quinta-feira, 16 de julho de 2026
O primeiro Convocado
quarta-feira, 15 de julho de 2026
CAPÍTULO 08: O EMPATE AMARGO NO CLÁSSICO SUBURBANO
CAPÍTULO 08: O EMPATE AMARGO NO CLÁSSICO SUBURBANO
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| GOLEIRO PAULINO |
SÃO CRISTÓVÃO 2X2 BANGU
FIGUEIRA DE MELO
13 DE JUNHO
ARBITRO: JOSÉ RAMOS FREITAS SC BRASIL
SCFR : PAULINO; PÓVOA E ZÉ LUIZ; JULINHO, HENRIQUE E ALBERTO; OSWALDO, JABURU, VICENTE, ARTHUR E THEOPHILO.
BANGU: MATTOS; ÁUREO E LUIZ ANTÔNIO; ZÉ MARIA, ARNÔ E CESAR; CRHYSTOLINO,LADISLAU,FAUSTO,BAHIANO E PASTOR.
GOLS: VICENTE E THEOPHILO
O empate foi considerado justo pela crônica esportiva. Foi um jogo franco e aberto, entre duas equipes de técnica apurada. Pelo que se viu em campo, o Bangu havia se preparado muito bem para a partida.
O Bangu contava com um plantel magnífico, com nomes como Fausto, Arnô e Ladislau. Durante boa parte do jogo, foi superior ao São Cristóvão. Com uma técnica mais refinada e maior habilidade, conseguiu se impor diante de um adversário que compensava com muita força física, mas que, pela segunda partida consecutiva, não conseguiu apresentar um bom futebol do ponto de vista técnico.
Essa queda de rendimento técnico esteve diretamente ligada à segunda atuação abaixo do esperado de Julinho, considerado o craque e o cérebro da equipe. Principal articulador do São Cristóvão, ele foi novamente muito mal, assim como já havia acontecido na partida contra o Sítio, desestruturando o funcionamento da equipe dos Cadetes. Outro jogador que também teve atuação discreta foi Henrique.
Com o meio-campo apresentando falhas, o ataque ficou isolado e produziu muito pouco. Os gols do São Cristóvão surgiram graças às jogadas individuais de Vicente e Theophilo, que assumiram a responsabilidade nos momentos decisivos.
Apesar da qualidade de seu elenco, o Bangu vinha fazendo uma campanha irregular e precisava de uma boa atuação para recuperar a confiança. Até então, a equipe não havia convencido no campeonato, mas justamente nessa partida apresentou todo o futebol que se esperava de um time com tanto talento.
O próximo jogo seria o último do primeiro turno e o encontro seria contra os diabos vermelhos da Tijuca. O América em casa receberia o time do São Cristóvão e se arrependeria profundamente do jogo.
HISTORIADOR PAULO JORGE
ESTAGIÁRIO DE COMUNICAÇÃO
quinta-feira, 9 de julho de 2026
Evaristo de Macedo com o manto sagrado!
terça-feira, 7 de julho de 2026
CAPITULO 07: VITÓRIA , MAS UM JOGO RUIM
CAPITULO 07: VITÓRIA , MAS UM JOGO RUIM
ESTÁDIO LARANJEIRAS
DATA: 30/05/1926
ARBITRO: GUILHERME PASTOR- BANGU
SCFR : PAULINO; PÓVOAS E ZÉ LUIZ; JULINHO, HENRIQUE E
ALBERTO; OSWALDO, JABURU, VICENTE, BAIANINHO E THEÓPHILO
SYRIO: COTTA; URUGUAY E HEITOR; LEMOS, ROGÉRIO E RODRIGUES;
RHODAS, EDUARDO, VIOLA,ÁLVARO E AMPHISIO
Gols: Bahianimho, Oswaldo (2x)
Pela primeira vez no campeonato, a crônica esportiva
registrou um São Cristóvão pouco inspirado. A equipe esteve abaixo do seu
padrão habitual e não apresentou o futebol envolvente das rodadas anteriores.
Apesar da vitória no placar, o Syrio fez uma partida superior em diversos
momentos, mas não possuía a mesma qualidade técnica para transformar o bom
desempenho em gols.
O São Cristóvão venceu muito mais pela força física do que
pela técnica. Quando o talento não apareceu como de costume, prevaleceram a
imposição física, a determinação e a experiência da equipe dos Cadetes.
Pelo lado do Syrio, o atacante Viola foi um dos destaques da
partida e deu muito trabalho à dupla de zaga formada por Povôas e Zé Luiz. Os
dois defensores, entretanto, fizeram uma atuação segura e foram apontados como
os melhores jogadores em campo. O jogo foi vencido de virada pelo time dos
cadetes.
Mesmo com uma atuação abaixo do esperado, os jornais da
época mantiveram os elogios ao São Cristóvão, ressaltando a força de uma equipe
que, mesmo sem jogar bem, encontrou recursos para conquistar mais uma
importante vitória na campanha do título de 1926.
