quinta-feira, 9 de julho de 2026

Evaristo de Macedo com o manto sagrado!

Evaristo de Macedo no São Cristóvão 


AMISTOSO INTERNACIONAL : SÃO CRISTÓVÃO 3X3 DÍNAMO DE ZAGREB
O JOGO QUE EVARISTO DE MACEDO VESTIU A CAMISA DO TROVÃO 
 
Um amistoso que jamais pode ser esquecido pela história.

O time do Dinamo de Zagreb foi participar da Copa Montevidéu e, depois, passou pelo Brasil para disputar uma série de amistosos contra equipes brasileiras. Entre esses jogos, enfrentou o Fluminense e, em uma manobra da diretoria do São Cristóvão, também atuou na Figueira de Melo.

A equipe iugoslava era uma das grandes forças do país e da Europa. Seu elenco contava com jogadores que haviam participado da Copa do Mundo de 1950 e que voltariam a disputar a edição de 1954, além de verdadeiras lendas do futebol local.

O melhor jogador iugoslavo, e também da seleção nacional, foi Cajkovski I. O meia-direita demonstrou toda a sua habilidade, apesar do intenso calor, e era peça-chave no esquema da equipe europeia. Outros dois destaques estavam no gol: Kralj e Horvat I, ambos goleiros que se tornariam grandes jogadores, principalmente o primeiro, que realizou três grandes defesas durante a partida. Outro nome de destaque foi Dvornik, que deu muito trabalho à zaga do São Cristóvão.

O jogo aconteceu na tarde do dia 22 de fevereiro, sob o intenso calor do verão carioca, fator que prejudicou bastante o time iugoslavo e, de certa forma, beneficiou a equipe carioca. Por isso, os europeus optaram por um estilo baseado na troca de passes e pouca correria, enquanto o São Cristóvão buscava acelerar o ritmo da partida.

A diretoria do São Cristóvão, entretanto, entendeu que, para enfrentar uma equipe tão qualificada, precisava de reforços. Assim, acertou o empréstimo de dois jogadores apenas para aquele compromisso: o ponta Carlinhos, do Vasco da Gama, e um jovem que estava deixando o Madureira para acertar com o Flamengo, Evaristo de Macedo.

Os reforços pouco puderam fazer. A crônica esportiva da época afirmou que a entrada de ambos descaracterizou o esquema da equipe, fazendo o São Cristóvão render abaixo do esperado. Segundo os jornais, o empate só aconteceu devido a um erro grotesco da arbitragem, que assinalou um pênalti inexistente no fim da partida.

O São Cristóvão entrou em campo com: Hélio; Ratão (Índio) e Aloísio; Índio (Manfredo), Geraldo e Elau (Severino); Nei, Evaristo, Humberto, Nelsinho, Ivan e Carlinhos.

O Dinamo alinhou com: Kralj; Horvat I e Crnovic; Mantula, Horvat II e Boškov; Liposinovic, Cajkovski I, Osojnik, Dvornik e Cajkovski II.

Os gols do São Cristóvão foram marcados por Evaristo, Humberto e Carlinhos. Curiosamente, apesar de a crônica esportiva afirmar que os reforços pouco contribuíram e até atrapalharam o funcionamento coletivo da equipe, foram justamente eles que ajudaram o clube suburbano a conquistar o empate. Pelo Dinamo, marcaram Mantula e Liposinovic, duas vezes.

Mas como esse jogo aconteceu?

O presidente do clube, Arduino Toneloto, usou sua influência nos bastidores do futebol para trazer a equipe, que estava em excursão pelo Rio de Janeiro, aproveitando a oportunidade para arrecadar uma boa renda. Ele foi pessoalmente negociar com dirigentes da Federação e do clube europeu, conseguindo acertar o amistoso, garantir um cachê pela partida e ainda ficar com toda a renda do jogo, que totalizou C$ 56.476,90.

Entre as lendas que estiveram em campo, destaca-se o goleiro Ivica Horvat, reserva naquela ocasião, que se tornaria o sétimo jogador que mais vezes defendeu a seleção iugoslava como goleiro, ultrapassando a marca de 60 partidas.

