sábado, 24 de janeiro de 2026

HOMENAGEM A NOSSOS ÍDOLOS

 AFFONSINHO- CRAQUE E PROBLEMÁTICO. 


Um verdadeiro craque de sua época, com passagens por equipes gigantes e pela Seleção Brasileira. Um jogador do passado que, certamente, está entre os grandes nomes da história do São Cristóvão. Chegou a ser suspenso pelo clube por problemas relacionados a convocações, mas, enquanto esteve em campo, honrou a camisa branca e foi titular em uma Copa do Mundo.

Affonso Guimarães da Silva, mais conhecido como Affonsinho ou “Affonsinho Delegado”, nasceu em 8 de março de 1914, no então Distrito Federal. Iniciou sua vida futebolística no América-RJ, onde atuou pela primeira vez em 1931 e permaneceu até 1932. Logo em seu primeiro ano no clube, conquistou um título importante: o Campeonato Carioca de 1931, participando de três jogos daquela campanha. Nunca foi titular absoluto, atuando mais como reserva nesse período.

Do América, transferiu-se para o Flamengo, onde jogou no início de 1933 e em 1934. Foi titular, disputou 50 partidas e marcou três gols. Seus números pelo clube foram 18 vitórias, nove empates e 23 derrotas. Foi um período nebuloso do Flamengo, sem títulos, marcado por disputas em torno do profissionalismo e pela falta de um time competitivo.

Affonsinho fazia parte do elenco que terminou na última colocação do Campeonato Carioca de 1933. Apesar de já ser reconhecido como um grande talento, acabou inserido em uma geração ruim do Rubro-Negro, o que prejudicou seu desempenho coletivo e a trajetória do clube naquele momento.

Em 1935, foi negociado com o São Cristóvão, e foi aí que sua vida mudou drasticamente.



Botafogo 3x0 São Cristóvão
Local: General Severiano
Juiz: Virgilio Fredrighi
Gols: Carvalho Leite (2) e Álvaro (pênalti)
Botafogo: Alberto, Albino e Nariz; Afonso, Martim e Canali; Álvaro, Artur, Carvalho Leite, Nilo e Patesko.
São Cristóvão: Francisco, Mário e Zé Luiz; Agrícola, Dodô e Afonsinho; Quintanilha, Joãozinho, Hugo, Ceci e Carreiro.( primeiro jogo do Affonsinho com a camisa do clube. )


                                                                                                                                                                                                                                                       
                                                                                                                                                                                                                                                                    
Affonsinho no Flamengo 

O primeiro ano de Affonsinho no São Cristóvão mostrou que aquele time montado faria história e daria muito trabalho aos chamados gigantes. Em 1935, não houve a disputa do Torneio Início, partindo-se diretamente para o Campeonato Carioca. (Affonsinho não esteve em campo no amistoso contra o Boca Juniors.) Ainda assim, a campanha foi histórica. O São Cristóvão investiu 20 contos de réis para contar com o jogador.

Em 1934, o São Cristóvão já havia alcançado uma colocação sensacional, ficando com o vice-campeonato. Em 1935, a equipe terminou na terceira colocação, mas, comparando as campanhas, apresentou um futebol superior ao do ano anterior.

Comparativo de campanhas:

  • 1934: 12 jogos, 5 vitórias, 4 empates, 3 derrotas, 15 gols pró e 15 gols contra.

  • 1935: 21 jogos, 6 vitórias, 10 empates, 5 derrotas, 42 gols pró e 37 gols contra.

Nesse campeonato, Affonsinho já demonstrava o craque que era, comandando a equipe e assumindo a braçadeira de capitão ao lado de Augusto. Ambos eram os líderes do time, algo refletido nas crônicas da época, que frequentemente o descreviam como um jogador nervoso e de temperamento forte.

Em 1936, a equipe fez uma campanha muito irregular, mas, ainda assim, o jogador continuou sendo o grande destaque do São Cristóvão. Já em 1937, clube e atleta explodiram definitivamente para o cenário nacional.


O ano de 1937 marcou a pacificação do futebol carioca e teve o Fluminense como campeão oficial. No entanto, a história deveria registrar dois campeões, pois o São Cristóvão também conquistou um título naquele período. Vejamos o porquê.

Em 1935, a AMEA aderiu ao profissionalismo e mudou sua razão social, passando a se chamar FMD (Federação Metropolitana de Desportos). Nesse mesmo ano, o Vasco entrou em conflito com a outra liga existente, a Liga Carioca de Futebol, e passou a fortalecer a nova entidade, agora mais estruturada. O Bangu e o São Cristóvão seguiram o mesmo caminho.

Dessa forma, entre os anos de 1933 e 1937, o futebol carioca contou com dois campeões simultâneos, embora a história oficial registre apenas os campeonatos disputados entre 1933 e 1936.

A FMD realizou seu torneio inicial no dia 4 de abril, no Estádio do Vasco, tendo o São Cristóvão como vencedor. Em capítulo à parte, estão narrados os quatro títulos conquistados pelo clube nesse torneio. O campeonato propriamente dito teve início em maio, com a participação de oito equipes, e o São Cristóvão obteve os seguintes resultados:

09/05 – São Cristóvão 3 x 1 Vasco da Gama
16/05 – São Cristóvão 7 x 2 Andaraí
23/05 – São Cristóvão 6 x 2 Carioca
13/06 – São Cristóvão 2 x 1 Madureira
20/06 – São Cristóvão 4 x 3 Olaria
27/06 – São Cristóvão 3 x 1 Bangu
30/06 – São Cristóvão 3 x 0 Botafogo

Com uma campanha impecável, o clube conquistou sete vitórias em sete jogos, de forma incontestável. O Jornal dos Sports, em sua edição de 1º de julho, estampava em suas páginas já amareladas pelo tempo:

“O São Cristóvão, campeão invicto do 1º Torneio da FMD.”

Na realidade, o clube havia adiantado uma de suas partidas, pois em 1º de julho embarcaria com destino ao Peru para iniciar sua primeira excursão internacional. É verdade que ainda restavam quatro ou cinco jogos para o encerramento total do torneio, mas esses resultados não alterariam em nada a classificação final, que já consagrava o São Cristóvão como campeão.

 Esse time comandado pelo Affonsinho sem duvida nenhuma é um dos melhores times dos cadetes de todos os tempos e o jogador mantinha uma regularidade assustadora que mostrava que era um dos maiores jogadores brasileiros e essa regularidade continuou pós unificação, quando ele ajudou a equipe a alcançar a quinta colocação no novo Campeonato Unfiicado .  Affonsinho esteve também na primeira excursão ao exterior que aconteceu em 1937 e também na segunda em 1938.

O brilho dentro do campo , levou a maior premiação que ele poderia ter : a convocação a Copa do Mundo de 1938. O Affonsinho não apenas foi convocado , ele foi foi tituloar em quatro dos cinco jogos da equipe da Copa do Mundo . 

  • BRASIL 6X5 POLÔNIA 
  • BRASIL 1X1 TCHECOSLOVÁQUIA 
  • BRASIL 1X2 ITÁLIA 
  • BRASIL 4X2 SUÉCIA 
Sempre com muito destaque , comandando o meio campo Brasileiro em uma Copa do Mundo . Um canhoto habilidoso que mostrou todo seu temperamento também na Copa . O jogador participou de três competições pela seleção: 

  • SULAMERICANO DE 1936
  • COPA DO MUNDO 1938 
  • COPA ROCA 1939 
CAMPANHA COM A SELEÇÃO: 18 Jogos, 9 Vitórias, 3 Empates e 6 Derrotas- Marcando 1 gol. 

O Affonsinho jogou no São Cristóvão até 1940  e a diretoria fez um verdadeiro leilão para vender o jogador, diversas equipes brigaram pelo seu passe , sendo comprado pelo Fluminense por 40 conto de réis , onde jogou até sua aposentadoria. 