Nesse momento , o campeonato estava em disputa. São
Cristóvão, Fluminense e Vasco brigavam pela liderança.
terça-feira, 30 de junho de 2026
CAPITULO 06- A GOLEADA
CAPITULO 06 –
UMA GOLEADA HISTÓRICA
SÃO
CRISTÓVÃO 8X2 SC BRASIL
Estádio
Figueira de Melo
Data:
23/05/2026
Àrbitro:
Heitor De Oliveira
**SCFR:** Paulino; Póvoas e Zé Luiz; Júlio, Henrique e Alberto; Oswaldo, Octávio, Vicente, Arthur e Theóphilo.
No entanto,
a derrota avassaladora foi atribuída quase que inteiramente ao que os jornais
da época chamaram de "imperícia" do goleiro Antoninho, que falhou em
praticamente todos os gols sofridos. O time até começou a partida com bravura,
mas logo foi desmantelado pela equipe dos Cadetes, que demonstrou ser muito
superior e provavelmente venceria mesmo sem a ajuda involuntária do arqueiro
adversário.
Mais uma
vez, o grande diferencial do São Cristóvão foi o treinamento. O preparo físico
da equipe se refletia diretamente dentro de campo, onde o vigor atlético,
aliado à técnica refinada, fazia enorme diferença diante dos adversários.
Desde os
primeiros minutos, o São Cristóvão mostrou agressividade e abriu o placar
rapidamente. Depois disso, o Brasil até conseguiu equilibrar as ações por
alguns instantes e ameaçou os Cadetes, mas foi então que começou o
"show" particular de Antoninho, que passou a cometer falhas
sucessivas.
O primeiro
tempo terminou com uma vantagem confortável de 4 a 0 para o São Cristóvão. Na
etapa final, assim como na primeira, o domínio foi absoluto. O massacre
continuou e novas falhas do goleiro contribuíram para ampliar ainda mais o
placar.
Quando o
marcador já apontava 8 a 0, o São Cristóvão diminuiu o ritmo da partida.
Aproveitando a queda de intensidade do adversário, o Brasil conseguiu marcar
seus gols de honra e amenizar o resultado final.
sábado, 27 de junho de 2026
CAPITULO 05: VENCEMOS O CAMPEÃO
SÃO CRISTÓVÃO 5X0 FLAMENGO - O MASSACRE NA FIGUEIRA DE MELO
CAMPEONATO
CARIOCA 1926
CAÍTULO 05:
A VITÓRIA SOBRE OS CAMPEÕES
Na rodada passada, o São Cristóvão mostrou que não era uma zebra, mas sim uma realidade ao vencer o Vasco por 2 a 1. Dessa vez, o time teria pela frente os campeões de 1925, o Clube de Regatas do Flamengo.
Estádio
Figueira de Melo**
SCFR: Paulinho; Póvoas e Zé Luiz; Júlio, Henrique e Alberto; Oswaldo, Octávio,
Vicente, Arthur e Theóphilo.
FLAMENGO: Batalha; Pennaforte e Hélcio; Japonez, Flávio e Hermínio; Allemand, Aché,
Chagas, Fragoso e Moderato.
Início do
jogo: 15h35
16.05.2026
Gols: Vicente (2x), Arthur “Baianinho”, Jaburu e Octávio.
O São
Cristóvão chegava como realidade e não mais como zebra, e o Flamengo sabia o
que enfrentaria, mas não esperava que o jogo seria um verdadeiro massacre. O
rubro-negro não viu a cor da bola.
A Rua
Figueira de Melo estava lotada. A capacidade do estádio foi ultrapassada em
muito, e o povo que não conseguiu comprar ingressos invadiu as arquibancadas,
derrubando grades e cercas, mas sem qualquer desordem. Tudo ocorreu na mais
perfeita calma; todos só queriam conferir o time que estava se tornando muito
popular contra a equipe que vinha surpreendendo o futebol carioca.
Segundo as
crônicas da época, o Flamengo entrou em campo em desvantagem por estar mal
fisicamente, mal treinado e nem mesmo seu principal craque, Moderato, estava
bem. Ele errou tudo o que tentou graças à atuação da defesa são-cristovense.
Já o
conjunto do São Cristóvão estava, mais uma vez, em perfeitas condições. Apesar
de Julinho ter sido novamente o grande destaque, toda a equipe demonstrou
perfeita harmonia técnica e física. Com um ataque poderoso e uma defesa sólida,
o time encontrou um Flamengo totalmente desorientado, o que facilitou a
goleada.
Mesmo vindo de três vitórias consecutivas, o Flamengo não atuava bem, e o São Cristóvão soube explorar as falhas rubro-negras. No primeiro tempo, a partida já estava praticamente decidida com o placar de 3 a 0. Na etapa final, vieram mais dois gols e o domínio total dos donos da casa.
Uma
informação curiosa é que o primeiro gol foi marcado "com as calças na
mão". Vicente abriu o placar aos 9 minutos, mas, enquanto chutava para o
gol, segurava o calção, já que os botões haviam se arrebentado.