A partida foi morna. O Dinamo de Zagreb valorizava a posse de bola e trocava passes com tranquilidade, enquanto o São Cristóvão tentava sair para o jogo em velocidade. A equipe suburbana abriu o placar, sofreu a virada, conseguiu marcar o segundo gol e, já no fim da partida, o árbitro José Monteiro assinalou um pênalti bastante contestado, permitindo que o São Cristóvão chegasse ao empate por 3 a 3.



terça-feira, 7 de julho de 2026

CAPITULO 07: VITÓRIA , MAS UM JOGO RUIM

 CAPITULO 07: VITÓRIA , MAS UM JOGO RUIM 


Até então uma campanha quase perfeita do São Cristóvao , o penukltimo jogo da primeira fase era o encotnro dos times que colocaram no cenário do futebol Le^`onidas da Silva, que jogou no clube dos cadetes com 15 anos e com 18 anos jogava e marcada diversos gols no Syrio Libanês. 

No carioca, o São Cristóvão chegava com 6 vitórias e uma derrota( para o Flunminense na segunda rodada). O jogo foi disputado nas Larjanjeiras e foi um jogo morno e fraco. 

ESTÁDIO LARANJEIRAS

DATA: 30/05/1926

ARBITRO: GUILHERME PASTOR- BANGU

SCFR : PAULINO; PÓVOAS E ZÉ LUIZ; JULINHO, HENRIQUE E ALBERTO; OSWALDO, JABURU, VICENTE, BAIANINHO E THEÓPHILO

SYRIO: COTTA; URUGUAY E HEITOR; LEMOS, ROGÉRIO E RODRIGUES; RHODAS, EDUARDO, VIOLA,ÁLVARO E AMPHISIO

Gols: Bahianimho, Oswaldo (2x)

Pela primeira vez no campeonato, a crônica esportiva registrou um São Cristóvão pouco inspirado. A equipe esteve abaixo do seu padrão habitual e não apresentou o futebol envolvente das rodadas anteriores. Apesar da vitória no placar, o Syrio fez uma partida superior em diversos momentos, mas não possuía a mesma qualidade técnica para transformar o bom desempenho em gols.

O São Cristóvão venceu muito mais pela força física do que pela técnica. Quando o talento não apareceu como de costume, prevaleceram a imposição física, a determinação e a experiência da equipe dos Cadetes.

Pelo lado do Syrio, o atacante Viola foi um dos destaques da partida e deu muito trabalho à dupla de zaga formada por Povôas e Zé Luiz. Os dois defensores, entretanto, fizeram uma atuação segura e foram apontados como os melhores jogadores em campo. O jogo foi vencido de virada pelo time dos cadetes.

Mesmo com uma atuação abaixo do esperado, os jornais da época mantiveram os elogios ao São Cristóvão, ressaltando a força de uma equipe que, mesmo sem jogar bem, encontrou recursos para conquistar mais uma importante vitória na campanha do título de 1926.

Nesse momento , o campeonato estava em disputa. São Cristóvão, Fluminense e Vasco brigavam pela liderança. 




HISTORIADOR PAULO JORGE 


terça-feira, 30 de junho de 2026

CAPITULO 06- A GOLEADA

 

CAPITULO 06 – UMA GOLEADA HISTÓRICA

SÃO CRISTÓVÃO 8X2 SC BRASIL

Estádio Figueira de Melo

Data: 23/05/2026

Àrbitro: Heitor De Oliveira



**SCFR:** Paulino; Póvoas e Zé Luiz; Júlio, Henrique e Alberto; Oswaldo, Octávio, Vicente, Arthur e Theóphilo.

 **SC Brasil:** Antoninho; Bianco e Raymundo; Juca, Lincoln e Neves; Waldemar, Byza, Ondino, Octávio e Ary.

 **Gols:** Oswaldo (3x), Vicente (2x), Theóphilo (2x) e Jaburu.

 Diferentemente do jogo contra o Vila Isabel, a partida diante do SC Brasil recebeu uma cobertura maior da imprensa devido à excelente campanha do São Cristóvão. A equipe do Brasil era considerada tecnicamente limitada, mas vista como uma equipe perigosa por sua disciplina tática. Seus jogadores seguiam rigorosamente os treinamentos e esquemas de jogo, o que lhes rendia certo destaque no futebol carioca.

