITÓRIAS, 19 EMPATES E 28 DERROTAS. MARCOU 47 GOLS E TOMOU 73 GOLS .

Pré Jogo

São Cristóvão x D. Caxias  Alô, torcida do Tovão! O São Cristóvão entra em campo neste sábado, dia 19/09, às 14h45, no Estádio R...