O feito se
tornou ainda maior porque o Flamengo era treinado pelo lendário Flávio Costa, futuro
treinador da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1950 e comandante do famoso
Expresso da Vitória do Vasco nas décadas de 1940 e 1950.
A vitória
marcou o fim de um jejum que durava oito anos, já que o último triunfo do São
Cristóvão sobre o Flamengo havia acontecido em 1918, também na Figueira de
Melo. Curiosamente, naquela ocasião o placar também foi de 5 a 1.
Vitória,
liderança e confiança em alta. No próximo jogo viria uma goleada daquelas que a
história jamais poderia apagar.
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| TIME QUE ENTROU EM CAMPO CONTRA O FLAMENGO |
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| foto colorizada por I.A. |
quinta-feira, 25 de junho de 2026
O FIM DA FIGUEIRA DE MELO - UM PLANO OUSADO
O FIM DA FIGUEIRA DE MELO- VAMOS EMBORA PARA A ILHA.
O Estádio Ronaldo Nazário, em Figueira de Melo, já esteve ameaçado de desaparecer em diversas ocasiões. O local chegou a ter um projeto de ampliação para 40 mil pessoas e quase foi vendido, nos anos 2010, para a construção de prédios residenciais.
Entretanto, a maior ameaça ocorreu em 1971, quando a sede quase foi negociada para viabilizar um projeto gigantesco. A proposta previa que o São Cristóvão abandonasse suas raízes no bairro de São Cristóvão e se mudasse para a Ilha do Governador.
O São Cristóvão sempre conviveu com dificuldades financeiras, principalmente após a década de 1960. Apesar de alguns períodos de sucesso, o clube enfrentou muitos problemas econômicos ao longo de sua história, o que tornava propostas desse tipo bastante tentadoras.
As antigas diretorias tinham um desejo: unir as duas sedes em uma só. Ou seja, transferir a sede náutica para junto da sede de futebol, levando barcos e toda a estrutura para a Figueira de Melo. Por motivos óbvios, isso não era possível.
Com uma sede única, os investimentos poderiam ser concentrados e intensificados. Para isso, o plano era transferir todas as atividades para uma nova sede náutica, localizada na entrada da Ilha do Governador. O projeto também envolveria o desaparecimento de uma favela existente na área.
A diretoria recebeu uma proposta de 8 milhões de cruzeiros para vender a sede da Figueira de Melo e todas as suas dependências, que dariam lugar à construção de prédios comerciais e residenciais. O dinheiro arrecadado seria utilizado na construção de um novo estádio, além da reforma e modernização da sede náutica.
Uma reunião foi realizada com os conselheiros e associados do clube para discutir a proposta. A ideia era destinar 2 milhões de cruzeiros à modernização da sede náutica e os outros 6 milhões à construção de um novo estádio. O local escolhido seria a área ocupada pela comunidade da Nova Holanda, que seria removida — contando, inclusive, com apoio do governo — para dar lugar à nova casa do São Cristóvão.
Um dos grandes porta-vozes desse projeto era Benilton Rodrigues, diretor de futebol do clube. Ele estava cansado de ver o São Cristóvão ser tratado como um pobre coitado e se apresentar como um "mendigo do futebol". Os jogadores conviviam diariamente com a estrutura precária do estádio, atrasos salariais, falta de material e diversas dificuldades. Além disso, reclamavam que tinham desempenho inferior quando atuavam no Maracanã, pois as dimensões do campo eram diferentes das encontradas na Figueira de Melo.
O presidente João Gualberto de Quadros Mendonça recebeu uma herança cruel das administrações anteriores: uma dívida considerada impagável. Com débitos protestados em cartório e credores aparecendo diariamente à porta do clube, ele via na venda do terreno a única solução para salvar as finanças da instituição. Tratava-se justamente da histórica sede da Figueira de Melo, adquirida em definitivo pelo São Cristóvão em 1922.
A situação era tão conturbada que João, inicialmente vice-presidente, assumiu a presidência após o licenciamento de José Ferreira de Agostinho, que lhe deixou uma dívida de cerca de 400 mil cruzeiros. Sócio do clube há muitos anos, João sempre defendeu a ideia de unificar as sedes e enxergava naquele projeto uma oportunidade de reorganizar o São Cristóvão.
Os estudos para a mudança já estavam avançados. A metragem do terreno destinado ao novo estádio havia sido levantada, e a sede náutica, com 28 metros de fundos e 400 metros de frente, seria transformada em um grande centro esportivo, concentrando as atividades sociais e esportivas do clube em um único local.
HISTORIADOR PAULO JORGE
Rodada 02
NOVA CIDADE X SÃO CRISTÓVÃO. Chegamos à segunda rodada da Série B1 Carioca e, jogando fora de casa, o São Cristóvão ficou apena...
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O ÚLTIMO ENCONTRO ENTRE SÃO CRISTÓVÃO X VASCO . O passado nunca deve ser esquecido e sempre precisa ser lembrado, para que possamos estud...