 


No entanto, a derrota avassaladora foi atribuída quase que inteiramente ao que os jornais da época chamaram de "imperícia" do goleiro Antoninho, que falhou em praticamente todos os gols sofridos. O time até começou a partida com bravura, mas logo foi desmantelado pela equipe dos Cadetes, que demonstrou ser muito superior e provavelmente venceria mesmo sem a ajuda involuntária do arqueiro adversário.

 

Mais uma vez, o grande diferencial do São Cristóvão foi o treinamento. O preparo físico da equipe se refletia diretamente dentro de campo, onde o vigor atlético, aliado à técnica refinada, fazia enorme diferença diante dos adversários.

 



Desde os primeiros minutos, o São Cristóvão mostrou agressividade e abriu o placar rapidamente. Depois disso, o Brasil até conseguiu equilibrar as ações por alguns instantes e ameaçou os Cadetes, mas foi então que começou o "show" particular de Antoninho, que passou a cometer falhas sucessivas.

 

O primeiro tempo terminou com uma vantagem confortável de 4 a 0 para o São Cristóvão. Na etapa final, assim como na primeira, o domínio foi absoluto. O massacre continuou e novas falhas do goleiro contribuíram para ampliar ainda mais o placar.

 

Quando o marcador já apontava 8 a 0, o São Cristóvão diminuiu o ritmo da partida. Aproveitando a queda de intensidade do adversário, o Brasil conseguiu marcar seus gols de honra e amenizar o resultado final.

 


sábado, 27 de junho de 2026

CAPITULO 05: VENCEMOS O CAMPEÃO

 SÃO CRISTÓVÃO 5X0 FLAMENGO - O MASSACRE NA FIGUEIRA DE MELO 


CAMPEONATO CARIOCA 1926

CAÍTULO 05: A VITÓRIA SOBRE OS CAMPEÕES

 Na rodada passada, o São Cristóvão mostrou que não era uma zebra, mas sim uma realidade ao vencer o Vasco por 2 a 1. Dessa vez, o time teria pela frente os campeões de 1925, o Clube de Regatas do Flamengo.

Estádio Figueira de Melo**

SCFR: Paulinho; Póvoas e Zé Luiz; Júlio, Henrique e Alberto; Oswaldo, Octávio, Vicente, Arthur e Theóphilo.

FLAMENGO: Batalha; Pennaforte e Hélcio; Japonez, Flávio e Hermínio; Allemand, Aché, Chagas, Fragoso e Moderato.

Início do jogo: 15h35

16.05.2026

Gols: Vicente (2x), Arthur “Baianinho”, Jaburu e Octávio.

O São Cristóvão chegava como realidade e não mais como zebra, e o Flamengo sabia o que enfrentaria, mas não esperava que o jogo seria um verdadeiro massacre. O rubro-negro não viu a cor da bola.

A Rua Figueira de Melo estava lotada. A capacidade do estádio foi ultrapassada em muito, e o povo que não conseguiu comprar ingressos invadiu as arquibancadas, derrubando grades e cercas, mas sem qualquer desordem. Tudo ocorreu na mais perfeita calma; todos só queriam conferir o time que estava se tornando muito popular contra a equipe que vinha surpreendendo o futebol carioca.

Segundo as crônicas da época, o Flamengo entrou em campo em desvantagem por estar mal fisicamente, mal treinado e nem mesmo seu principal craque, Moderato, estava bem. Ele errou tudo o que tentou graças à atuação da defesa são-cristovense.

Já o conjunto do São Cristóvão estava, mais uma vez, em perfeitas condições. Apesar de Julinho ter sido novamente o grande destaque, toda a equipe demonstrou perfeita harmonia técnica e física. Com um ataque poderoso e uma defesa sólida, o time encontrou um Flamengo totalmente desorientado, o que facilitou a goleada.

 Mesmo vindo de três vitórias consecutivas, o Flamengo não atuava bem, e o São Cristóvão soube explorar as falhas rubro-negras. No primeiro tempo, a partida já estava praticamente decidida com o placar de 3 a 0. Na etapa final, vieram mais dois gols e o domínio total dos donos da casa.

Uma informação curiosa é que o primeiro gol foi marcado "com as calças na mão". Vicente abriu o placar aos 9 minutos, mas, enquanto chutava para o gol, segurava o calção, já que os botões haviam se arrebentado.

