terça-feira, 16 de junho de 2026

CAPITULO 4: MESTRE X DISCIPULO

 MESTRE X DISCIPULO - SCFR X VASCO 

CAPITULO 04 : MESTRE X DISCIPULO – O DUELO DE VASCO 1X2 SCFR

25 DE ABRIL



**Vasco:** Nelson; Hespanhol e Itália; Nesi, Claudionor e Arthur; Pascoal, Torterolli, Moacyr, Milton e Dininho.

**SCFR:** Paulino; Póvoas e Zé Luiz; Julinho, Henrique e Alberto; Oswaldo, Octávio, Vicente, Arthur e Theophilo.

**Juiz:** João Luiz (Flamengo).

**Gols:** Henrique e Jaburu.

 Uma tarde chuvosa que parecia destinada a ser triste acabou reservando um dos melhores jogos daquele campeonato. O encontro entre criador e criatura não decepcionou. A imprensa estava de olho nas duas sensações da competição: o São Cristóvão, que chegava com duas vitórias e uma derrota, e o Vasco da Gama, atual bicampeão carioca, líder e invicto.Nos três primeiros jogos disputados pela equipe de São Januário, haviam sido registradas três goleadas impressionantes:

* Vasco 5 x 0 Vila Isabel;

* Vasco 6 x 2 Syrio Libanez;

* Vasco 9 x 3 SC Brasil.

Dos três jogos da rodada, este foi o que despertou maior interesse do público. Por isso, a partida foi realizada no campo do Flamengo, na Rua Paysandu.



Os olhares do estádio lotado estavam voltados não apenas para os jogadores, mas também para Vinhaes e Ramon Platero, treinadores das duas equipes. Vinhaes havia sido jogador e aprendera praticamente tudo o que sabia com Platero, o uruguaio campeão pelo Vasco e campeão sul-americano. Os métodos de treinamento, a preparação física e até mesmo a forma de jogar foram inspirados nos ensinamentos de seu mestre. Entretanto, Vinhaes soube adaptar esses conceitos à sua própria realidade. Um de seus métodos de treinamento consistia em levar os atletas do São Cristóvão para correr pelas praias e arredores do Caju e de São Cristóvão.

 E o que se viu em campo foram duas equipes de excelente técnica e preparo físico invejável. Foi uma partida intensa, disputada e admirável sob o aspecto físico, com vários destaques individuais.

 A defesa vascaína, considerada uma das melhores do Rio de Janeiro, teve atuação formidável. Nelson, Hespanhol e Itália trabalharam intensamente durante toda a partida, mas não conseguiram conter por muito tempo o quarteto ofensivo formado por Theophilo, Oswaldo, Arthur e Vicente.

 Ainda assim, o grande nome do São Cristóvão foi Julinho. Atuando tanto na construção ofensiva quanto na recomposição defensiva, o meio-campista apareceu por todos os setores do campo, marcando, distribuindo jogadas e apoiando os companheiros. Sua atuação foi tão completa que acabou sendo apontado como o principal destaque da partida.

Agora os cadetes entravam de vez na disputa pelo titulo, mas faltava uma equipe a ser batida para a mídia dar atenção ao clube: Flamengo . E o rubro-negro conheceria a palavra : humilhação!

HISTORIADOR PAULO 

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