  1. AMÉRICA RJ: 1931 A 1933
  2. FLAMENGO : 1933 E 1934 
  3. SÃO CRISTÓVÃO: 1935 A 1940
  4. FLUMINENSE 1941 A 1946
Jogou 6 anos pelo clube e sem duvidas nenhuma é um dos grandes ídolos. Pelo São Cristóvão foi Campeão Carioca de 1937 e Campeão do Torneio Início em 1937.
AFFONSINHO PELO SÃO CRISTÓVÃO : 121 JOGOS 2 GOLS 

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

IVO SODRÉ- O MAIOR 10 DO CLUBE

 IVO SODRÉ- O MAIOR 10 DO CLUBE 



O que é ser um camisa 10 no futebol antigo? A 10 que já foi de Pelé, eternizada por ele; essa mesma 10 de Alex, Rivelino, Tostão, entre outras feras que escreveram a história do nosso esporte. Mas essa camisa 10 tem sua importância no São Cristóvão?

Sabemos que a camisa lendária do clube é a 9, não apenas porque Ronaldo Fenômeno transformou o número em um símbolo mundial de artilharia e vitórias, mas também porque, nos cadetes, a 9 pertenceu a Luís Sena, craque do passado que jogou na Europa e virou ídolo no Vitória-BA.

Hoje, porém, falaremos de um jogador que quase disputou uma Olimpíada, é ídolo no México, teve problemas contratuais e, por vezes, faltava a jogos do São Cristóvão — não por indisciplina, mas porque estava de serviço na Polícia Militar. Esse jogador é Ivo Sodré.

Uma unanimidade. Todos os ex-jogadores com quem tive a oportunidade de conversar sobre Ivo dizem a mesma coisa: craque de bola, jogador diferenciado, acima da média.


FOTO MELHORADA POR I.A. 

Ivo Sodré nasceu em Niterói, no dia 3 de junho de 1943. Começou sua vida futebolística no Bonsucesso, mas, sem muitas chances, passou por um período de treinamento no Botafogo, onde se aprimorou. Retornou ao Bonsucesso e ali se tornou um craque. Foi convocado para integrar a comissão dos selecionados para as Olimpíadas de 1964 e sagrou-se campeão pela Seleção Brasileira. Jogou no América do México e no Comercial-MS, onde aprontou para cima de Pelé. Também passou pelo América do Rio e pelo Bangu, mas foi no São Cristóvão que se tornou uma lenda.

Ivo Sodré surgiu como um jovem promissor, de grande habilidade, no Bonsucesso, no início dos anos 1960. Já se destacava bastante pela técnica, apesar de ser muito magro, o que o atrapalhou no início da carreira. De 1961 a 1962, ficou treinando entre os profissionais e os juvenis, sempre se destacando, mas não entendia por que nunca era aproveitado no time principal. Segundo pesquisas, mesmo adolescente, já era um dos melhores jogadores do clube.

Apesar da pouca idade, já era considerado um jogador de personalidade. Tentou, então, uma transferência para o América do Rio, iniciativa que ele próprio tentou intermediar, pois estava insatisfeito com sua situação. Ao que tudo indica, porém, foi persuadido a desistir.

Em 1964, uma passagem pelo Botafogo mudaria significativamente sua vida. Viveu um período de experiência no time da Zona Sul e ali aprimorou suas habilidades, evoluindo de tal forma que, ao retornar ao Bonsucesso, tornou-se titular absoluto. Seu destaque foi tão grande que acabou convocado para um período de treinamentos da Seleção Brasileira que participaria das Olimpíadas de 1964. Passou vários dias treinando e se destacando, porém foi cortado na lista final de convocados, acabando por ficar de fora.

Chegou a entrar no decorrer de um jogo-treino contra o Serra Negra E.C.

A título de curiosidade, o Brasil foi eliminado ainda na primeira fase da competição. Estava no grupo com Coreia do Sul, Tchecoslováquia e República Árabe Unida. Nesse mesmo ano, Ivo Sodré passou por uma cirurgia nas amígdalas, na Santa Casa de Jundiaí, cidade onde a seleção treinava, e provavelmente esse foi o motivo do corte.

Ainda em 1964, Ivo Sodré conquistaria um título por uma espécie de “Seleção Brasileira B”.

A seleção brasileira, composta por jogadores de clubes menores da Guanabara (Olaria, Madureira, São Cristóvão e Portuguesa) e do Rio de Janeiro (Canto do Rio), conquistou, em 1964, em Buenos Aires, o 2º Campeonato Sul-Americano da Divisão de Acesso, de maneira invicta.

Médico: Hilton Gosling.
Jogadores: Ari Seixas, Renato, Valtinho, Ari, Elton, Nésio, Fefeu, Franz, Casimiro, Uriel, Zé Carlos, Batata, Ivo Sodré, Zezinho, Luís Carlos, Jair e Enir.
Treinador: Denôni.
Massagista: Nocaute Jack.

Vale lembrar que, em 1962, em Lima, capital do Peru, também de forma invicta, o Brasil havia conquistado o título, daquela vez com jogadores de clubes do interior paulista.

IVO SODRÉ- AMÉRICA -MEX 


De 1968 a 1970, teve uma passagem pelo América do México. Foi vendido pelo Bonsucesso por 20 mil dólares, valor considerado significativo à época. Retornou ao Brasil para jogar pelo América-RJ, porém não chegou a atuar devido a problemas burocráticos. Após resolver essas pendências, transferiu-se para o clube onde se eternizou como o maior camisa 10 da história dos Cadetes.

Entre a saída do México e a chegada ao São Cristóvão, ficou cerca de dois anos parado em razão de entraves burocráticos relacionados à sua transferência internacional. Nesse período, chegou a negociar com o Vasco da Gama, mas, por conta dessas dificuldades, as negociações não avançaram.



América-Mex. Temporada 1968/1969 - Ivo Sdré segundo em Pé 

Em 1973, chegou ao São Cristóvão. Teve uma rápida passagem pelo Comercial-MT, onde viveu uma situação inusitada, e depois retornou aos Cadetes, clube no qual escreveu definitivamente a sua história e encerrou a carreira em 1980.

Abrindo um parêntese, durante sua passagem pelo Comercial, quando a equipe disputava a Primeira Divisão do Campeonato Nacional — sendo, inclusive, o primeiro clube do Mato Grosso a alcançar essa divisão —, ocorreu um episódio marcante. A estreia foi contra o Santos de Pelé. O Esporte Clube Comercial venceu o Santos por 1 a 0, com gol de Gil. No entanto, o lance que ficou para a história foi o chapéu aplicado por Ivo Sodré justamente na lenda Pelé, diante de um público de cerca de 45 mil pessoas, que presenciou aquela vitória lendária.


Ivo Sodré- penúltimo agachado. Fonte: Craques do Rádio 

Quando Ivo Sodré chegou ao São Cristóvão, precisou se dividir com outro emprego: era policial militar. Segundo relatos de jogadores da época — com os quais tive a oportunidade de conversar em encontros realizados no final de 2015 —, era comum o São Cristóvão chegar ao Maracanã para jogar e encontrar o próprio Ivo Sodré responsável pela segurança das ruas ao redor do estádio.

Ivo era o clássico camisa 10: pensador, articulador e distribuidor de jogo. Esteve em campo em partidas memoráveis e jogou o fino da bola quando, em um Maracanã lotado de flamenguistas, com Zico em campo, Ivo Sodré, Sena e Fio Maravilha desafiaram a lógica e, de virada, conduziram a vitória do São Cristóvão sobre o Flamengo.

Ivo Sodré comandou a equipe na segunda maior conquista da história do clube, o Torneio Abelard França. Infelizmente, ele não consta na foto oficial da equipe nem aparece segurando o troféu.

Segundo seu amigo e lateral Peixinho, Sodré estava chateado com a diretoria da época, que não demonstrava interesse em renovar seu contrato. Como forma de protesto, ambos não apareceram na foto oficial, embora Ivo tenha sido o melhor jogador do torneio.

Ivo Sodré chegou ao São Cristóvão em 1972, depois que o clube resolveu — ou, na verdade, ajudou a resolver — os problemas burocráticos pendentes no México. Ele chegou acompanhado de um pacote de reforços:

  1. Dias, zagueiro do América-RJ;

  2. Almir, lateral esquerdo do Campo Grande;

  3. Alexandre, armador, de clube não identificado;

  4. Norival, goleiro da Ponte Preta.

Após 1976, ainda atuou por Bangu e Bonsucesso, retornando posteriormente ao São Cristóvão, onde encerrou a carreira em 1980.