O feito se tornou ainda maior porque o Flamengo era treinado pelo lendário Flávio Costa, futuro treinador da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1950 e comandante do famoso Expresso da Vitória do Vasco nas décadas de 1940 e 1950.

A vitória marcou o fim de um jejum que durava oito anos, já que o último triunfo do São Cristóvão sobre o Flamengo havia acontecido em 1918, também na Figueira de Melo. Curiosamente, naquela ocasião o placar também foi de 5 a 1.

Vitória, liderança e confiança em alta. No próximo jogo viria uma goleada daquelas que a história jamais poderia apagar.






TIME QUE ENTROU EM CAMPO CONTRA O FLAMENGO 

foto colorizada por I.A.



quinta-feira, 25 de junho de 2026

O FIM DA FIGUEIRA DE MELO - UM PLANO OUSADO

 O FIM DA FIGUEIRA DE MELO- VAMOS EMBORA PARA A ILHA. 



O Estádio Ronaldo Nazário, em Figueira de Melo, já esteve ameaçado de desaparecer em diversas ocasiões. O local chegou a ter um projeto de ampliação para 40 mil pessoas e quase foi vendido, nos anos 2010, para a construção de prédios residenciais.

Entretanto, a maior ameaça ocorreu em 1971, quando a sede quase foi negociada para viabilizar um projeto gigantesco. A proposta previa que o São Cristóvão abandonasse suas raízes no bairro de São Cristóvão e se mudasse para a Ilha do Governador.

O São Cristóvão sempre conviveu com dificuldades financeiras, principalmente após a década de 1960. Apesar de alguns períodos de sucesso, o clube enfrentou muitos problemas econômicos ao longo de sua história, o que tornava propostas desse tipo bastante tentadoras.



As antigas diretorias tinham um desejo: unir as duas sedes em uma só. Ou seja, transferir a sede náutica para junto da sede de futebol, levando barcos e toda a estrutura para a Figueira de Melo. Por motivos óbvios, isso não era possível.

Com uma sede única, os investimentos poderiam ser concentrados e intensificados. Para isso, o plano era transferir todas as atividades para uma nova sede náutica, localizada na entrada da Ilha do Governador. O projeto também envolveria o desaparecimento de uma favela existente na área.

A diretoria recebeu uma proposta de 8 milhões de cruzeiros para vender a sede da Figueira de Melo e todas as suas dependências, que dariam lugar à construção de prédios comerciais e residenciais. O dinheiro arrecadado seria utilizado na construção de um novo estádio, além da reforma e modernização da sede náutica.

Uma reunião foi realizada com os conselheiros e associados do clube para discutir a proposta. A ideia era destinar 2 milhões de cruzeiros à modernização da sede náutica e os outros 6 milhões à construção de um novo estádio. O local escolhido seria a área ocupada pela comunidade da Nova Holanda, que seria removida — contando, inclusive, com apoio do governo — para dar lugar à nova casa do São Cristóvão.

Um dos grandes porta-vozes desse projeto era Benilton Rodrigues, diretor de futebol do clube. Ele estava cansado de ver o São Cristóvão ser tratado como um pobre coitado e se apresentar como um "mendigo do futebol". Os jogadores conviviam diariamente com a estrutura precária do estádio, atrasos salariais, falta de material e diversas dificuldades. Além disso, reclamavam que tinham desempenho inferior quando atuavam no Maracanã, pois as dimensões do campo eram diferentes das encontradas na Figueira de Melo.






O presidente João Gualberto de Quadros Mendonça recebeu uma herança cruel das administrações anteriores: uma dívida considerada impagável. Com débitos protestados em cartório e credores aparecendo diariamente à porta do clube, ele via na venda do terreno a única solução para salvar as finanças da instituição. Tratava-se justamente da histórica sede da Figueira de Melo, adquirida em definitivo pelo São Cristóvão em 1922.

A situação era tão conturbada que João, inicialmente vice-presidente, assumiu a presidência após o licenciamento de José Ferreira de Agostinho, que lhe deixou uma dívida de cerca de 400 mil cruzeiros. Sócio do clube há muitos anos, João sempre defendeu a ideia de unificar as sedes e enxergava naquele projeto uma oportunidade de reorganizar o São Cristóvão.

