Desde criança, quando desejamos ser jogadores de futebol, nosso objetivo não é apenas rolar uma bola, viver viajando por aí e construir uma carreira sólida. Muitos meninos desejam se tornar ídolos de um clube e ajudar não apenas com títulos, mas também nos momentos mais complexos. É isso que ajuda a reforçar o compromisso com a camisa e a criar um mito de ídolo em torno desse jogador.
Completar 50 jogos pelo São Cristóvão é para poucos jogadores. E ainda ter uma média de jogos regulares com a nossa camisa, aí mesmo é que é para poucos. Em sua carreira no futebol, o jogador Matheus França tem pouco mais de 110 jogos. E parem para pensar: quase metade de seus jogos é com a camisa do Gigante do Subúrbio. Isso não é para qualquer um.
Lateral que pode atuar como zagueiro, é um dos homens de confiança do treinador do São Cristóvão, Diego Brandão. O primeiro encontro entre eles foi na equipe campeã da quinta divisão, o Belford Roxo.
Ainda no começo da já estabelecida quinta divisão carioca, Diego, Matheus e cia. conquistaram o título da competição em 2022. Mas o desafio de Matheus seria bem maior do que vencer pelo Belford Roxo.
O campeão de 1926 e 1937 estava inativo desde 2020. O clube não colocava uma equipe profissional em campo desde então. Os problemas financeiros eram graves, e o risco de extinção era real. Mas as forças do futebol decidiram que um clube tão importante para a história do futebol carioca não poderia acabar. E os “deuses” do futebol escolheram o presidente Machado para recuperar o time e Diego Brandão, o grande responsável por montar uma equipe que, pelo menos, representasse de forma honrosa a camisa branca, preta e rosa.
Um dos guerreiros escolhidos foi justamente Matheus Alves França, de 26 anos, um canhoto de ótima habilidade e grande condição física. O homem que pegou a camisa 6 e disse: “É minha!”. Mostrou que estava ali não apenas por ser um homem de confiança do treinador, mas porque mereceu estar ali — e o futebol recompensou esse cara: vice-campeão da Quinta Divisão e CAMPEÃO da Quarta Divisão Carioca.
Matheus tem passagens por Belford Roxo, Nova Iguaçu, Serrano, Costa Rica EC e Corumbaense. Mas foi no São Cristóvão que ele se tornou uma lenda da lateral e já entrou no panteão dos grandes laterais da história do clube.
Pelo São Cristóvão, são 50 jogos, 14 cartões amarelos, 1 cartão vermelho e 1 gol marcado.
Parabéns ao nosso lateral! Que, neste ano, ele possa continuar conduzindo e ajudando o clube na caminhada de volta à Segundona e, quem sabe, conquistar mais um título com a camisa do Gigante do Subúrbio.

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