PRIMEIRO JOGO OFICIAL DE IVO SODRÉ 

Olaria 2 x 1 São Cristóvão
Local: Rua Bariri
Árbitro: Antônio Viug
Renda: Cr$ 3.820,00

Gols:

  • Ézio, aos 20 minutos do 1º tempo

  • Fernando, aos 5 minutos do 2º tempo

  • Jorge, aos 27 minutos do 2º tempo

Olaria:
Beto; Aluísio, Mário Tito, Altivo e Mineiro; Gessé e Roberto Pinto; Robertinho, Ézio, Agnaldo e Fernando.

São Cristóvão:
Otávio; Triel, Joel, Dias e Madeira; Arlindo (Santos) e Mafra; Gilbert, Jorge, Ivo Sodré e Humberto (Alex).


APÓS ENCERRAR A CARREIRA CONTINUOU SUA VIDA DE POLICIAL INCLUSIVE SE ENVOLVEU EM UM TIROREIO NA TIJUCA , ONDE ELE PERCEBEU QUE POPULARES ESTAVAM SENDO ASSALTADOS E ACABOU TROCANDO TIRO COM O MELIANTE, ELE ACABOU LEVANTO UM TIRO NA PERNA , PORÉM SEM GRAVIDADE. 


Essa é a nossa homenagem ao grande camisa 10, Ivo Sodré!

domingo, 7 de dezembro de 2025

HOMENAGEM A NOSSOS ÍDOLOS.

ONTEM, HOJE E AMANHÃ- UM ÍDOLO ATUAL. 


Um clube de futebol é feito de ídolos do passado, do presente e daqueles que ainda irão surgir. Não importa a divisão, se tem dois anos ou é centenário, se possui um ou milhões de torcedores — um time de futebol tem ídolos que, com suas vidas, suor e sangue, constroem a história desses clubes.

Mas antes de falar sobre um ídolo recente do clube, que fez e faz parte da reconstrução da instituição, vamos entender o que significa a palavra ídolo:

A palavra “ídolo” significa uma pessoa admirada, respeitada ou amada de forma especial, geralmente por suas qualidades, conquistas ou exemplo. Pode ser alguém famoso (como um jogador de futebol, cantor ou ator) ou até alguém próximo (como um pai, professor ou líder).

Certamente, o nosso Victor não é ator nem cantor, mas foi um jogador de futebol que construiu uma carreira de forma digna e que, assim como um pedreiro que levanta uma casa tijolo por tijolo, ajudou a reconstruir um dos mais importantes clubes do país: o São Cristóvão de Futebol e Regatas.

Um cara vitorioso, que jogou por diversos clubes, foi campeão e hoje é fisioterapeuta do “Cricri”. Vamos conhecer um pouco mais sobre sua maravilhosa história.




foto site: " O Gol"


Foto do time de 2024- instagran do clube


O São Cristóvão tem ídolos lendários que ajudaram por anos a escrever a nossa história: Cantuária, Augusto, Picabéia, Sena, Peixinho, Nélio e tantos outros que marcaram gols, deram passes e estiveram presentes nos piores e melhores momentos do clube.
Hoje, vamos conhecer um cara que foi além: alguém que está presente na reconstrução do São Cristóvão. Mas como assim?

É de conhecimento geral que o São Cristóvão teve seu futebol interrompido em 2020, quase fechando as portas. O clube manteve apenas as categorias de base funcionando e ficou três anos sem equipe profissional. Foi então que o presidente Machado, com muito esforço e dedicação — contra tudo e contra todos — decidiu montar uma nova equipe para recolocar o clube no cenário do futebol carioca.

Os Cadetes voltaram pela Série C (quinta divisão) e, logo de cara, foram vice-campeões, garantindo o acesso imediato para a quarta divisão.

A dedicação dos jogadores seria recompensada em seguida: conquistaram a Série B2 (quarta divisão) e subiram para a terceira. Um feito monstruoso para uma equipe que quase fechou as portas. Entre esses guerreiros estava o nosso homenageado: Victor Hugo da Rosa de Oliveira — o Vitinho.

Victor Hugo Rosa de Oliveira, carioca, nasceu no dia 21 de outubro. Começou sua vida profissional no futebol pelo Bonsucesso F.C., onde jogou de 2011 a 2014, destacando-se como um bom jogador. Pelo Leão do Subúrbio, disputou a Copa Rio, o Campeonato Carioca da Primeira e da Segunda Divisões.

Em 2015, transferiu-se para a Portuguesa da Ilha, onde viveu ótimos momentos, disputando campeonatos importantes. Também atuou nos mesmos torneios pela Lusa, tendo seus melhores anos em 2015 e 2016, período em que foi titular com destaque e peça fundamental da equipe. Conquistou a Copa Rio de 2016.

Chegou a jogar pelo Boa Esporte e pelo América-RJ, embora sem muito destaque. Em 2019, foi para o grande rival do Bonsucesso, o Olaria, para a disputa do Carioca da Segunda Divisão, onde foi titular absoluto, atuando na maior parte das partidas.




fonte: Instagran do clube. 

Depois do Olaria, houve um hiato em sua carreira, período em que, segundo os registros disponíveis, ele não atuou profissionalmente, ficando 2020 e 2021 fora dos gramados. Mas 2022 marcou a volta do jogador — e uma volta gloriosa: um período de títulos. Foi contratado por uma equipe nova, recém-criada e ainda pouco conhecida: o Belford Roxo.

O time da Baixada, chamado Sociedade Esportiva Belford Roxo, foi fundado em 2020 e, em pouco tempo, começou a chamar atenção ao lado de equipes como Maricá, Zinzane e Sampaio Corrêa. O Belford Roxo disputou a quinta divisão e a quarta divisão no ano de 2022 e, de forma meteórica, foi vice-campeão da quinta e conquistou a quarta divisão — com Vitinho sempre presente nessa campanha.

Em 2023, começa sua história com o São Cristóvão.

Como sitado lá em cima, o São Cristóvão estava voltando . Era um projeto arriscado para todos que aceitariam o desafio . Vitinho está em um time na terceiria divisão, já tina disputado primeira e segunda, campeão de Copa Rio , porque aceitaria esse desafio ? Mas ele aceitou e isso faria dele um idolo. 

Uma reconstrução nunca é fácil. Pegar um clube praticamente do zero é um grande desafio — e poderia manchar a carreira de qualquer jogador. Mas Vitinho sabia que, se desse certo, estaria eternizado em uma equipe campeã carioca. Para uma volta, foi além do esperado, e ninguém imaginava que naquele dia 06/08/2023, na final da quinta divisão, aqueles jogadores ficariam eternizados — não pela perda do título, mas pelo resgate do São Cristóvão. E a camisa 19 tinha dono: esse dono era Vitinho.

Perdemos a final, sim. Mas os deuses do futebol deixaram claro que o lugar do São Cristóvão não era ali. Pouco depois, ele estaria novamente em campo, com a mesma camisa 19, contra seu ex-clube, para conquistar um troféu que é um dos mais importantes da história recente do clube. Não pelo fato de ser campeão, nem por ser “apenas” a quarta divisão, mas porque aquele troféu significou a volta de um gigante. E Vitinho estava lá.


Em 2024, o jogador — que em uma eleição foi escolhido entre os melhores zagueiros da história do São Cristóvão — participou da terceira divisão e encerrou sua carreira como atleta. E ali começou uma nova fase: a de fisioterapeuta. E ele iniciou justamente no clube que o abraçou e ao qual dedicou uma passagem curta, mas vitoriosa.
Vitinho hoje é fisioterapeuta do clube, um profissional dedicado que cuida não apenas do time principal, mas também da base, que vive um grande momento.

Sem dúvida nenhuma, Vitinho é uma lenda do clube, e esta homenagem é pelos serviços prestados, pela entrega e pela história que escreveu vestindo e representando o São Cristóvão.


sábado, 29 de novembro de 2025

UMA LENDA CHAMADA BELLOT

 UMA LENDA CHAMADA BELLOT


“A torcida sempre me pedia para voltar. Chegaram mesmo a promover uma campanha chamada “Machuca, Max”, para que eu pudesse ser titular”(futebol pelo Mundo). 