Os estudos para a mudança já estavam avançados. A metragem do terreno destinado ao novo estádio havia sido levantada, e a sede náutica, com 28 metros de fundos e 400 metros de frente, seria transformada em um grande centro esportivo, concentrando as atividades sociais e esportivas do clube em um único local.


HISTORIADOR PAULO JORGE 

quarta-feira, 24 de junho de 2026

A HISTÓRIA DE NOSSO HINO

     QUEM FOI LAMARTINE BABO ? 

Fonte: Wikipédia

 Quando se fala na história da música popular brasileira, poucos nomes foram tão versáteis e influentes quanto Lamartine Babo. Compositor, cantor, humorista, radialista e teatrólogo, ele marcou profundamente a cultura nacional durante a primeira metade do século XX, tornando-se uma das figuras mais importantes da chamada Era do Rádio.

Lamartine de Azeredo Babo nasceu no Rio de Janeiro, em 10 de janeiro de 1904. Desde cedo demonstrou interesse pela música e pelas artes, participando de atividades culturais ainda na juventude. Sua carreira ganhou impulso na década de 1920, período em que o rádio começava a se consolidar como o principal meio de comunicação de massa do país.

Dotado de grande criatividade e senso de humor, Lamartine destacou-se pela composição de marchinhas carnavalescas que rapidamente conquistaram o público. Entre seus maiores sucessos estão canções como "O Teu Cabelo Não Nega", "Linda Morena", "Cantores do Rádio" e "História do Brasil", obras que atravessaram gerações e se tornaram parte do patrimônio musical brasileiro.

Durante as décadas de 1930 e 1940, suas músicas dominaram os carnavais do Rio de Janeiro e de diversas cidades do país. Suas composições misturavam irreverência, sátira social e melodias de fácil assimilação, características que ajudaram a popularizar o gênero das marchinhas carnavalescas. Muitas de suas canções refletiam aspectos do cotidiano brasileiro, utilizando humor e crítica de maneira leve e acessível.

Além de sua contribuição para a música popular, Lamartine Babo entrou para a história do esporte brasileiro por um feito singular. Na década de 1940, compôs os hinos de diversos clubes de futebol do Rio de Janeiro. Entre eles estão os hinos de Flamengo, Fluminense, Botafogo, Vasco da Gama, América, Bangu, São Cristóvão, Madureira, Olaria e outros clubes cariocas. Curiosamente, embora fosse torcedor do América Futebol Clube, conseguiu criar canções que se tornaram símbolos de identidade para torcedores de diferentes equipes.

Sua capacidade de compreender a paixão popular pelo futebol fez com que esses hinos permanecessem vivos por décadas, sendo cantados até hoje nos estádios e em eventos esportivos. Poucos compositores brasileiros conseguiram deixar uma marca tão forte tanto na música quanto no esporte.

Lamartine também foi um dos pioneiros do entretenimento radiofônico nacional. Trabalhou em programas humorísticos, escreveu roteiros e participou de produções que ajudaram a consolidar o rádio como uma das principais formas de diversão dos brasileiros. Sua versatilidade permitiu que transitasse entre diferentes áreas da cultura, sempre com criatividade e talento.

Ao longo de sua carreira, recebeu o reconhecimento do público e de seus colegas artistas, tornando-se uma referência da música popular brasileira. Sua obra ajudou a definir a identidade sonora de uma época marcada pela ascensão do rádio, pelo fortalecimento do carnaval e pela popularização do futebol.

Lamartine Babo faleceu em 16 de junho de 1963, no Rio de Janeiro, aos 59 anos. Apesar de sua morte, seu legado permanece vivo. Suas marchinhas continuam presentes nos carnavais, seus hinos ecoam nos estádios e sua contribuição para a cultura brasileira segue sendo lembrada como uma das mais importantes do século XX.

Mais do que um compositor de sucesso, Lamartine Babo foi um dos grandes intérpretes da alma popular brasileira, transformando em música o humor, a paixão e a alegria de seu tempo.

Em 1943, a pedido do programa de rádio Trem da Alegria, Lamartine Babo compôs os hinos dos clubes que disputavam o Campeonato Carioca. Os clubes já possuíam hinos oficiais, e esse seria um hino secundário.Quem fez o convite para o trabalho foi Mebar Boscoli.

Lamartine criou os hinos com alegria e bom humor, mas procurando destacar as características de cada clube.

O torcedor do América

Existem diversas versões sobre como Lamartine escreveu o hino do América e os demais hinos, mas a mais aceita é a contada por Sobrinho Sargentelli. Segundo ele, levaram Lamartine para um apartamento na Rua Senador Dantas, no Centro do Rio, onde havia uma geladeira abastecida com comida. Durante cinco ou seis dias, seguranças permaneceram na porta e só o deixaram sair quando todos os hinos estavam concluídos.

No dia 10 de janeiro de 1944, quando completava 40 anos, Lamartine apresentou pela primeira vez todos os hinos em uma única noite, no Teatro João Caetano, marcando um momento histórico da música e do futebol carioca.

HINOS ESCRITOS 

Lamartine Babo ficou famoso por compor os hinos de praticamente todos os grandes clubes cariocas na década de 1940. Eles foram criados originalmente para um programa de rádio e acabaram sendo adotados oficialmente ou popularmente pelas torcidas.

Os principais hinos compostos por Lamartine Babo são:

  • Clube de Regatas do Flamengo 
  • Fluminense Football Club
  • Botafogo de Futebol e Regatas 
  • Club de Regatas Vasco da Gama 
  • America Football Club 
  • Bangu Atlético Clube
  • São Cristóvão de Futebol e Regatas
  • Madureira Esporte Clube
  • Olaria Atlético Clube
  • Bonsucesso Futebol Clube
  • Canto do Rio Foot-Ball Club

A HISTÓRIA DO NOSSO .

Fonte: Matheus- Chefe de Comunicação 


O disco com os doze hinos foi lançado e o do São Cristóvão se diferenciava em dois pontos: quem cantava e o estilo da musica. 

O hino, escrito por Babo, exalta o orgulho e a tradição de um dos clubes mais antigos do Rio de Janeiro. Como referência histórica, cita a Rua Figueira de Melo, uma das mais conhecidas da cidade, anteriormente chamada de Rua da Feira. A rua é símbolo de luta, e sua história se confunde com a trajetória do clube.

Talvez a parte mais bonita seja a homenagem feita ao nosso maior ídolo de todos os tempos, Cantuária. A letra também valoriza e fortalece a relação do bairro com o subúrbio. Apesar de estar localizado no antigo Bairro Imperial, onde residiam a realeza e a nobreza, o clube nasceu tipicamente suburbano, criado e construído por suburbanos e militares. Surgindo antes do coirmão Vasco e do próprio Gigante da Colina, o clube levava o subúrbio para junto da elite carioca.

O arranjo musical foi gravado justamente por uma banda militar, remetendo à criação do clube. Trata-se de uma marcha militar suave e leve, mas que resgata suas raízes e sua identidade.

Se você escutar o disco, vai perceber que os hinos do nosso querido clube e do Vasco são interpretados por outro cantor. Já o intérprete do nosso hino foi Silvio Caldas, grande artista da era de ouro do rádio e torcedor apaixonado do clube. Neste blog, eu já contei a história dele. Basta acessar o link e conferir o texto!


https://resgatesaocricrifr.blogspot.com/2025/09/hino-do-sao-cristovao-silvio-caldas.html

HISTORIADOR PAULO JORGE 



quinta-feira, 18 de junho de 2026

Copa Rio 2026

Jogo de Abertura da Copa Rio .
São Cristóvão0x0 Araruama 
Estadio Ronaldo Nazario 

 

São Cristóvão 0x0 Araruama

O jogo começou com os Cadetes pressionando, mas deixando espaços para o Araruama chegar com perigo.

As duas equipes criaram boas oportunidades, mas quem levou mais perigo foi o São Cristóvão. Kelvin arriscou um lindo chute que explodiu na trave, levando perigo ao gol adversário.

O camisa 15 do Araruama deu um pisão no camisa 19, Vitinho, em uma entrada dura e desnecessária, que resultou em sua expulsão. Com isso, o Araruama passou a jogar com 10 atletas.

Mesmo com um jogador a menos, o Araruama soube explorar bem as falhas defensivas do Trovão.

O São Cristóvão mantém a posse de bola e leva perigo, mas não consegue concluir as jogadas. Falta caprichar mais no último terço do campo.