Nome: Josenildo Francisco da Silva Bellot
Data de nascimento: 8/1/1964
Local de nascimento: Goiana – PE
Data de falecimento: 23/3/2012
Local de falecimento: Rio de Janeiro – RJ
Posição: Ex-goleiro

Josenildo Bellot, mais conhecido apenas como Bellot, teve uma trajetória marcada pela dedicação ao futebol e por uma carreira vasta, passando por diversos clubes pelo país. Ao longo dos anos, defendeu equipes como Vila Nova, Goiás, Goiânia, Goiatuba, Anápolis, Atlético-GO, Novorizontino (o antigo), Santo André, Portuguesa, XV de Jaú, Náutico, Porto-PE, Santa Cruz, Juventus-SP, River-PI e União Rondonópolis-MT. No futebol carioca, vestiu as camisas de America, Portuguesa e São Cristóvão, onde construiu grande parte de sua identidade profissional.

Reconhecido como um goleiro de reflexos rápidos e técnica consistente, Bellot, entretanto, não alcançou maior destaque nacional principalmente por conta de sua estatura considerada baixa para a posição—um fator que, à época, pesava bastante nas avaliações de jogadores. Ainda na categoria mirim, protagonizou um fato curioso: acabou se tornando o primeiro goleiro a levar um gol de Romário, em partida do Estadual entre America e Olaria, realizada em 12 de novembro de 1979. O episódio se tornaria uma das histórias mais mencionadas ao relembrar o início da carreira de ambos.

Depois de atuar por tantos clubes, Bellot encerrou sua trajetória como jogador no São Cristóvão, onde também passou a trabalhar como funcionário do clube, desempenhando inúmeras funções. Foi treinador, auxiliar técnico, supervisor, gerente de futebol e até preparador de goleiros, mostrando enorme versatilidade e comprometimento. Mesmo aposentado oficialmente dos gramados, continuou sendo inscrito pelo clube no Boletim Informativo de Registro de Atletas (Bira) da FFERJ, caso surgisse a necessidade emergencial de um goleiro. Por isso, era comum vê-lo treinando, e chegou inclusive a atuar por alguns minutos em partidas oficiais em 2011, acumulando ao mesmo tempo cargos administrativos e técnicos.

A partir do ano 2000, quando voltou definitivamente ao Rio de Janeiro, Bellot iniciou um projeto social que se tornaria uma de suas marcas mais importantes fora de campo. Motivado pelo desejo de contribuir com sua comunidade, passou a desenvolver um trabalho junto à Associação de Moradores de Oswaldo Cruz, dando origem à Escolinha de Futebol Bellot, inaugurada em 26 de fevereiro de 2000. Localizada na rua Nascimento Gurgel, nº 392, a escolinha rapidamente se tornou um ponto de referência no bairro. Em seu período mais próspero, contou com 166 crianças inscritas, todas obrigadas a manter pelo menos 90% de frequência escolar para permanecer no projeto. A principal meta de Bellot era usar o esporte como ferramenta educativa, ocupando o tempo livre das crianças com atividades saudáveis, disciplina e formação social. Aqueles que demonstravam maior talento tinham a chance de ser encaminhados a clubes profissionais.

Entre 2000 e 2012, Bellot atingiu outro feito expressivo: tornou-se o jogador com mais partidas na história do São Cristóvão, acumulando 432 jogos com a camisa cadete—um número que demonstra sua longevidade, sua importância e sua forte ligação com o clube.

O falecimento de Bellot aconteceu justamente no lugar que ele mais amava: o clube onde dedicou grande parte de sua vida. Ele trabalhava diariamente no estádio da Figueira de Melo e, como era de seu hábito, chegava sempre muito cedo — antes mesmo das sete da manhã, horário em que já costumava estar em plena atividade.

Naquele dia, um antigo dirigente do São Cristóvão, Henrique Gaspar, então supervisor de futebol, entrou nas dependências do clube e encontrou Bellot caído no chão, desacordado. Imediatamente acionou o atendimento médico, mas, infelizmente, nada pôde ser feito.

Bellot ainda foi levado às pressas para o Hospital Souza Aguiar, no centro do Rio de Janeiro, porém já chegou sem vida. Seu sepultamento ocorreu no cemitério de Ricardo de Albuquerque, encerrando de maneira triste a trajetória de um profissional que dedicou corpo e alma ao futebol e ao São Cristóvão.

A trajetória de Bellot combina superação, amor ao futebol e compromisso com a formação de jovens atletas. Seu legado permanece vivo tanto nos clubes por onde passou quanto na comunidade que se beneficiou de seu trabalho social e esportivo.






SÃO CRISTÓVÃO x VASCO — ANO 2000
Escalação do São Cristóvão

Josenildo (Thiago); Isaías (Peterson), Alessandro (Índio), Eduardo (Dedé) e Fabrício;
Rodrigo Souto (Benê), Moisés (Alexandre), Dinho (Lúcio) e Fabinho (Careca);
Rodrigão (Baiano) e Bruno (Naldo).
Técnico: Gilson Paulino.

Os comandados do presidente Paulo de Almeida marcaram época naquele ano. Era um time bem organizado e competitivo, que por muito pouco não conseguiu a classificação. O clube vivia um momento de ressurgimento e reconstrução dentro e fora de campo.

A foto — cedida pelo lateral Fabrício — foi tirada na reinauguração da Figueira de Melo. Nela, aparece a antiga arquibancada, já demolida, que comportava cerca de 9 mil torcedores. O evento contou com um amistoso contra o forte Vasco do início dos anos 2000.

O primeiro tempo terminou em 0 a 0, com o São Cristóvão pressionando intensamente. O atacante Bruno teve duas grandes oportunidades de abrir o placar para os donos da casa.

Um detalhe curioso: quem entrou no lugar de Josenildo foi Thiago, hoje conhecido como Thiago Eller, atual preparador de goleiros do Flamengo. À época, ele era o reserva imediato da posição.

Além das boas campanhas no Brasileiro e no Carioca, aquele time protagonizou outra grande atuação no dia 23 de outubro, também na Figueira de Melo, vencendo a Seleção Brasileira Sub-20 por 4 a 0.

Escalação desse jogo:
Thiago Eller; Rafael (Eduardo), Alessandro (Índio), Marcelo (Carlos) e Fabrício;
Moisés, Rodrigo Souto, Leandro “Gaúcho” (Richard) e Alysson;
Dinho e Branco.

Homenagem da equipe de Comunicação e História a um dos grandes ídolos do clube.                                                                                                                                                                                                                                                     





sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Nossa História na Copa Rio


SÃO CRISTÓVÃO E A COPA RIO 


CAMPANHA DO VICE CAMPEONATO 1998. 


São Cristóvão 2x0 Portuguesa- 10/10/1998
São Cristóvão 1x1 CFZ - 17/10/1998
Flamengo 1x1 São Cristóvão -24/10/1998
São Cristóvão 1x1 Portuguesa - 31/10/1998
Cfz 2x2 São Cristóvão - 07/11/1998
São Cristóvão x Flamengo - Flamengo eliminado por escalação irregular de jogador 


Imagem criada por IA: escudos apenas ilustrativos, não são os reais. 



Semifinais 
São Cristóvão 1x0 Volta Redonda- 13/12/1998
Volta Redonda 2x0 São Cristóvão ( penalts 2x4)- 15/12/1998

Final : Fluminense 4x0 São Cristóvão 

Devido à campanha na terceira divisão do Rio de Janeiro (Série B1), o São Cristóvão volta a disputar a Copa Rio em 2026, uma competição tradicional do nosso estado que começou a ser disputada em 1991. Inicialmente, contou com a participação dos grandes clubes do Rio, mas, com o tempo, eles foram se retirando. O primeiro campeão foi o Flamengo. Outro gigante que conquistou o título foi o Vasco, campeão em 1992 e 1993. Apesar de o campeonato não ter sido realizado por alguns anos, ele se tornou parte do calendário para equipes menores.