Até o momento, o destaque da equipe é o camisa 10, Kelvin, que vem sendo o jogador mais perigoso contra a meta do Araruama.

O time adversário tem parado praticamente todas as jogadas com faltas.

Na trave! Caio Felipe dividiu a bola, levou a melhor e, já dentro da área, soltou um balaço que explodiu no canto superior direito do goleiro do Araruama.

Fim do primeiro tempo. O São Cristóvão pressionou bastante, mas não conseguiu chegar ao gol. A equipe precisa melhorar o passe final e, principalmente, aproveitar a vantagem numérica, já que o Araruama está jogando com apenas 10 atletas.

O segundo tempo começou da mesma forma que terminou o primeiro: São Cristóvão em cima, mas errando alguns passes bobos.

Em um contra-ataque do Araruama, a bola chegou a balançar as redes. Após uma dividida entre o goleiro e o atacante, a bola morreu no fundo do gol, mas o lance foi anulado pela arbitragem.

Preocupação para o São Cristóvão: o camisa 10, Kelvin, deixou o campo lesionado e foi substituído pelo camisa 20, Deco.

O Araruama se fechou defensivamente, mas continuou explorando os erros da equipe do São Cristóvão.

Substituições do São Cristóvão:

  • Entrou o camisa 17 Pelezinho 

  •  saiu o camisa 7, Alan Dayvid.

  • Entrou o camisa 22 Bolt 

  • Saiu o Camisa 11 Carlinhos 

  • Saiu o Camisa 2 Kelvim 

  • Falta um que entrou 

O camisa 8 Coutinho  do São Cristóvão foi expulso. Com isso, ambas as equipes passaram a atuar com 10 jogadores.

Quando foi exigido, o nosso camisa 1 Vitor Barretro apareceu muito bem, fazendo importantes defesas e salvando a equipe em momentos decisivos.

Três informações merecem destaque após o jogo de ontem.

A primeira foi a estreia de Bolt na equipe profissional do São Cristóvão. Com apenas 16 anos, ele pode ter se tornado o atleta mais jovem a vestir a camisa do Trovão no time principal — um dado que ainda está sendo pesquisado pelo clube.

Outro grande destaque foi o retorno do ídolo Vitinho aos gramados. Após um ano e meio afastado, ele voltou a atuar demonstrando a mesma segurança e liderança que sempre marcaram sua trajetória. Símbolo de uma geração que ajudou a resgatar o orgulho do São Cristóvão, o nosso ídolo está de volta.

E, para completar, tivemos mais uma estreia que enche a torcida de esperança: a de Pelezinho. Considerado uma das grandes promessas do clube, o jovem deu seus primeiros passos na equipe profissional e mostrou que pode ter um futuro brilhante com a camisa do Trovão.



A equipe fez uma boa partida, mas ficou evidente que ainda está em processo de retomada física. A falta de ritmo de jogo apareceu em alguns momentos, algo natural para este estágio da temporada.

Pensando na sequência da competição, algumas contratações ainda se fazem necessárias para fortalecer o elenco. Por outro lado, alguns setores já demonstram estar bem servidos, como o gol, a defesa e, principalmente, a camisa 10. Kelvin chamou a responsabilidade, assumiu o protagonismo da equipe e foi um dos grandes destaques da partida.

O próximo compromisso do São Cristóvão será no dia 8 de julho, às 14h45, no Estádio Rei Pelé, quando a equipe voltará a campo em busca da sua evolução e de um resultado positivo.

RESULTADOS DA COPA RIO 

  • BONSUCESSO 3X1 CABOFRIENSE 
  • SERRANO 0X0 SÃO GONÇALO 
  • SANTA CRUZ 0X5 PÉROLAS NEGRAS 
  • GOYTACAZ X AMÉRICA( W.O) 
  • DUQUE DE CAXIAS 0X2 OLARIA 
  • MACAÉ 0X0 AMERICANO 
  • BELFORD ROXO 1X3 RESENDE

HISTORIADOR E ACADÊMICO DE JORNALISMO PAULO JORGE 

Rodada 02

NOVA CIDADE X SÃO CRISTÓVÃO.  Chegamos à segunda rodada da Série B1 Carioca e, jogando fora de casa, o São Cristóvão ficou apena...