Começamos a dar destaque, antes de mostrar as outras campanhas do São Criri, ao vice-campeonato de 1998. A equipe eliminou o Flamengo e perdeu a final para o Fluminense, o mesmo time que havia sido rebaixado para a terceira divisão e precisava de um título para não encerrar o ano de forma vexatória (se é que o título da Copa Rio diminuiria algo).

O São Cristóvão fez uma ótima campanha e chegou à última rodada para decidir a vaga contra o Flamengo, mas o time rubro-negro foi eliminado por escalação irregular. Vale lembrar que, diferentemente do Fluminense, que jogou com boa parte dos titulares, o Flamengo entrou em campo com uma equipe alternativa, e o atacante pivô da confusão foi Felipe Michel.

Segundo a FERJ, o jogador estava com a inscrição irregular. O Flamengo passou dias contestando a decisão, o que fez o campeonato ficar paralisado até o veredito final. A FERJ entrou com um ato administrativo para resolver a situação, que acabou comprovando a irregularidade e eliminando o Flamengo.

O Flamengo chegou a propor um triangular final com Fluminense e São Cristóvão, o que foi recusado de imediato pela FERJ. A final da Copa Rio estava marcada para Conselheiro Galvão, estádio do Madureira, mas, devido a esses atrasos, foi transferida para a Rua Bariri, onde o Fluminense venceu por 4x0, resultado que não apaga a ótima campanha da equipe dos Cadetes.

Escação dos Cadetes : Zé Carlos ; Wendel, Cesar, Alexandres e Danilson ;

William( Bebeto), Peterson, Wallace( Marco Aurelio e Fabiano; Gutemberg ( Cristiano ) e Arnaldo. 

Técnico : Duilio 


OUTRAS CAMPANHAS 

1991: 24 participantes- Grupo B -eliminado na quarta posição 

1992: 26 participantes- Grupo A- eliminado na terceira posição

1993 : 22 Participantes - Grupo 1- eliminado na terceira colocação 

1994: 24 participantes- Grupo 2- eliminado na quarta colocação 

1995: 33 participantes - Grupo 1, classificou-se na segunda colcação , Grupo B - quarto colocado e eliminado .

1996 e 1997- Ausente 

1998- Vice Campeão 

de 1999 e 2000- Ausente 

2001 a 2004 -Não teve campeonato 

2005: 15 participantes- Ausente 

2006- Não houve

2007: 25 participantes- Grupo A ( classificado em segundo) Segunda fase eliminou o time do Estácio de Sá. Terceira Fase, Grupo J - eliminado na terceira colocação.

de 2008 a 2023 - não participou 

2023: 24 participantes- Eliminado na primeira fase contra o Olaria 

São Cristóvão 1x1 Olaria ( gol de PHILIPE MATEUS TEIXIRA MACEDO) 

Olaria 1x0 São Cristóvão 

2025: Não participou.


CAMPANHA TOTAL : 63 JOGOS, 16 VITÓRIAS, 19 EMPATES E 28 DERROTAS. MARCOU 47 GOLS E TOMOU 73 GOLS .

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

LUIZ SENA - O 9 ANTES DO RONALDO

ANTES DO RONALDO, EXISTIU SENA 



Certamente um dos maiores jogadores que já vestiu a camisa do Clube São Cristóvão de Futebol e Regatas, Sena foi um dos atacantes mais talentosos e marcantes da história do clube.Nascido e criado nos arredores do campo da Figueira de Melo, ele ajudou a construir a mística da camisa 9 do São Cristóvão — símbolo de garra, técnica e amor pelo futebol suburbano.

Durante nossa entrevista, encerrou a conversa com uma frase que resume perfeitamente seu legado:
“Antes do Ronaldo, existiu um Sena.”




Jorge Luiz Sena nasceu em 25 de abril de 1953, no Distrito Federal, Rio de Janeiro. Desde muito jovem, demonstrou paixão pelo futebol e começou a trilhar o caminho que o levaria aos gramados cariocas.

Sena tentou uma vaga nas categorias de base do Vasco da Gama, mas acabou não conseguindo espaço no elenco cruzmaltino. Foi então que o São Cristóvão de Futebol e Regatas surgiu em sua vida — e ali ele encontrou o clube que marcaria definitivamente sua história e onde construiria seu nome como um dos grandes atacantes do futebol suburbano carioca.



Em 1973, Jorge Luiz Sena chegou ao São Cristóvão graças a um dirigente do clube, que resolveu dar uma oportunidade ao jovem jogador ao perceber seu enorme potencial.

Sena não decepcionou: foi artilheiro da categoria juvenil e rapidamente chamou atenção. Segundo relato do próprio jogador, em uma partida contra o Bangu, os Cadetes venceram por 8 a 0, e todos os oito gols foram marcados por ele — uma atuação que despertou o interesse da comissão técnica do time principal, que na época estava sendo renovado com jovens promissores.

Após apenas um ano no juvenil, em 1974, Sena assinou seu primeiro contrato profissional com o clube. Sua estreia ocorreu logo na primeira rodada da Taça Guanabara de 1974, em um confronto contra o Madureira, vencido pelo São Cristóvão por 2 a 1 — e, como não poderia ser diferente, os dois gols foram de Sena. 

O jogador marcou três gols , mas acabou não ajudando a equipe que foi eliminada no primeiro turno. 

O ano de 1975 foi especial na carreira de Jorge Luiz Sena. Em uma partida válida pelo Campeonato Carioca, o atacante viveu um dos momentos mais marcantes de sua trajetória.

Em um jogo histórico, com atuações brilhantes de Sena e do lendário Fio Maravilha, o São Cristóvão protagonizou uma das maiores zebras do futebol carioca ao vencer o Flamengo de Zico por 3 a 2, de virada.

Aquela partida entrou para a história do clube e também para a memória do próprio Sena, que sempre recorda esse jogo como um dos mais importantes e emocionantes de sua carreira.

Jogos do primeiro turno- Taça Guanabara 

SÃO CRISTÓVÃO 2 X MADUREIRA 1
Local: Ilha do Governador - Rio de Janeiro (GB).
Juiz: Joel Cavalcante Rocha. Auxs.: Evaldo Viana e Azenclever Barre­to.
Renda:Cr$ 3.834,00.
Público: 638.
Gols: Sena, 33 do 1.°, Sena, 35 e José Carlos, 44 do 2.°.
São Cristóvão: Jair, Nélio, Nenen, Dias, Júlio, Ivo Sodré, Badu, Santos, Helvé­cio, Sena e Madeira.
Madureira: Dorival, Orlando, Valtinho, Celso, Adrião, José Luís, Russo, Zé Dias, Luís Carlos, Carlinhos e Paulo César (José Carlos).

SÃO CRISTÓVÃO 1 X CAMPO GRANDE 1
Local: Moça Bonita – Rio de Janeiro (GB)
Juiz: José Roberto Wright
Renda: Cr$ 5.963,00
Gols: Ailton 4’, Sena (pênalti) 23’ do 2.º
São Cristóvão: Jair, Júlio, Nélio, Dias, Nenen, Ivo Sodré, Badu, Santos, Helvé­cio, Sena e Madeira.
Campo Grande: Moacir, Paulo, Biluca, Paulo César, Péricles, Edval, Tião, Neco, Luis Carlos, Aílton e Malizia.

BOTAFOGO 2 X SÃO CRISTÓ­VÃO O
(Preliminar de Fluminense x Olaria.)
Juiz: Aloísio Felisberto da Silva.
Gols: Fischer, 17 do 1.°; Carlos Al­berto. 35 do 2.°.
Botafogo: Ubirajara Alcântara; Mauro Cruz, Chiquinho, Osmar. Marinho, Carlos Roberto, Marco Aurélio, Nilson, Fischer, Puruca (Ferreti) e Dirceu.
Técnico: Zagallo
São Cristóvão: Jair; Neném, Nélio, Dias, Nílton, Madeira, Ivo Sodré, Oliveira, Sena, Badu e Rafa (San­tos).

FLAMENGO 2 X SÃO CRISTÓ­VÃO O
(Preliminar de Botafogo x Olaria)
Juiz: José Roberto Wright.
Gols: Doval, 9 do l.° e 43 do 2.°.
Flamengo: Renato; Rondineli (Nei), Jaime, Vantuir, Vanderlei, Liminha, Geraldo (Zé Mário), Paul nho, Do­val, Zico e Rodrigues Neto.
Técnico: Joubert
São Cristóvão: Jair; Neném, Nélio (Júlio), Dias, Nílton, Badu (Helvé­cio), Ivo Sodré, Madeira, Santos, Oliveira e Sena.

OLARIA 3 X SÃO CRISTÓVÃO O
Local: Teixeira de Castro – Rio de Janeiro (GB)
Juiz; Artur Ribeiro Araújo.
Renda: Cr$ 4.050,00
Público: 607
Gols: Afonsinho, 6, e Antoninho, 41 do 1.°; Calú, 6 do 2.°.
Olaria: Ronaldo; Moreira, Miguel, Djair, Da Costa, Gilberto, Afonsi­nho, Antoninho, Mickey, Calú e Fer­nando (Tanesi).
São Cristóvão: César; Júlio, Nélio, Dias, Nílton, Helvécio, Ivo Sodré, Santos, Sena, Oliveira e Madeira.

VASCO 3 X SÃO CRISTÓVÃO O
Local: São Januário – Rio de Janeiro (GB)
Juiz: Artur Ribeiro Araújo.
Renda: Cr$ 49.440,00
Gols: Roberto, 24 do 1.°; Zanata, 24, e Roberto, 41 do 2.°.
Vasco: Carlos Henrique; Fidélis, Joel, Miguel (Gaúcho), Paulo Cé­sar, Alcir, Zanata, Jorginho, Peres, Roberto e Luís Carlos.
Técnico: Mário Travaglini
São Cristóvão: César (Henrique); Júlio, Nélio, Dias, Milton, Madeira (Ivo Sodré), Zé Paulo, Rafa, Neném, Sena e Badu.

FLUMINENSE l X SÃO CRISTÓ­VÃO O
(Preliminar de Flamengo x Olaria)
Juiz: Néri José Proença.
Gols: Cafuringa, 14 do 2.°.
Fluminense: Félix; Toninho, Brunel, Assis, Marco Antômo, Marquinho (Silveira), Gérson, Cafuringa, Zé Roberto, Mazinho e Gil.
Técnico: Parreira
São Cristóvão: Jair; Júlio (Badu), Hélio, Dias, Milton, Madeira, Zé Paulo, Neném, Helvécio, Sena e Ra­fa (Sílvio).


AMÉRICA 3 X SÃO CRISTÓVÃO O
(Preliminar de Flamengo x Bonsucesso)
Juiz: Carlos Costa.
Gols: Luisinho, 16 e 39, e Gilson Nunes, 44 do 2.°.
América: Rogério; Orlando, Alex, Geraldo, Álvaro, Ivo, Bráulio, Fle­cha, Luisinho, Edu (Mauro) e Gil­son Nunes.
Técnico: Daniel Alvim
São Cristóvão: Jair; Júl:o, Nélio, Dias, Milton, Madeira, Neném (Almir), Rafa, Sena, Zé Paulo e Hel­vécio (Padeiro).

SÃO CRISTÓVÃO l X BANGU O
Local: Bonsucesso – Rio de Janeiro (GB)
Juiz: Geraldino César.
Renda: Cr$ 2.072,00
Público: 235
Gol: Badu, 13 do 2.°.
São Cristóvão: Jair; Neném, Nélio, Dias, Milton, Badu, Almir, Jú­lio, Sena, Zé Paulo (Ivo Sodré) e Helvécio.
Bangu: Sanches; Chumbinho, Lumumba, Serjão, Hamilton, Gaúcho (Paulão), Jaime, Rubinho, Sérgio, Chiquinho e Djair.
Técnico: Aníbal Saraiva


BONSUCESSO O X SÃO CRISTÓVÃO O
Local: Ilha do Governador - Rio de Janeiro (GB)
Juiz: Aluisio Felisberto
Renda: Cr$ 4.392,00
Público: 509
BONSUCESSO: Pedrinho, Natal, Nilo, Nilson, Paulo Henrique, Silva, Cabral, Naldo, Paulo Reina, Acelino e Valinhos
SÃO CRISTÓVÃO: Jair, Neném, Nélio, Dias, Milton. Badu, Ivo Sodré, Nílton, Sena, Almir e Zé Paulo.

SÃO CRISTÓVÃO O X PORTU­GUESA O
Local: Teixeira de Castro - Rio de Janeiro (GB)
Juiz: Joel Cavalcanti Rocha.
Renda: Cr$ 3.272,00
Público: 376
São Cristóvão: Jair; Júlio, Nélio, Nenen, Sinvaldo, Badu, Ivo Sodré, Almir, Milton (Padeirinho), Sena e Zé Paulo (Rafael).
Portuguesa: Norival; Miguel, Moi­sés, Niltinho, Calibé, Carlinhos (Zé Fernandes), Hélio, Didinho, Noé, Russo e Luisinho.


Campeonato Carioca 75 - Primeiro Turno - Taça Guanabara



AMÉRICA 2 X SÃO CRISTÓVÃO 1
Local: Teixeira de Castro
Juiz: José Marçal Filho
Renda: Cr$ 23 710,00
Público: 1 893
Gols: Sena (São Cristóvão, pênalti) 20, Mauro 37 e Ivo 45 do 2º
América: Pais, Fidélis, Alex, Geraldo e Álvaro; Renato, Bráulio (Mauro) e Ivo; Flecha, Manuel (Expedito) e Paulo César.
São Cristóvão: Henrique, Júlio, Nélio, Neném e Peixinho; Alberto (Almir), Madeira e Zé Paulo (Padeirinho);
 Santos, Sena e Fio.


SÃO CRISTÓVÃO 2 x OLARIA 1
Local: Teixeira de Castro
Juiz: Reginaldo Matias
Renda: Cr$ 3 150,00
Público: 306
Gols: Gessê 40 do 1º; Santos 10 e Sena 23 do 2º
Cartão amarelo: Fio, Peixinho, Santos, Gilberto, Clézio e Carlos Antonio
Expulsão: Fio aos 37 do 2º
São Cristóvão: Jair (Henrique), Júlio, Nélio, Neném e Peixinho; Alberto, Almir, Madeira e Badu; Santos, Sena e Fio.
Olaria: Ronaldo, Alves, Mário Tito (Jarbas), Gilberto e Celso; Andreotti, Gessé (Acelino) e Ézio; Carlos Antônio, Aurê e Clécio.
Obs: O goleiro Jair sofreu fratura exposta no dedo anular da mão direita num choque com Aurê



SÃO CRISTOVÃO 1 X FLUMINENSE 5
Local: Maracanã
Juiz: Aloísio Felisberto da Silva
Renda: Cr$ 108.669,00
Público: 11.157
Gols: Nélio (contra) 25', Ze Roberto 35', Silveira (penalti) 56', Gil 65' e 83', Sena 80'
Fluminense: Félix; Toninho, Silveira, Assis e Marco Antonio; Zé Mário, Kléber e Rivelino; Gil, Manfrini e Zé Roberto (Mário Sérgio)
Técnico: Edinho.
São Cristovão: Enrique; Júlio, Nélio, Neném e Peixinho; albeto, Madeira e Almir (Badu), Santos, Sena e Nilton (Ivo Sodré)

BONSUCESSO 1 X SÃO CRISTOVÃO 0
Teixeira de Castro
Árbitro: Hélio Tavares
Cartões Amarelo: Julio,Nenem e Marco Antônio
Renda: Cr$ 7.900,00
Público: 726
Gol: Naldo aos 27 do primeiro tempo
Bonsucesso: Valdir; Miguel,Nilo,Nilson e Carlos Alberto, Silva,Cabral e Samarone( Adãozinho)Naldo, Mickey ( Lima) e Marco Antônio
Técnico: Velha
São Cristovão: Henrique; Julio,Nélio,Nenem e Peixinho; Alberto ( Badu), Ivo Sodré e Almir ( Pandeirinho) Nilton,Sena e Fio


FLAMENGO 2 X SÃO CRISTÓVÃO 3
Local: Maracanã;
Juiz: José Marçal Filho;
Renda: Cr$ 196 564,50;
Público: 21 619;
Gols: Zico (Flamengo) 3 e 39 e Sena 44 do 1º; Sena 36 e Santos 42 do 2º
Flamengo: Renato, Júnior, Jaime, Luís Carlos Rodrigues Neto, Liminha, Geraldo, Edson, Paulinho, Zico e Doval.
Técnico: Joubert
São Cristóvão: Sergio;Julio (Pedirinho), Nelio, Nenem e Peixinho; Badu, Ivo Sodré (Madeira) e Almir; Santos, Fio e Sena

SÃO CRISTÓVÃO 1 X CAMPO GRANDE 1
Local: Teixeira de Castro;
Juiz: Nilson Dias Durão;
Renda: Cr$ 3 470,00;
Público: 298;
Gols: Paulo Roberto (Campo Grande) 15 do 1º e Santos 25 do 2º
Expulsão: Santos (São Cristóvão)
São Cristóvão: Sérgio (Henrique), Júlio, Nélio, Neném e Peixinho; Badu e Ivo Sodré; Santos, Fio, Sena e Almir (Madeira).
Campo Grande: Ubirajara, Edval, Paulo César e Péricles; Jorge (Lírio) e Zé Luis; Jádson, Haroldo (Jorginho), Marçal e Rui.


SÃO CRISTÓVÃO l X MADUREIRA l
Local: Teixeira de Castro;
Juiz: Evaldo Viana;
Renda: Cr$ 4 340,00;
Público: 401;
Gols: Sena 15 e Mingo (Madureira) 44 do 2º
Madureira: Dorival, Orlando, Vagner, Paulo César e Jorge Luis; Rui, Almir (Mingo) e Carioca; Caio, Luis Carlos e Válber (Zé Dias).
São Cristóvão: Jair, Júlio, Nélio, Carlinhos e Peixinho; Badu, Almir e Ivo Sodré; Nilton, Sena e Fio (Zequinha).

BOTAFOGO 5 X SÃO CRISTÓVÃO 1
Local: São Januário
Juiz: Antônio Ribeiro de Araújo
Renda: Cr$ 35 330,00
Público: 2 965
Gols: Cremilson 41 do 1º; Fischer 12, Nilson 14, Marinho 28, Fischer 30 e Peixinho 44 do 2º
Botafogo: Wendell, Miranda, Chiquinho (Marco Aurélio), Mauro Cruz (Osmar) e Marinho; Carbone e Carlos Roberto; Cremilson, Fischer, Nilson e Dirceu.
Técnico: Zagalo
São Cristóvão: Sérgio, Júlio, Nélio, Badu e Peixinho; Neném e Almir; Santos, Sena, Ivo Sodré e Zequinha (Nildo).

BANGU 1 X SÃO CRISTÓVÃO 1
Local: Moça Bonita;
Juiz: Durvalino Perez
Renda: Cr$ 10 720,00
Público: 1 059;
Gols: Chiquinho 28 e Lola 32 do 1º; Sena 10 do 2º
Expulsão: Neném
Bangu: Luis Alberto, Valderi, Serjão, Luis Alberto I e Hamilton; Tomé e Carlinhos; Gilberto, William, Chiquinho e Lola
São Cristóvão: Sérgio, Júlio, Nelio, Neném e Carlinhos; Badu e Madeira; Helvécio, Sena, Fio e Almir

VASCO 6 X SÃO CRISTÓVÃO l
Local: São Januário;
Juiz: José Roberto Wright;
Renda: Cr$ 19 256,00;
Público: 1 916;
Gols: Jair Pereira 25, 26 e 30, e Roberto (pênalti) 41 do 1º; Roberto (pênalti) 3, Sena 30 e Gaúcho 37 do 2º;
Expulsões: Badu e Almir
Vasco: Zé Luís, Paulo César, Joel, Renê, Alfinete (Celso Alonso), Alcir (Gaúcho), Zanata, Carlinhos, Jair Pereira, Roberto e Luís Carlos
Técnico: Mário Travaglini
São Cristóvão: Sérgio, Padeirinho, Júlio, Carlinhos, Peixinho, Badu, Alberto (Almir), Helvécio (NÍlton); Sena, Madeira e Zequinha

PORTUGUESA 1 X SÃO CRISTÓVÃO 1
Local: Ilha do Governador;
Juiz: José Valeriano Correia;
Renda: Cr$ 3 470,00;
Publico: 342;
Gols: Filipe 13 do 19 e Madeira 15 do 29
Portuguesa: Mauro, Calibe, Daniel, Fernando, Laurencir, Jurandir (Filé), Carlinhos, Russo, Botelho, Filipe e Eraldo
São Cristóvão: Jair, Padeirinho, Nêlio, Carlinhos, Peixinho, Nené, Ivo, Madeira, Helvécio (Nilton), Sena e Fio

OLARIA O X SÃO CRISTÓVÃO O
Local: Rua Bariri;
Juiz: José Maria Brandão.
Renda: Cr$ 4 960,00;
Público: 491
Olaria: Ernani, Alves, Mário Tito, Gilberto e Celso, Gérson Andreotti e Gesse (Acelino); Durval, Cabral, Didinho e Ézio (Clésio)
São Cristóvão: Jair, Júlio, Nélio, Neném e Peixinho; Badu e Almir; Helvécio, Sena, Zequinha (Ivo Sodré) e Madeira.

FLUMINENSE 1 X SÃO CRISTÓVÃO 1
(Preliminar de Flamengo x Olaria)
Juiz: Aloísio Felisberto;
Gols: Mário Sérgio 13 e Ivo Sodré 34 do 1º
Expulsão: Cléber;
Cartão amarelo:  Cléber, Edinho e Neném
Fluminense: Roberto, Toninho, Silveira, Edinho e Carlinhos; Zé Mário e Cléber: Gil, Luís Alberto (Carlos Alberto), Erivaldo e Zé Roberto (Mário Sérgio)
Técnico: Paulo Emilio
São Cristóvão: Jair, Júlio, Nélio, Neném e Peixinho; Badu e Ivo Sodré; Helvécio (Padeirinho), Sena, Zequinha e Madeira (Nílton)

CAMPO GRANDE  l X SÃO CRISTÓVÃO O
Local: Ítalo dei Cima;
Juiz: Amauri Ponciano de Aguiar;
Renda: Cr$ 4 050,00;
Público: 401; 
Gol: Marçal 3 do 1º;
Expulsão: Diniz
Campo Grande: Moacir, Haroldo, Edval, Paulo César (Lírio), Pericles,  Alves,  Tiao,  Mazola (Rui), Marçal, Almir ej)iniz
São Cristóvão: Jair, Júlio, Nélio, Carlos, Peixinho,  Badu, Madeira (Almir), Helvécio, Sena, Fio e Ivo Sodré  (Zequinha)

BOTAFOGO 6 X SÃO CRISTÓVÃO 2
Preliminar de Flamengo x Bonsucesso;
Juiz: Néri José Proença;
Gols: Ademir 4, Nilson 16, Fischer 25 e Júlio 38 do 1º; Fischer l, Sena 7, Cremílson 17 e Nilson 33 do 2º; 
Cartão amarelo: Marinho, Fischer, Madeira e Fio
Botafogo: Ubirajara, Miranda, Chiquinho, Artur, Marinho, Carbone, Ademir, Rogério (Cremílson) , Fischer, Nilson e Dirceu (Puruca)
Técnico: Zagallo
São Cristóvão: Jair (Henrique), Júlio, Nelio, Carlinhos, Peixinho (Padeirinho), Badu,  Ivo Sodré, Helvécio, Fio, Sena e Madeira

SÃO CRISTÓVÃO O X BANGU O
Local: Teixeira de Castro;
Juiz: Roberto Costa;
Renda: Cr$ 4 560,00;
Público: 433
São Cristóvão: Henrique, Padeirinho (Carlinhos), Nélio, Júlio, Peixinho, Madeira, Ivo Sodré, Zequinha. Helvécio. Sena e Fio
Bangu: Luís Alberto, Ilminho, Sérgio (Valderi), Luís Alberto II, Hamilton. Tomé, Netinho (Rogério), Miranda. Carlinhos, William e Lola
Técnico: Jarecyl Ribeiro

MADUREIRA 2  X  SÃO  CRISTÓVÃO O
Local: Conselheiro Galvão;
Juiz: Amauri Ponciano;
Auxiliares: Hélio Tavares e Helio Soares
Renda: Cr$ 3 210,00;
Público: 289;
Gols: Mingo 28 e Ademir 36 do 2.°
Madureira: Dorival, Orlando, Vágner, Paulo César, Jorge Luís, Rui, Carioca, Zé Dias, Mingo, Luís Carlos (Ademir) e Válber
São Cristóvão: Henrique, Júlio, Nélio, Neném, Peixinho, Madeira, Ivo Sodré (Padeirinho), Helvécio, Sena, Fio e Zequinha (Sinvaldo)

VASCO 2 X SÃO CRISTÓVÃO 1
Local: São Januário;
Juiz: Moacir Miguel dos Santos;
Renda: Cr$ 65 788,00;
Público: 6055;
Gols: Roberto 12 do 1.°; Roberto 23 e Ivo Sodré 43 do 2.°
Vasco: Andrada, Paulo César. Miguel. Renê, Celso Alonso, Alcir, Zanata. Carlinhos (Galdino). Dé. Roberto e Luís Carlos
Técnico: Mário Travaglini
São   Cristóvão:   Henrique.   Padeirinho. Nélio,   Neném.   Peixinho.   Júlio,   Badu. Helvécio.   Ivo  Sodré,  Sena  e  Madeira (Sinvaldo)

FLAMENGO   2   X   SÃO   CRISTÓVÃO O
Preliminar de Botafogo x Madureira;
Juiz: José Roberto Wright;
Gols: Luisinho 7 do 1.° e Zico (pênalti) 35 do 2.°:
Expulsão: Almir;
Cartão amarelo: Júlio, Nenen e Paulinho
Flamengo: Cantarele. Júnior, Rondineli, Jaime, Rodrigues Neto, Liminha, Geraldo, Paulinho, Luisinho. Zico e Luís Paulo (Julinho)
Técnico: Joubert
São Cristóvão: Henrique, Padeirinho, Nélio, Nenen, Peixinho, Júlio (Almir), Badu, Helvécio (Nílton), Sena, Zequinha e Madeira

SÃO CRISTÓVÃO 1 X BONSUCESSO 1
Local: Rua Bariri;
Juiz: Aluísio Felisberto da Silva;
Renda: Cr$ 4 115,00;
Público: 411;
Gols: Clésio 43 do 1.° e Sena 43 do 2.°
Bonsucesso: Valdir, Miguel, Nilo, Nilson, Carlos Alberto, Silva, Cabral, Marco Antônio, Chiquinho (Naldo), Clésio (Adãozinho) e Samarone
São Cristóvão: Henrique, Padeirinho (Nílton), Nélio, Neném, Peixinho, Badu, Júlio, Ivo Sodré (Linvaldo), Hel¬vécio, Sena e Zequinha


AMÉRICA 1 X SÃO CRISTÓVÃO O
Local: Moça Bonita;
Juiz: Roberto Costa;
Renda: Cr$ 6 390,00;
Público: 602;
Gol: Orlando 29 do 2.°
América: País, Orlando, Geraldo, Biluca, Paulo Maurício, Ivo, Renato, Neco, Tadeu (Manuel). Roberto e Gilson Nunes (Paulo César)
São Cristóvão: Jair, Padeirinho, Nélio, Neném, Peixinho, Badu, Ivo Sodré. Helvécio (Nílton), Sena, Fio e Zequinha

PORTUGUESA 1 X SÃO CRISTÓVÃO 1
Local: Teixeira de Castro;
Juiz: José Marçal Filho;
Renda: Cr$ 2 245,00;
Público: 203;
Gols: Sena 9 e Felipe 32 do 1.º
Portuguesa: Mauro, Calibé. Fernando. Niltinho, Sued, Carlinhos, Carlos Magno, Heraldo (Filé), Jair Botelho, Felipe e Bruno
São Cristóvão: Jair, Padeirinho, Nélio. Nenen, Júlio, Badu, Madeira (Almir). Fio (Santos), Helvécio, Sena e Zequinha

TORNEIO ABELARD FRANÇA: 3 JOGOS - 1 GOLS 
CAMPEONATO CARIOCA 1974/1975: 33 JOGOS 13 GOLS 
TOTAL PELO SÃO CRISTÓVÃO : 36 JOGOS E 14 GOLS 


VIAGEM PARA A EUROPA 

Com Sena sendo considerado um dos principais jogadores do São Cristóvão, começaram a surgir propostas de clubes com maior poder financeiro. O primeiro interessado foi o Vasco da Gama, que chegou a fazer sondagens pelo atacante.

O clube do bairro Imperial pediu CR$ 300 mil pelo passe de Jorge Luiz Sena, mas o Vasco não estava disposto a pagar essa quantia. Na época, o jogador recebia cerca de CR$ 500 por mês.

Antes que outro time brasileiro se aproximasse, o Atlético de Madrid, da Espanha, apresentou uma proposta irrecusável: ofereceu CR$ 30 mil por mês de salário ao jogador e pagou ao São Cristóvão a quantia de US$ 120 mil — o equivalente a cerca de CR$ 960 mil cruzeiros.

O valor representou um grande reforço financeiro para o clube carioca e marcou o início da carreira internacional de Jorge Luiz Sena.


O ÚLTIMO JOGO DE SENA 


Era para ser apenas mais um jogo, uma despedida simbólica de um atleta. No entanto, o amistoso entre o São Cristóvão e o VfB Eppingen acabaria marcando profundamente a trajetória de um jogador — e trazendo à história um capítulo especial na relação entre clubes de diferentes continentes.

Verein für Bewegungsspiele Eppingen 1921 — nome oficial do clube — era, à época, o campeão da Segunda Divisão da Alemanha. Embora atualmente atue nas divisões inferiores do país, o Eppingen viveu um período de relativo sucesso nos anos 1970, com participações marcantes na Copa da Alemanha e destaque no cenário local.

Durante uma excursão ao Brasil para uma série de amistosos — que incluiu um jogo contra o Fluminense — o clube alemão resolveu convidar o São Cristóvão para uma partida amistosa, o que foi prontamente aceito. A oportunidade de enfrentar um time europeu, mesmo sem o mesmo peso de outras grandes potências, era tratada com seriedade e expectativa pela equipe do bairro imperial.

Além do aspecto internacional do confronto, o jogo também serviu como despedida de um jogador, cujo nome não apenas marcava o elenco, mas que teria seus rumos alterados por aquele duelo. Detalhes sobre essa trajetória específica podem ser resgatados a partir dos relatos do clube e da imprensa da época.

O amistoso gerou uma boa renda para o clube do bairro imperial, estimada em cerca de US$ 10 mil dólares — um valor expressivo para a época.

coordenador de futebol do São CristóvãoBenilton Rodrigues, destacou que, além do retorno financeiro, o jogo teve um papel importante na preparação do elenco, ajudando os jogadores a se entrosarem para a disputa de um torneio paralelo ao Campeonato Brasileiro. Esse torneio reuniria clubes que estavam fora das competições nacionais, oferecendo uma oportunidade de calendário competitivo e visibilidade.

Já o diretor financeiroMauro D'Avila, ressaltou que o montante arrecadado seria destinado a melhorias na Rua Figueira de Melo, especialmente na infraestrutura do estádio e nas dependências do clube, reforçando o compromisso com a valorização do patrimônio e da base local.

amistoso terminou com vitória do São Cristóvão por 2 a 0 sobre o VfB Eppingen. A equipe dos Cadetes entrou em campo com a seguinte formação:

JairPodeirinhoNélioNeném e JúlioBadúIvoSodré (Sivaldo) e HelvécioSena (Santos) e Fio Maravilha (Madeira), Zequinha (Zé Paulo).
Técnico: Franz.

Os dois gols da partida foram marcados por Fio Maravilha, grande destaque do jogo e figura carismática do futebol brasileiro.


LINK DA ENTREVISTA DO SENA : https://www.youtube.com/watch?v=GuYAMAX7p2o&t=1080s

HOMENAGEM A NOSSOS ÍDOLOS

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